LITERATURA NA AMAZÔNIA-ARTIGOS DE ALUNOS DO IESAP



ARTIGOS DOS ALUNOS DO IESAP, DISCIPLINA LITERATURA AMAZÔNICA – PROFESSORA JUDIVALDA BRASIL – POSTADOS EM DEZEMBRO-2012

Evento literário na Biblioteca Pública
com alunos da prof. Judivalda Brasil
em junho/2012


Nota do editor do blog:

Estes artigos não foram revisados pelo blog e estão publicados da maneira como foram enviados pelos seu autores (copyright) e são de inteira responsabilidade dos mesmos
Em dezembro de 2011 também publicamos mais artigos de alunos do IESAP - veja na parte inferior desta página - como forma de incentivar a produção científica que analisa os autores da Amazônia (Paulo tarso Barros, editor do blog)



A LITERATURA AMAPAENSE EM SALA DE AULA: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA ALUNOS DO 6º ANO DA ESCOLA ESTADUAL PREDICANDA CARNEIRO AMORIM LOPES


Albanice dos Santos Nascimento[1]
Alessandro Gemaque Pantoja[2]
Antonio Carlos do Rosario Lima[3]
Mayara de Oliveira Souto[4]
Judivalda da Silva Brasil[5]


RESUMO
Este artigo tem como objetivo demonstrar de que forma a Literatura Amapaense vem sendo trabalhada na turma de 6º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Predicanda Amorim Lopes, bem como apresentar uma proposta pedagógica para o desenvolvimento da mesma. Pois a literatura atua como instrumento de apoio no desenvolvimento das habilidades de comunicação através da fomentação da leitura, da expressão verbal e da valorização e reconhecimento dos autores locais tornando-os referência literária. O projeto recebe o nome de “Criança feliz é criança que diz...” e atende alunos do sexto ano da Escola campo, cumprindo o desejo de promover o acesso à leitura. Para realizar o estudo optou-se por aplicar uma pesquisa envolvendo: Professora, alunos e coordenação pedagógica da referida escola, visando registrar e avaliar a aplicabilidade do projeto do ponto de vista da inserção da literatura junto às crianças que estão desenvolvendo a sua concepção de mundo a partir do conhecimento dos autores e obras regionais apresentando resultados que justificariam a iniciativa e seu êxito, trabalhando a leitura, a produção textual e as habilidades orais com o dizer poético. Para responder a estas questões buscou-se o suporte teórico de autores como Nely Novaes, Teodoro Ezequiel, Marisa Lajolo, Beth Brait, Paulo Freire e muitos outros que sedimentarão a formação dos graduandos que se lançam a este artigo em busca de respostas através da pesquisa acadêmica e científica com questionamentos que impulsionarão um novo olhar para o ensino de literatura inserida no estudo da língua portuguesa.

Palavras-chave: Literatura Amapaense; Leitura; Ensino.

INTRODUÇÃO


          Escrever um artigo que fale sobre Literatura é um prazer antes de ser uma missão árdua e cansativa. Assim ao escolher o tema a ser abordado buscou-se primeiramente escrever sobre algo que fosse ao mesmo tempo inusitado e prazeroso. Desta forma optou-se por unir teoria e prática em torno de uma experiência metodológica que além de explorar os conhecimentos gramaticais insere a Literatura Amapaense no ensino fundamental.
          A Literatura, devido sua natureza multidisciplinar, neste artigo é descrita e conceituada de maneira plural a fim de demonstrar sua amplitude e relevância, ao proporcionar aos leitores a visualização e concretização dos diversos costumes, técnicas, hábitos, histórias e crenças presentes nos mais variados povos e sociedades ao redor do mundo. Para responder à questão “o que é Literatura?” recorremos a autores como Marisa Lajolo, que publicou uma obra para responder a esta pergunta com o objetivo de direcionar discentes e docentes até as respostas que poderiam deixar de inquietar, sobretudo, os estudantes dos cursos de Letras de uma forma geral. Segundo Lajolo (1995, p. 37), em “o que é Literatura?”, a Literatura leva ao extremo a ambiguidade da linguagem: ao mesmo tempo em que cola o homem às coisas, diminuindo o espaço entre o nome e o objeto nomeado, a literatura dá a medida do artificial e do provisório da relação. Considerando a pluralidade e a interdisciplinaridade da literatura, este estudo fará uma abordagem sobre a Literatura Amapaense em sala de aula no contexto escolar local no intuito de conhecer o desenvolvimento deste trabalho no terceiro ciclo do ensino fundamental da Escola Estadual Predicanda Amorim Lopes.
          A realização deste trabalho busca não somente falar de Literatura. Inevitavelmente, o estudo acerca do ensino de Literatura traz respostas e direcionamentos quanto ao ensino da leitura, uma vez que a mesma é a única ferramenta de acesso a fontes de informação nas suas mais variadas formas; escritas, impressas, visuais ou artísticas. Isto é, para ler, compreender e tecer comentários críticos sobre um determinado tema ou assunto, o individuo necessita ter desenvolvido tal habilidade. Sendo assim, serão apresentados nesta pesquisa resultados relativos aos métodos e técnicas que vêm sendo desempenhados pela professora do sexto ano do ensino fundamental da escola Predicanda Amorim Lopes. Com o suporte de autores como Nelly Novaes Coelho (2009), que trata de forma abrangente e objetiva sobre esta temática em, “Literatura Infantil Brasileira”,
sugestões, conselhos e métodos serão indicados a fim de promover e incentivar o hábito da leitura nas crianças e pré-adolescentes do ensino fundamental.

1       O QUE É LITERATURA?

          Ao nos depararmos com tal pergunta, percebemos que a pergunta será permanente, mas as respostas certamente serão provisórias, entretanto, a Literatura está inserida no campo das artes, e sua evolução através dos anos é incontestável, pois desde o seu surgimento traz consigo os seguintes questionamentos: O que é literatura? E em que sentido ela é considerada como arte? Tais questionamentos têm gerado em pensadores, escritores e artistas renomados a produzirem tentativas de conceituá-la desde a antiguidade clássica até os dias de hoje.
          Como por exemplo: Aristóteles (Grécia Clássica): “Arte Literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra”. Louis de Bonald (pensador e crítico do Romantismo Francês, início do séc. XIX): “A literatura é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem”. Hipolite Taine (pensador determinista, metade do séc. XIX): “A Literatura obedece a leis inflexíveis: a da herança, a do meio, a do momento”. Doutrina da arte pela arte (fins do séc. XIX): “A Literatura é arte e só pode ser encarada como arte”. Jean-Paul Sartre (filósofo francês, séc. XX): “O poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, e a sua obra como um fim e não como um meio; como uma arma de combate”. Alceu Amoroso Lima (escritor e crítico brasileiro) “A distinção entre Literatura e as demais artes vai operar-se nos seus elementos intrínsecos, a matéria e a forma do verbo”. Afrânio Coutinho (escritor brasileiro) “A literatura, como toda arte, é a transfiguração do real, e a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio”. Anthony Burgess (escritor) “A literatura é uma arte que explora a língua”.
          A partir dessas definições, observa-se que tentar definir literatura nunca vai ser uma resposta óbvia, pronta e acabada, mas, uma das mais antigas e mais respeitáveis formas de conceituá-la, ou considerá-la como uma forma de imitação. Isto é, tal definição explicaria a relação entre literatura e a vida, pois a partir de tal afirmação podemos também observá-la como um meio de reproduzir ou até mesmo recriar em palavras as experiências da vida, assim como a pintura reproduz ou recria em certas figuras as cenas da vida em seus contornos e cores.  
          Partindo do pressuposto de que é por meio das palavras que a literatura acontece, constata-se que um texto passa a ser considerado literário quando consegue produzir um efeito estético e quando proporciona a sensação de prazer e emoção no receptor. Afinal as palavras também estão presentes tanto na Ciência quanto na Arte, e dentre o campo das palavras encontramos conotações (sentimentos) e denotações (razão), e o mais especial para a Literatura é que o escritor de literatura está mais voltado às conotações, e as maneiras pelas quais ele pode fazer com que suas palavras possam comover ou excitar o leitor. Com elas, ele pode sugerir cor, movimento, caráter, som, etc. Essa é a razão da diferença entre o escritor literário e o cientista, como por exemplo: o advogado e o cientista precisam fazer com que suas palavras signifiquem uma coisa determinada e apenas ela, já os escritores de literatura geram em suas palavras um trabalho extra, o que faz as palavras irem muito além do significado do dicionário, o que nos leva a constatação de que segundo Burgess: “A literatura pode ser definida como as palavras trabalhando ao máximo; a literatura é a exploração das palavras”.        
          Segundo Vitor Manuel de Aguiar e Silva: “a literatura não é um jogo, um passatempo, um produto anacrônico de uma sociedade dessorada, mas uma atividade artística que, sob multiformes modulações, tem exprimido e continua a exprimir, de modo inconfundível a alegria e a angústia, as certezas e os enigmas do homem”.

