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26 de ago de 2005

POEMAS DE CARLA BATISTA DO CARMO




POEMAS DE CARLA BATISTA DO CARMO



CORAÇÃO




O silêncio é meu refúgio e o meu escudo
Sentimentos humanos e fracos
Deixam-me vulnerável
Minha alma só encontra a dor,
Minha vida é arrebatada pela tristeza
Pois todos me levam ao inferno
E me fazem conhecer a angústia
A troca, a traição
E agora está corrupto meu coração

“Mas quando vi teus olhos”.
E o sorriso nos teus lábios
Quase acreditei
Mas é tão difícil
Quase impossível

Flagro-me consumida
Pela vergonha
Por alguns instantes ter sentido esperança,
Amaldiçoada, perversa esperança.
Que iludi, engana.

Minha alma espera repouso,
Não vejo glórias,
Só encontro miseráveis
Por que rejeitas minha alma?
E esconde de mim tua face?
Reverencio-lhe a cada minuto
E é essa espera que me sustenta
Não oculte sua luz,
Os dias chegam e minha dor aumenta.

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Transpiro teu nome,
Salivo teu nome,
Vomito teu nome,
Simples e arrebatadoramente
Sinto fome, fome, fome!
Frases fervem, ensaiam,
Transpassam, transbordam.
E escorrem pela boca,
Poderiam encher teus ouvidos,
Poderia te agredir e te exaltar
Com sussurros e gemidos

Teu nome pronunciado com tanto
Ódio e contradição logo se perde
No ar, logo esquecido e vão

Teu nome pronunciado com
Uma seriedade irritante
Sem um pingo de emoção,
Logo teatral seguro e inseguro,
Envolvente, intrigante,
Assim com todas as letras
Como por acidente, sem querer
Digo teu nome.
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UNDIS COVERED COUNTRY



Tudo isso é um sublime louvor
Ao delírio
Tentar regressar a pura e crua
Em meio à lucidez e ironia
Toda insanidade se situa

A grande sombra age por mais
De 365 dias
A esperança que
Recai se extravia,
Perde-se em algum lugar
Em nossas vidas
Ter esperança é maldição
E não a tê-la também é maldição

Onde está a cura?
Socorro, meu corpo escorre!
Por favor, onde está?
Acho que preciso de um
Pouco mais que sorte

Onde está a cura?
Diga por favor, meu corpo escorre!
Não sei se irei me perdoar
Por omitir a verdade
Eu não consigo me desligar
Da verdade,
Ter esperança é maldição
E não tê-la também é maldição.



CANÇÃO TÁCITA



Desculpe-me por ser magra
Desculpe-me por não ser “divertida”
Desculpe-me por não dizer coisas engraçadas
Desculpe-me, quando estou perto de você por sempre
Escolher as palavras erradas
Desculpe-me por ser volúvel
Perdoe-me por ser drástica
Desculpe-me por ter tanto a dizer e não saber
Como dizer
Desculpe-me por ser assim tão apressada
Desculpe-me por insistir
Por desistir, persistir, por fugir, por ir embora,
Estou exausta
Desejo esquecer tudo agora

Desculpe-me por te amar,
Perdoe-me por te odiar
Por sentir tudo e ao mesmo tempo nada,
Porque tudo que tenho feito até hoje é me contentar
Com suas migalhas!
..........................






























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