1.1   O ENSINO DA LITERATURA NO ENSINO FUNDAMENTAL

            Inicialmente ressaltamos que o ensino da Literatura no ensino fundamental é imprescindível para os estudantes deste ciclo, uma vez que estes já são leitores fluentes, e estão iniciando a fase de consolidação do domínio do mecanismo da leitura e da compreensão do mundo expresso no livro. Pois o domínio desta habilidade é requisito indispensável para os ciclos posteriores. De acordo com Nelly Novaes Coelho (2000, p.27) “Literatura é uma linguagem específica, que como toda linguagem, expressa uma determinada experiência humana, e dificilmente poderá ser definida com exatidão”. Isso permite conhecer a longa e continua caminhada da humanidade que evolui constantemente.
          Em mais uma de suas importantes contribuições para as práticas pedagógicas de ensino-aprendizagem no Brasil, Paulo Freire escreveu “A importância do ato de ler (2003, p. 5)” onde ele compara sua experiência de leitor, que aprendeu a ler no quintal de casa, entre bichos e árvores, com sua experiência de vida. Segundo o mesmo, leitura boa é a leitura que nos empurra para a vida, que nos leva para dentro do mundo que nos interessa viver. “E para que a leitura desempenhe esse papel, é fundamental que o ato de leitura e aquilo que se lê façam sentido para quem está lendo”. Isso significa que desde a infância começamos a ler o mundo e que estas vivências se transformam e ganham significados no ato da leitura.
          A Literatura abrange um diverso universo de textos literários que pode partir de uma simples carta informativa, como no Quinhentismo, passando por jornais, revistas e histórias em quadrinhos, até a elaboração rebuscada e complexa de livros da literatura clássica nacional e estrangeira. Ainda, não nos esqueçamos da carga cultural, histórica e moral que ela pode trazer consigo contribuindo significativamente para o entendimento de conceitos, tornando-os concretos para o individuo.
           Ao compreender a magnitude, a pluralidade, a diversidade, a interdisciplinaridade e o caráter multicultural que a Literatura tem, tornou-se inevitável a introdução da Literatura Amapaense na grade curricular da disciplina de Língua Portuguesa da turma 511 do sexto ano do ensino fundamental da escola Predicanda Amorim Lopes como parte do conteúdo programático desenvolvido no decorrer deste ano pela professora regente, Judivalda Brasil. Salienta-se que a mesma desenvolveu um projeto intitulado “Criança feliz é criança que diz” no intuito de aprimorar a leitura, a escrita, e o senso interpretativo dos alunos, além de trabalhar a expressão corporal e oralidade dos alunos utilizando obras de autores amapaenses. No prefácio da obra, “Abilash, Conto da Amazônia”, Lulih Rojanski (2010, p. 9) escritora da Literatura Amapaense, cita: “se queres ser universal começa por pintar a tua aldeia” Liev Tolstói. Esta fala reforça a ideia de que podemos e devemos partir do quintal de casa para ganhar o mundo.
          A Literatura pode ser vista metodologicamente como apenas mais um recurso para o ensino da Língua Portuguesa o que não significa que a mesma não seja suficientemente importante para ser trabalhada como disciplina exclusiva, da forma que acontece nas séries do ensino médio. A partir de 2009, Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s) instituíram o ensino da Literatura nos terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série. O estudo deste gênero contribui para a formação e transformação do indivíduo enquanto leitor, ampliando e consolidando sua carga de conhecimento e autoconhecimento, além de desenvolver seu senso crítico, ao facilitar sua leitura de mundo, a compreensão da sociedade e suas diferenças culturais, bem como suas transformações. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s) foram elaborados sempre buscando respeitar as diferenças regionais, culturais e políticas existentes numa nação e levando em conta a necessidade de criar referências nacionais comuns ao processo educativo nas regiões brasileiras. Além dos direcionamentos sugeridos e estabelecidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, existe o personagem fundamental e indispensável para a concretização e sucesso deste processo de ensino, o professor. Antes de tratar de Literatura ou ensino e aprendizagem da mesma, há de se falar no personagem promotor desse processo, como o indivíduo que vai planejar elaborar e desenvolver as etapas e recursos necessários para a realização de projetos educativos. Para o aluno/aprendiz chegar ao nível da leitura crítica ele tem que passar por duas outras fases, a leitura mecânica, que consiste na habilidade de decifrar códigos e sinais, e a leitura de mundo, sendo esta um processo continuado que começa no berço e só se encerra no leito de morte. Segundo Nelly Novaes Coelho (2009, p. 34):

quando, ademais, pensamos na literatura (infantil) no espaço escolar, pensamos no coletivo, na leitura partilhada, pensamos no professor como um leitor que forma leitores. Isso nos leva à questão de como se pode dar o ato de ler, em que circunstância esse momento de magia pode ocorrer.

          Portanto, a figura do professor como mediador, promotor da leitura e formador de leitores, deve ser levada em conta sempre que medidas e diretrizes voltadas para o ensino-aprendizagem de Literatura forem formuladas, estabelecidas e normatizadas.

1.2  A LITERATURA AMAPAENSE

Quando se iniciou este estudo sobre a Literatura Amapaense o primeiro obstáculo encontrado foi a falta de referencial bibliográfico relativos à mesma que pudessem tornar acessível e conhecida a história da literatura amapaense dos seus primórdios aos dias atuais. Diante deste impasse resolveu-se então buscar os próprios autores da Literatura Amapaense para fundamentar o conteúdo referente ao seu surgimento e evolução. O autor indicado por professores e pela orientadora deste artigo foi o escritor Paulo Tarso, conhecido como a memória viva da literatura amapaense. Na terça-feira, 27 de novembro de 2012, em entrevista realizada na biblioteca pública de Macapá, Elcy Lacerda, local de trabalho do escritor, coletou-se todas as informações sobre a Literatura Amapaense necessárias para complementar o referido estudo. A entrevista foi transcrita na íntegra e é apresentada após a apresentação do autor.
O escritor Paulo Tarso Barros, tem 51 anos, nascido no estado do Pará e há mais de 30 reside no estado do Amapá. O mesmo já publicou por volta de 12 livros, e atualmente está trabalhando no lançamento de mais uma obra, um livro de poemas chamado ‘O Silêncio da Eternidade’.
Nas palestras que ele tem ministrado sempre ressalta que o marco inicial da produção literária amapaense se deu com o surgimento do Jornal ‘Pinzônia’, em 1895. Nesse jornal foram publicados os primeiros textos produzidos no Amapá, e ainda hoje existem alguns exemplares do mesmo disponíveis na biblioteca pública de Macapá. O jornal tinha como referência Mendonça Júnior, que foi um dos idealizadores do jornal, além da contribuição de outros intelectuais da época.
         
          Legenda:
AG: Alessandro Gemaque Pantoja – Acadêmico do curso de Letras.
Paulo Tarso – Escritor Amapaense.

          AG: então vamos começar... Primeiramente bom dia. Nós estamos aqui com o Paulo Tarso, considerado o histórico vivo da Literatura Amapaense. Antes da primeira pergunta Paulo Tarso... Você pode apresentar-se, por favor?
Paulo Tarso: Meu nome é Paulo Tarso Barros, tenho 51 anos, há 30 eu moro no Amapá, já publiquei mais ou menos uns 12 livros, e estou aqui pra responder as perguntas que vocês formularem.
AG: Falando nisso inclusive, vai haver o lançamento de um livro seu agora, não é?
Paulo Tarso: Isso! É o sétimo livro de poemas. É ‘O Silêncio da Eternidade’, e outros livros também virão depois desse.
AG: Certo. Nós vamos aguardar com toda certeza. A primeira pergunta... É com relação ao surgimento da Literatura amapaense, Quando começou a Literatura Amapaense?
Paulo Tarso: Nas palestras que eu faço, eu sempre coloco como marco inicial da literatura aqui, o surgimento do Jornal Pinzônia em 1895. Nesse jornal foram publicados os primeiros textos produzidos aqui no Amapá. E esse jornal, nós temos aqui alguns exemplares na biblioteca. É a partir dele e do Mendonça Junior, que foi um dos idealizadores do jornal, e outros intelectuais da época, que eu começo a referenciar o inicio da produção literária. E depois vieram os livros dos viajantes, como Alfredo Gonsalves – um Português que viajava aqui na costa do Amapá, que até os dias de hoje tem descendentes aqui no Amapá, como o senhor Elfredo Gonsalves, que também é escritor, e em 32 escreveu um livro. Depois teve o ‘Amapá’ do Manuel Buarque, e finalmente eu cito a Antologia ‘Modernos Poetas do Amapá’ que foi de 1960, e esse é o começo da literatura.
AG: Certo. De fato?
Paulo Tarso: De fato! As primeiras produções poéticas foram nesse ano de 1960, publicadas aqui no Amapá. Aí temos o Alcy Araujo, o Álvaro da Cunha, o Aluisio da Cunha, o Artur Nery Marinho e o Ivo Torres. Eles foram os cinco poetas que lançaram livros em 1960. E depois disso, vieram as produções independentes de escritores como Manuel Bispo, Luiz Alberto, Obidias, Helio Penafort, Cordeiro Gomes, a Professora Aracy de Mont´alverne, o livro de história de Estácio Vidal Picanço – que também é um marco aqui no Amapá. Ele fala da história do Amapá de 1500 até os anos de 1900... tem o ‘Verdadeiro Eldorado’, que é um outro livro de história muito interessante, informações sobre a História do Amapá. Outro livro de história marcante é o de Fernando Rodrigues. E nos anos 90 houve um “boom”, com muita gente publicando antologias, festivais de poesias, o surgimento da Associação de Escritores. A Academia veio nos anos 50, mas ela surgiu e não se consolidou - a Academia Amapaense de Letras. E até hoje ela não funciona, ela não tem um corpo diretivo. E nos dias de hoje, há muitos grupos. E se pulverizou grupos com 2, 3, 10 e 15 pessoas, eu acho que a cidade “tá” cheia desse tipo de coisa.
AG: Mas existe a Associação dos Autores Amapaense, não é?   
Paulo Tarso: Isso! Desde 1989, fundada pelo Rui Lobato, o saudoso Rui Lobato, que já morreu e Jaci Jansen, que também já é falecido... José Amoras, o Valderi Gouveia e Claudelino Lobato... foram esses autores que fundaram essa associação, e hoje ela é consolidada, tem um site, que você já deve conhecer. O blog é www.escritoresap.blogspot.com, lá a gente publica os lançamentos de livros, artigos, datas importantes relacionadas à literatura.
AG: Falando de divulgação, como é feito esse trabalho de divulgação da Literatura Amapaense? A gente percebe que ainda é um pouco desconhecido do público de uma forma geral, não é?
Paulo Tarso: É! Geralmente o grande público não conhece a literatura produzida no Brasil. Eles conhecem os Best-sellers, eles conhecem os autores que são mais conhecidos. Mas de uma forma geral no Brasil todo, os poetas, os escritores eles não são tão conhecidos, e essa divulgação aqui, a gente faz através da mídia. A mídia sempre deu espaço para os escritores, e hoje através dos “blogs”, do “facebook”, do “twitter”, das redes sociais... as mídias sociais hoje são o grande mural de divulgação da literatura.
AG: Outra questão, com relação ao número de autores, você falou em 1895, mas o boom começou do início dos anos 90 para cá, certo?
Paulo Tarso: É difícil você precisar quantos autores têm publicados. Eu acho que há mais de 150 autores publicados aqui. Agora os que se destacam são poucos, nesse universo da literatura. Geralmente os mais conhecidos são aqueles que publicam mais em blog, tipo Alcineia, que vive na mídia todo tempo, desde a época do pai dela, ela procura divulgar bastante. Ela tem o ‘Poesia na boca da noite’. Quem “tá” na mídia ´”tá” aparecendo. Agora tem muita gente aí, que não participa de mídia, mas tem produção; e os autores que são indicados para vestibular. Tipo Mauro Guilherme, Elíude Viana, Arthur Marinho - Eu mesmo, já tive vários livros indicados para o vestibular; Carla Nobre e outros mais.
AG: Agora voltando mais para a questão da qualidade da produção? Você falou que tem um universo de mais ou menos 150 autores.
Paulo Tarso: Olha! A qualidade deveria ser aferida pelo público e pelos críticos. Como a gente não tem nenhuma coisa nem outra fica assim muito difícil, pois cada um escreve, e acha que é o melhor do mundo, e que tá fazendo o seu papel, e ele está certo. Pois se você não acreditasse naquilo, você nem publicaria. Mas existem algumas pessoas que tem essas listagens. Eu até não tenho como te dar essa informação, até porque eu presido uma entidade, e eu a presido porque eu valorizo de uma forma geral a produção literária. Agora o que vai sobreviver, o que vai ficar aí pra história, a gente não sabe, é uma incógnita. Às vezes tem um autor aí, que ninguém fala nele, e de repente algum estudioso, algum crítico, ou mesmo a mídia o redescobre. Tipo, um grande exemplo que tem no Brasil é o “Souza Andele” no maranhão, que na época ninguém lia nada dele, e quando se passaram muitos anos, descobriu-se que ele era um cara modernista, um cara a frente do seu tempo, e que hoje é lido, é debatido, e que se faz vários estudos sobre ele.
AG: Uma pergunta com relação ao estudo da literatura. Você sabe que os PCN´s só incluíram o estudo da literatura no Ensino Fundamental a partir de 2009, no segundo ciclo. O que você acha dessa iniciativa?
Paulo Tarso: Exato! Eu acho muito louvável, porque cada região tem os seus escritores, tem seu autores, tem sua cultura e sua historia, até pra não ficar só naquilo que vem lá do centro sul, São Paulo, Rio de Janeiro, porque é onde ficam as grandes editoras, os grandes movimentos culturais, os grandes museus... Mas hoje isso não faz mais sentido, até porque todo mundo tem acesso à internet. Então não faz sentido só a gente estudar os autores que são colocados nos livros didáticos, quando nós temos aqui. Mas é como você falou tem que procurar aqueles autores que realmente atendem a uma necessidade, o domínio linguístico, conteúdo, não é qualquer um que saia escrevendo e dizendo que é poesia e vá pra sala de aula, e vá ser estudado, vá ser um cânone da literatura. Não! Eu acho que não tem que ter critério. E isso é uma questão de tempo pra acontecer, e eu espero. Pois eu sou um otimista e espero que no futuro, se possam descobrir esses autores que são dignos de ser estudados.
AG: Seria a minha próxima pergunta, justamente em relação à mensagem, a carga cultural que essas obras podem trazer, porque de uma forma geral a gente sabe que a literatura trás uma lição de moral, direcionamentos quanto à vida social, cultural e histórica mesmo. Em partes você já respondeu, mas eu gostaria de saber se você acha que a Literatura Amapaense tem essas características?
Paulo Tarso: Olha, o que eu vejo aqui é uma proliferação muito grande de poesia, só se fala muito em poesia. Mas, eu conheço autores aqui, que têm uma produção em prosa de alto nível como Rui Guilherme, o Mauro Guilherme, o Fernando Canto, Eliúde Viana, a Lulih Rojanski. A Lulih é essencialmente prosadora, tá? O Mauro e o Rui Guilherme eles têm alguma coisa de poesia. Nós temos também o Raí Cunha, que é um camarada que “tá” publicando romance e quase ninguém fala dele aqui no Amapá, mora em Brasília. E a literatura do Amapá é muito diversificada, não é só poesia como querem alguns. Aonde você vai hoje tem poesia, sarau... Isso por um lado é muito bom, porque está presente de alguma forma, mas é só um dos gêneros literários, e Macapá não é só poesia, nós temos também prosa, temos cordel, teatro e outros gêneros mais.
AG: Como você disse há pouco, poucas pessoas tem acesso à literatura e geralmente a gente percebe que é o público acadêmico, que geralmente gosta de ler, ou aqueles que foram incentivados pelos pais. E o que você acha da iniciativa que o governo tomou com relação à feira do livro que aconteceu no mês passado?
Paulo Tarso: A feira é algo que... Isso é uma iniciativa do governo federal. O Ministério da Cultura está com esse projeto de fazer o Brasil um país de leitores, então o Amapá não poderia ficar de fora disso. Isso é um incentivo que vem lá do Ministério da Cultura, de ampliar o número de bibliotecas, ampliar não, e sim de colocar uma biblioteca no mínimo em cada município, embora a gente saiba que esses espaços hoje, não estão tendo aquela frequência que deveriam ter. O livro concorre com a televisão! Uma das melhores televisões do mundo, a Rede Globo está ai em canal aberto, uma TV aberta pra todo mundo estar assistindo novela, globo esporte, os programas de bronca pesada, novelas... E essas coisas. E as bibliotecas, mesmo assim, elas são instrumentos importantes de fortalecimento cultural, divulgação da cultura, ponto de encontro... Então as bibliotecas estão passando por uma adaptação. Por exemplo, aqui, nos temos crianças toda quarta-feira, a criança vem pra cá e percorre esse espaço da biblioteca, assiste a uma peça de teatro... E essa peça sempre vai deixar uma mensagem, não é só uma historinha a toa, é uma história muito engraçada, muito bem contada, mas que no fundo ela vai deixar uma mensagem para aquela criança. Ali então, a gente “tá” plantando um embrião. As Bibliotecas, eu costumo dizer: - não são depósitos de livros, são locais vivos, dependem muito também das pessoas que lá estão pra receber os visitantes, os leitores. Então, existe uma serie de fatores, a “Feira do Livro” ela é só uma vitrine, uma mostra do que está acontecendo, uma oportunidade para os autores locais manterem intercâmbio com os autores que estão na mídia. Tem os ‘arroz de feira’; que é o Afonso Roman de Santana, o Luiz Fernando Veríssimo, o Ziraldo...  São negócios, fundo de negócios, que é a venda de livros e os movimentos culturais como sarau, palestras, oficinas encontros, é uma maneira de colocar o livro em evidência, o objetivo da feira é esse. E o Amapá agora está no meio desse circuito e a gente espera que na próxima feira eles deem mais visibilidade aos autores locais.
AG: Inclusive, na ocasião da semana da feira, a biblioteca esteve aberta, não é?
Paulo Tasso: Exatamente. Direto! Ficamos aqui o tempo todo, sábado e domingo pra dar esse apoio, e alguns eventos aconteceram aqui na biblioteca, outros no teatro, lá no centro de cultura, outros lá na casa do artesão... foi o primeiro passo. Acho que o governo tá no caminho certo, outra coisa certa, do que ele ta fazendo, são os editais para a publicação de livro. Não é qualquer um que chegar com um livro e pedir o apadrinhamento de um político ou de outro, que vai concorrer em pé de igualdade. E as obras que forem selecionadas, o governo vai bancar a publicação. Isso é muito importante também até pra divulgar.
AG: Interessante! Você falou que a formação do leitor é até de certa forma difícil, não é?
Paulo Tarso: Muito difícil! O acesso ao livro não é tão fácil, existem vários projetos onde até jumentos com bibliotecas, ônibus, caixas de livro, cara numa bicicleta, empréstimos, doações, os livros que eles esquecem no banco da praça, se faz tudo! Porque é uma batalha difícil de fazer a pessoa ler, porque naturalmente ninguém é um leitor. Você se torna leitor por hábito, por gostar das coisas, e tem que aprender a ler, a gente tem esse índice muito grande que é o analfabetismo funcional no Brasil. Tem um índice muito grande, e a gente sabe que as pessoas leem e não entendem o que leem.
AG: Para finalizar! A gente sabe que a biblioteca tem uma programação feita anualmente, só que infelizmente, apesar de ser bem divulgado poucas pessoas, poucos alunos e até mesmo acadêmicos, participam. Então tem algum plano que possa mudar esse cenário, para fazer com que essa realidade mude, e tragam um numero maior de leitores amapaenses, ou brasileiros como um todo?
Paulo Tarso: Os projetos que a gente tem, é ir ao encontro dos leitores e até as escolas. No atual momento não está sendo feito isso, por falta de condições materiais para isso. Mas com certeza a direção da biblioteca tem esse projeto de tornar o livro acessível, não só o livro, mas o serviço da biblioteca, o teatro. Nós temos aqui “os contadores de histórias” que é um dos melhores projetos que a biblioteca tem há muitos anos e que já percorreu... Já foi até a Oiapoque. Todos os municípios já receberam esse grupo e atualmente ele não está se deslocando por falta de condições materiais.
AG: Bom, então eu acho que isso é o suficiente, eu gostaria de agradecer a contribuição. Muito obrigado pela entrevista.
Paulo Tarso: Eu estarei sempre aqui às ordens!

2       A PLURALIDADE CULTURAL NA LITERATURA AMAPAENSE

Diversas manifestações culturais e ideológicas manifestam a pluralidade na cultura de um povo, a fim de manifestar interesses de uma minoria ou mesmo como uma forma de expressão de descontentamento de uma maioria. As suas raízes podem ser as mais diversas, mas todas tendem a refletir questões de identidade, história, cultura, sociedade, política, religião, economia, ideologia, etnias, gêneros. Segundo Bruno Carneiro Lira (2010), os estudos culturais põem ênfase no papel da linguagem e do discurso como elementos de construção de representações sociais e ainda, que os estudos culturais não definem cultura de forma isolada, mas sempre na dimensão da vida social, articulando todas as formas de viver e de ser.
Desta forma, no que se refere à Pluralidade Cultural Amapaense, o que se percebe na maioria das obras é uma forte apresentação de costume e hábitos locais, bem como influências herdadas de outras regiões. Assim como aconteceu em todo território brasileiro, a cultura amapaense foi formada a partir da fusão e da adaptação da cultura local indígena com elementos da cultura portuguesa (europeia) e africana, inserida por meio da colonização. Algumas dessas manifestações são encontradas em outras regiões brasileiras, com poucas diferenças que não são percebidas em função da própria evolução histórica de cada localidade.
Apesar de uma origem estabelecida, na medida em que entravam em contato com outras culturas, iam se adaptando e formando outra mais rica pela soma de diferentes elementos culturais. Apesar dos portugueses terem conquistado e dominado os indígenas, que passaram por um processo de aculturação (perda de valores culturais), esses primeiros habitantes de nossa terra, tiveram um papel fundamental na transmissão de heranças culturais, em que a marca da cultura desse povo em nossa sociedade atual é bastante visível e praticada, que foram determinantes para dar ao Estado do Amapá uma identidade cultural. As principais são: a linguagem, o artesanato e a culinária.
Todo este evento de miscigenação se refletiu de maneira muito grandiosa na cultura do Amapá, dando origem a festas e tradições como o Marabaixo, que foi passada pelos escravos aos seus descendentes que vivem na Vila do Curiaú, e também aos municípios de Mazagão Velho, em Mazagão e Macapá, e ainda o Batuque, a Festa de São Tiago, O Círio. Tantas manifestações culturais expressam-se em um cenário ainda muito natural e encantador, cercado pela graciosidade do Rio Amazonas e pela Floresta Amazônica.  Este belo cenário tem sido fonte de inspiração para muitos autores amapaenses, como na obra “Abilash” de Lulih Rojanski (2010, p.15), onde a mesma retrata os cenários amazônicos na região do Jarí, no trecho a seguir:

Amanhecia, quando um pescador que se preparava para lançar ao rio sua rede, viu o menino brincando com as mãos, sereno e indiferente ao abandono da canoa na encosta. Chapinhando na margem do rio – cujas águas começavam à crescer e mergulhavam a aninga e as raízes do buriti, o homem tomou a criança nos braços, com cuidado, receoso de que suas mãos habituadas aos peixes a magoassem.

          Há também autores como Carla Nobre, Glória Araújo, Eliude Viana, Hélio Penafort, Alcy Araújo, Álvaro da Cunha, Alcineia Cavalcante, Artur Nery Marinho, Fernando Canto, Ivo Torres, Manoel Bispo, Aracy de Mont’alverne, Estácio Vidal Picanço, Joseli Dias, Paulo Rebelo entre outros.
          Num universo de 150 autores, estes últimos citados são os mais conhecidos e lidos no Amapá e todos trazem parcial ou integralmente os costumes, hábitos, crenças e cenários amapaenses, às vezes comuns a outros povos, demonstrando sua diversidade e riqueza cultural.  

3       ANÁLISE DE DADOS

          Os questionários para a elaboração desta pesquisa campo e posterior análise dos dados qualitativo-quantitativos foram aplicados na turma 511 da escola Estadual Predicanda Amorim Lopes para um total de 26 alunos com idades compreendidas entre 10 e 12 anos, sendo que 68% têm 11 anos (17alunos), 22% 10 anos (7 alunos) e 10% 12 anos (2 alunos).
          O questionário continha 12 perguntas de múltipla escolha, todas direcionadas aos alunos, os quais foram objeto de estudo quanto ao uso e prática de Gêneros da Língua Portuguesa e autores amapaenses trabalhados em sala de aula e suas diversas metodologias aplicadas pela professora regente. Sendo assim, abaixo se apresentam as análises.
          Quando questionados se já haviam tido contato com a Literatura Amapaense antes de entrar na referida escola e através de qual meio de comunicação, os dados obtidos foram os seguintes:

Gráfico 1


          Sendo assim, percebe-se que em uma turma de 26 alunos, 30,8%, (8 alunos), nunca haviam tido nenhum tipo de contato com a Literatura Amapaense antes de estudar e 69,2%, (18 alunos), tiveram acesso à essa Literatura antes de ingressar na sala de aula através de diversos meios de comunicação como: televisão, 56,5%, em casa e na rua, 12,3% cada, revista e jornal, 9,45% cada e 0%, rádio.
          Quando questionados quanto aos Gêneros os quais mais gostam de estudar em língua Portuguesa e aqueles os quais a Professora mais estuda com os mesmos em sala de aula, obtivemos os seguintes dados comparativos, os quais irão confrontar o gosto pessoal pela leitura e o que é trabalhado em sala de aula.

Gráfico 2
Quais gêneros mais gostam de estudar em Língua Portuguesa
e quais mais estuda em sala de aula?






          Na análise feita desses dois tópicos os quais abordam o gosto pela leitura e o que é trabalhado em sala de aula seguem as seguintes análises e obedecendo a seguinte ordem: Gosto pessoal e aplicado pela Professora. Quanto à Gramática: 4 alunos, (15,38%) e 3 alunos, (11,53%); Literatura: 5 alunos, (19,23%) e 4 alunos, (15,38%); Contos: 9 alunos, (34,61%) e 2 alunos, (7,69%); Interpretação de Texto: 3 alunos, (11,53%) e 9 alunos, (34,61%); Leitura: 12 alunos, (46,15%) e 13 alunos, (50%); Nenhum: 0 alunos, (0%) e 1 alunos, (3,84%); Produção Textual: 4 alunos, (15,38%) e 3 alunos, (11,53%); Poesias/Poemas: 22 alunos, (84,61%) ambos e todos: 0 alunos, (0%) e 1 alunos, (3,84%).
          Sendo assim, dentre as várias opções apresentadas aos alunos e analisadas neste questionário, percebeu-se que é unânime o gosto e o uso em sala de aula por e Poesias/Poemas, seguidos da leitura.
          No que diz respeito à Literatura Amapaense e dentre vários autores apresentados aos alunos para que fossem apontados quais são trabalhados em sala de aula, obtivemos o seguinte levantamento como demonstra o gráfico.

Gráfico 3


          Foram apresentados aos alunos nove Autores Amapaenses para fossem listados quais eram trabalhados em sala de aula no gênero Poesia/Poema apresentados nos gráfico anterior já que 84,61% dos alunos dizem gostar e ser trabalhado em sala de aula e obtivemos os seguintes dados: nenhum aluno conhece o Hélio Penafort; 1aluno Joseli Dias; 2 Lulih Rojanski; 4 Gonçalves Dias e Paulo Tarso; 5 Monteiro Lobato; 6 Fernando Canto; 13 Carla Nobre e 4 dizem ter conhecido todos. Temos assim com 50% a autora Carla Nobre como a mais conhecida entre os alunos da referida turma.
O gráfico a seguir irá definir o gosto de ler e estudar as Literaturas Brasileira e Amapaense e quantos livros de Literatura Amapaense os alunos já leram este ano.



Gráfico 4



          Segundo a análise levantada nos questionários, obtiveram-se os seguintes dados em número e percentual quanto ao gosto em ler e estudar nas opções “sim, não e às vezes”. Sendo assim seguem os seguintes resultados: 17 alunos (65,39%) gostam de ler; nenhum respondeu não gostar e 9 alunos (34,61%) disseram ler e estudar às vezes.
          No item que diz respeito a quantos livros foram lidos no ano letivo constatamos que 9 alunos (34,61%) leram um livro; 3 alunos (11,53%) disseram ter lido 2 livros; ninguém respondeu ter lido 3 livros; 3 alunos (11,53%) leram 4 livros; 3 alunos (11,53%) leram mais de 4 livros e 8 alunos (30,8%) responderam não ter lido nenhum livro neste ano.
          Fazendo um comparativo entre o gosto por ler e estudar Literatura Brasileira e Amapaense em sala de aula, chegamos à seguinte conclusão: percebe-se que o gosto pela leitura em sala de aula se manifesta em 65,39% dos alunos (17 alunos) e nos demais que lêem às vezes, totalizando os 100%; que 18 alunos (69,2%) já leram pelo menos um livro este ano já que os 26 alunos afirmaram que a escola possui biblioteca e que os mesmos fazem uso dos livros didáticos e daqueles que a professora traz para a sala de aula.
          Referente à que formas e maneiras a professora apresenta e trabalha a leitura, o uso dos livros e seus autores em sala de aula junto com os alunos, questionamos as várias hipóteses pelas quais a mesma possibilita esse ensino-aprendizado de maneiro lúdica e eficaz para os alunos e chegamos à seguinte análise, como demonstra o gráfico a seguir.

Gráfico 5

Como a professora trabalha a leitura de livros com os alunos na sala de aula?

   

             

              Nesta análise percebe-se que os dados serão distantes e variados tendo em vista que os alunos afirmaram que a professora, dentre as opções questionadas, trabalha diversas formas de leitura em sala de sendo que a mais selecionada pelos alunos foi que a mesma lê e explica aos alunos o conteúdo da leitura em sala, totalizando 80,7% (21 alunos); em segundo lugar, com 50% (13 alunos), dizem fazer apresentações teatrais da obra; em terceiro, 38,4% (10 alunos), dizem ler e depois fazer a discussão em grupo; em quarto lugar, 19,2% (5 alunos), dizem que a professora os faz ler  e responder às suas indagações; em quinto e sexto lugar, empatados, eles dizem ir à biblioteca para pesquisar e fazer somente do livro didático na escola, 3 alunos para cada questão (11,53% cada).
          Desta forma, resolvemos questionar se os alunos recebem incentivos para ler e escrever textos com frequência e se eles acreditam está aprendendo e desenvolvendo suas habilidades na escrita e leitura, já que começaram a ter o contato com a literatura através da televisão, mencionado no primeiro gráfico, de maneira a não trabalhar às habilidades comunicativas e interpretativas dos mesmos. Este último item irá nos mostrar se os alunos estão ou não desenvolvendo tais habilidades dentro e fora de sala de aula, como demonstra o gráfico a seguir.

Gráfico 6
Você acredita que está aprendendo e desenvolvendo mais as suas habilidades 
na escrita e na leitura depois que começou a estudar literatura?





Segundo o levantamento dos dados coletados, um total de 10 alunos, (38,4%) acreditam ter aprendido e desenvolvido suas habilidades na escrita e leitura após terem começado a estudar Literatura dentro de sala de aula contra 8 alunos que disseram ter desenvolvido bastante (30,8%) e outros 8 alunos, (30,8%), ter dito aprendido um pouco. Assim sendo, essas habilidades se tornaram possíveis após o uso dessa literatura e metodologia aplicada dentro de sala através de leitura e explicação do conteúdo em sala. Pois segundo o levantamento, 46,1% (12 alunos), afirmaram ler e escrever textos com frequência em sala e 38,4% (10 alunos) dizem ler e escrever textos às vezes e 4 alunos, (15,5%) não ler nem produzir nada textual.

Desta forma, é notório que as habilidades na leitura/escrita e a capacidade em produzir textos e interpretá-los em sala de aula ou espaço reservado a essa manifestação cultural e/ou lúdica, parta de diferentes ideias e sugestões para que se possa desenvolver e estimular a inteligência linguística ou verbal do aluno, pois segundo Celso Antunes em, (2009, p.11) “não são todos os professores que se encontram treinados para ouvir linguagens diferentes das que a escola instituiu como única e universal”.
          De acordo com os PCN’s (2009), que estabelecem e normatizam critérios para o ensino-aprendizagem da disciplina de Língua Portuguesa que abrangem o ensino de Literatura nos terceiro e quarto ciclo do ensino fundamental, os procedimentos adotados pela professora regente seguem os direcionamentos definidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais demandando que os alunos sejam capazes de compreender a cidadania como participação social e política, assim como o exercício de direitos e deveres políticos, civil e social; posicionar-se de maneira crítica responsável e construtiva nas diferentes situações sociais; conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir a noção de identidade nacional e pessoal; conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro bem como os aspectos socioculturais de outros povos e nações, sem discriminações baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia e característica individuais e sociais. Abrangendo e explorando desta maneira, segundo Celso Antunes (2009), as Inteligências Múltiplas, a inteligência linguística ou verbal, “extremamente marcante em poemas, escritores, advogados, atores e outros que fazem da palavra e das sentenças verdadeiras peças com as quais edificam a beleza do falar”, a inteligência lógico-matemática, “manifesta-se pela capacidade e sensibilidade para discernir padrões lógicos ou numéricos e a capacidade de trabalhar com longas cadeias de raciocínio”, A Inteligência Espacial, “está ligada à criatividade e a concepção, no plano espacial de sólidos geométricos”, A Inteligência Sonora ou Musical, “associa-se à percepção do som não como um componente do ambiente, mas por sua unidade e linguagem” A Inteligência Cinestésico-corporal, “diz respeito à linguagem corporal e marca de forma expressiva a capacidade de comunicação”, A Inteligência Naturalista, “está ligada a vida animal e vegetal, é também conhecida como Inteligência biológica ou ecológica” e por fim, as inteligências pessoais, “ligada ao autoconhecimento e percepção de identidade”. (p. 16-20).

4       RELATO DO PROJETO
         
          O projeto pedagógico “Criança feliz é criança que diz” descrito a seguir foi proposto e elaborado por Judivalda Brasil, e revisado e aprovado pela coordenação da escola campo, que tem a sua frente o coordenador Alcijone Rangel Lima Almeida, teve seu início no mês de setembro de 2012, sob coordenação da professora Judivalda da Silva Brasil, enquanto professora Graduada em Letras pela Unifap, Especialista em Educação à distancia, Mídias na educação e Pedagogia Empresarial atuando com a turma do sexto ano na Escola Estadual Predicanda Amorim Lopes em parceria com o Instituto de Ensino superior do Amapá, tendo como coordenadora da equipe de estagiários da instituição a professora Lílian Latties dos Santos, graduada em Letras pela UEAP, Especialista em Gestão e Docência do Ensino Superior e em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira.
          O referido projeto visa trabalhar a compreensão oral e escrita, bem como a produção escrita dos alunos. Busca também promover o acesso e a valorização da arte literária amapaense, desenvolvendo o hábito da leitura e estimulando o estudo da língua portuguesa partindo da análise do gênero textual “poesia” e perpassando pelos diversos gêneros literários presentes na Literatura amapaense.
                                                

III.             OBJETIVOS

Ø  Geral –

    Realizar sarau como estratégia para valorizar e divulgar os talentos culturais presentes na turma 511.

Ø  Específicos –

       Proporcionar momentos de interação entre os integrantes da turma e a comunidade.
       Possibilitar a descoberta de novos talentos.
       Estimular a leitura e a expressividade diante da poesia.

IV.            METODOLOGIA

1ª etapa: Organização do Projeto

·                 Marcar uma reunião com a equipe pedagógica da escola para apreciação do projeto.
·                 A Comissão Organizadora composta pela professora da turma (Judivalda da Silva Brasil) e os alunos estagiários do Instituto de Educação Superior do Amapá – IESAP, deve então preparar uma reunião de planejamento, na qual devem ser definidos os objetivos e as características do evento, o horário, as tarefas necessárias à sua realização e os responsáveis por cada uma delas.
·                 Cada atividade a ser desenvolvida deverá ter um responsável pela execução no dia do evento.
·                 Entrar em contato com os alunos que têm habilidades nas áreas artística, cultural e literária.
·                 Entrar em contato com a biblioteca Pública e o grupo Pássaros da Noite para estabelecer parceria, assim como com algumas empresas para que estas fornecessem brindes e outros artefatos para o evento.
·                 Levantar os equipamentos necessários para a realização das atividades e procurar parceiros que possam emprestá-los.
·                 Planejar a ambientação da quadra segundo o tema do sarau.
·                 Criar estratégias de mobilização da comunidade escolar, realizar divulgação, como convites, cartazes, faixas e mídias.

2ª Etapa: Desenvolvimento do Sarau
      
       As atividades do sarau serão planejadas, conforme os itens seguintes:

1. Varal de Poesia
    Selecionar poemas dos alunos da turma e de autores regionais e nacionais para expor. Os convidados ficam livres para recitá-los, copiar trechos ou ler individualmente.

2. Exposição de autores Amapaenses.
     Os artistas locais são convidados a se expressarem, nos seus diferentes gêneros, sobre o tema do sarau. Os trabalhos ficam expostos nas dependências da quadra.

3. Recital de poesia
    Para esta atividade trabalharemos com os alunos exclusivamente da turma 511, que deverão apresentar-se.

4. Momento de liberdade poética e musical (inscrição no momento do evento)
    Espaço aberto para que qualquer pessoa possa apresentar algo que tenha interesse em apresentar na hora (poesia, cordel, música, instrumento, expressão corporal, dança, etc.)

5. Apresentação de vídeos
    Reservar uma tela para passar vídeos musicais que tenham relação com o tema do sarau.

6.  Apresentações artísticas e musicais
 (agendadas previamente)

7. Teatro
   Convidar grupo de teatro da turma 512 a se apresentarem no sarau.

8. Recursos
1. Humanos: Comunidade, Membros do Grupo Literário, Estagiários.

2. Materiais
- Tela para vídeo
- notebook   
- Data show
- Palco
- Sistema de som
- Banner

9.  Avaliação
          No Sarau, ficará uma caixa de sugestões em local visível para que os convidados possam sugerir temas e avaliar o evento.
          Elaboração de Relatório.

5       CONSIDERAÇÕES FINAIS

          Mediante os estudos realizados verificamos que as pesquisas sobre o ensino da Literatura Amapaense em sala de aula se dá de forma ainda embrionária e pontual. O projetos existentes são mínimos e as escolas participantes apenas duas, o que revela através dos números deste estudo que grande parte do problema de desconhecimento da literatura Amapaense se deve a dois grandes fatores:
          O primeiro, é a falta de políticas públicas educativas voltadas para o incentivo e formação de leitores, lançando mão da arte Literária Amapaense, assim como a literatura clássica, no estado do Amapá, que possibilitem o desenvolvimento e a formação do leitor. As medidas e projetos que fomentam os alunos e aprendizes para transformá-los em leitores assíduos e espontâneos capazes de se posicionarem de maneira critica e seletiva acontecem somente em duas escolas da capital amapaense, tornando dificil o acesso à leitura e a formação do individuo leitor.
          O segundo, é a iniciativa, e em alguns casos a formação acadêmica, dos próprios professores e educadores enquanto mediadores e construtores de conhecimento e formadores de opinião, para criar e desenvolver projetos de leitura dentro das escolas, sejam elas municipais ou estaduais, com o intuito de proporcionar aos alunos caminhos curtos de acesso as mais diversas obras literárias, em especial as regionais, e transformar seus hábitos com relação à leitura. As obras literárias amapaenses, como vimos ao longo desta pesquisa, são inúmeras e cabe ao professor conhecedor deste universo apresentá-lo aos educandos.

ABSTRACT
This article has as a goal to demonstrate how the Amapá Literature is being taught in the sixth grade of elementary school Predicanda Amorim Lopes, as well as presenting a pedagogical proposal to develop it. On this account, Literature has been working as an instrument of support in the development of communicative skills by fostering reading, verbal expression and by appreciation and recognition of local authors making them the literary reference. The project is called “Happy child is a child who says…” and serves students of sixth grade from the school field, fulfilling the desire of promoting access to reading. To perform this study we chose to implement a search involving: Teacher, students and pedagogical coordination of this school in order to record and analyze the applicability of the project from the point of view of integration of literature with children who are developing their worldview from knowledge of regional authors and works to present results that justify the initiative and its success, working reading, textual production and oral abilities with saying poetic. To answer these questions we sought theoretical support of authors like Nelly Novaes Coelho, Teodoro Ezequiel, Marisa Lajolo, Beth Brait, Paulo Freire and many others that will sediment the formation of undergraduate students who cast themselves to this article looking for answers through academic and scientific researches bringing up questions that will drive a new look to the teaching of literature inserted in the study of Portuguese language.

Keywords: Amapá Literature; Reading; Teaching.
                                                                               
REFERÊNCIAS

ANTUNES, Celso. Como desenvolver conteúdos explorando as inteligências múltiplas. 8. ed.  Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, 1999.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2009.

FARIA, Maria Alice. Como usar a literatura infantil na sala de aula. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2012.

GÓES, Lúcia Pimentel. Introdução à Literatura Infanto-Juvenil. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1991.

LAJOLO, Marisa. O que é literatura?. São Paulo: Brasiliense, 1995.

LIRA, Bruno Carneiro. Leitura e Recontextualização: o discurso multicultural. São Paulo: Paulinas, 2010.

PAIVA, Aparecida. Literatura: saberes em movimento. Belo Horizonte: Ceale Autêntica, 2007.

ROJANSKI, Lulih. Abilash: conto da Amazônia. São Paulo: Escrituras, 2010.

SILVA, Ezequiel Theodoro da. Conferência sobre leitura: trilogia pedagógica. Campinas: Autores Associados, 2003.


APÊNDICE 01 - QUESTIONÁRIO APLICADO AO PROFESSOR

INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IES AP
COORDENAÇÃO DE LETRAS LICENCIATURA PORTUGUÊS - INGLÊS
TURMA: 7 LIC-I-N
ACADÊMICOS: ALBANICE DOS SANTOS
                         ALESSANDRO GEMAQUE PANTOJA
                         ANTÔNIO CARLOS LIMA
                         MAYARA DE OLIVEIRA SOUTO

QUESTIONÁRIO APLICADO AO (À) PROFESSOR (A)

NOME: _____________________________________________________________
DISCIPLINA: ________________________________________________________
IDADE: _____________________________________________________________
FORMAÇÃO: ________________________________________________________

1)    VOCÊ TRABALHA, OU JÁ TRABALHOU COM A LITERATURA AMAPAENSE EM SUA SALA DE AULA? SE AFIRMATIVO, DESDE QUANDO?

2)    QUAIS SÃO OS DIRECIONAMENTOS DOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS COM RESPEITO AO ENSINO DE LITERATURA PARA OS ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL?

3)    A LITERATURA AMAPAENSE FAZ PARTE DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ESTABELECIDO PELOS PCN´s? SE POSITIVO, DESDE QUANDO?

4)     A DISCIPLINA, LITERATURA AMAPAENSE, FEZ PARTE DA MATRIZ CURRICULAR DO SEU CURSO DE FORMAÇÃO?

5)    O MATERIAL DIDÁTICO FORNECIDO PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC) TRAZ OBRAS DE AUTORES AMAPAENSES PARA SEREM ESTUDADAS?

6)    O ENSINO DE LITERATURA FAZ PARTE DA DISCIPLINA LÍNGUA PORTUGUESA. DE QUE FORMA A LITERATURA AMAPAENSE TEM CONTRIBUÍDO PARA O DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DE ESCRITA E LEITURA DOS ALUNOS NESTA DISCIPLINA?

7)    COMO VOCÊ TRABALHA A LITERATURA AMAPAENSE EM SALA DE AULA? QUAIS MÉTODOS SÃO USADOS PARA O ENSINO DA MESMA?

8)    QUAIS SÃO OS AUTORES DA LITERATURA AMAPAENSE QUE FAZEM PARTE DO SEU PLANO DE ENSINO ANUAL?

9)    A LITERATURA CONTRIBUI PARA O DESENVOLVIMENTO DO SENSO CRÍTICO, DA CULTURA E DOS ASPECTOS SÓCIO-HISTÓRICOS E MORAIS DO INDIVIDUO. A LITERATURA AMAPAENSE TEM ESSAS CARACTERÍSTICAS?


10)  COMO É A RESPOSTA DOS ALUNOS COM RELAÇÃO A ESTES ASPECTOS?

11) O QUE OS ALUNOS MAIS TÊM ESTUDADO NA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA?

12)  QUANTAS E QUAIS OBRAS DA LITERATURA AMAPAENSE OS ALUNOS DO 6º ANO LERAM ESTE ANO?

Macapá, 26 de novembro de 2012.

­­­­­­______________________________________
Judivalda Brasil





















APÊNDICE 02 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IESAP
COORDENAÇÃO DE LETRAS LICENCIATURA PORTUGUÊS - INGLÊS
TURMA: 7 LIC-I-N
ACADÊMICOS: ALBANICE DOS SANTOS NASCIMENTO
                         ALESSANDRO GEMAQUE PANTOJA
                         ANTÔNIO CARLOS DE LIMA
                         MAYARA DE OLIVEIRA SOUTO

QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS

NOME: _________________________________________________________
DISCIPLINA: ____________________________________________________
IDADE: _________________________________________________________
SÉRIE/ANO:_____________________________________________________

1-    Em que série você começou a estudar a literatura amapaense?


3ª Série                    (    )

4ª Série                    (    )

5ª Série                    (    )

2-    Você já tinha tido contato com a literatura amapaense antes de começar a estudá-la na escola? Através de que meio?

Sim                           (    )
Não                          (    )
Televisão  (    )
Em casa   (    )
Revista     (    )
Rádio        (    )
Na rua      (    )
Jornal       (    )

3-    Marque com um “x” o(s) gênero(s) que você mais gosta de estudar em Língua Portuguesa?

Gramática                (    )
Interpret. de Texto   (    )
Produção Textual  (    )
Literatura                 (    )    
Leitura                     (    )
Poesias/Poemas    (    )
Contos                     (    )
Nenhum                   (    )
Todos                     (    )

4-    Dos gêneros abaixo, qual ou quais você mais tem estudado em Língua Portuguesa?

Gramática                (    )
Interpret. de Texto   (    )
Produção Textual  (    )
Literatura                 (    )    
Leitura                     (    )
Poesias/Poemas    (    )
Contos                     (    )
Nenhum                   (    )
Todos                     (    )
5-    A Literatura Amapaense tem vários autores. Assinale com um “x” na lista a seguir os autores amapaenses?

Joseli Dias                (    )
Lulih Rojanski           (    )
Hélio Penafort          (    )
Gonçalves Dias        (    )    
Fernando Canto       (    )
Carla Nobre             (    )
Paulo Tarso              (    )
Monteiro Lobato       (    )
Todos                       (    )
6-    Você gosta de ler e estudar as Literaturas Brasileira e Amapaense?


Gosto                       (    )

Não gosto                 (    )

Às vezes                  (    )

7-    Quantos livros da Literatura Amapaense você já leu este ano? Quais?

Um                           (    )
Dois                          (    )
Três                          (    )
Quatro                      (    )
Mais de quatro         (    )
Nenhum                   (    )







8-    Tem biblioteca na sua escola?

Sim                                                (    )
Não                                                (    )

9-    Como a professora trabalha a leitura de livros com os alunos na escola? Marque uma ou mais alternativas.

A professora lê e explica aos alunos o conteúdo da leitura na sala.

Os alunos leem e depois fazem a discussão em grupos.

Os alunos vão para a biblioteca pesquisar.

Os alunos usam somente o livro didático.

Os alunos fazem apresentações teatrais da obra.

Os alunos leem e respondem as indagações da professora.

Outras formas:


10- Você recebe incentivo e ajuda dos seus pais nas leituras que faz?

Sim               (    )
Não                (    )
Às vezes        (    )
Nunca            (    )

11-  Você escreve e lê textos com frequência?

Sim                           (    )
Não                          (    )
Às vezes                  (    )

12-  Você acredita que está aprendendo e desenvolvendo mais as suas habilidades na escrita e na leitura depois que começou a estudar Literatura?

Sim.

Não.

Um pouco.

Bastante.


Macapá, 27 de novembro de 2012.



[1] Acadêmica do 7º semestre do curso de Letras Licenciatura Português-Inglês do Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP. albanicesantos@hotmail.com
[2] Acadêmico do 7º semestre do curso de Letras Licenciatura Português-Inglês do Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP. alessandro.ri.gemaque@gmail.com
[3] Acadêmico do curso de Letras Licenciatura Português-Francês do Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP
[4] Acadêmica do curso de Letras Licenciatura Português-Inglês do Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP. mayarallua@hotmail.com
[5] Graduada em Letras pela Unifap, Especialista em Educação a distancia, Mídias na educação e Pedagogia Empresarial. judivaldabrasil@gmail.com.





 A VALORIZAÇÃO DA LITERATURA AMAPAENSE NO CONTEXTO EDUCACIONAL LOCAL

Dinamara de Souza Tavares*

O ensino da Literatura no contexto educacional amapaense ainda perpassa por inúmeras dificuldades, uma delas é a não valorização da produção literária local. Um dos fatores responsável por essa problemática é a formação do professor de Letras que atuará com essa disciplina, uma vez que seu currículo não contemplou nenhuma disciplina que abordasse os aspectos regionalistas amapaenses.
Outra causa para a não valorização da literatura amapaense é o difícil acesso às produções dos autores locais, pois os mesmos não recebem incentivos necessários para a promoção e divulgação de seus trabalhos. Desse jeito o professor se utiliza de outros autores para estudar a literatura, não valorizando  a cultura da região em que habita.
Dessa maneira, o ensino da literatura amapaense nas escolas se reduz apenas às leituras obrigatórias cobradas em processos seletivos das universidades públicas do Amapá, considerando que estudar a produção literária local é importante porque segundo Gerson N. L. Schulz no livro Educação: ser, saber, fazer (2007,p17), diz que "a transformação da cultura deve começar por quem lida com ela, por professores e alunos. O estudante deve sempre buscar além daquilo que o professor ministra em sala de aula”, e o professor por sua vez deve tentar preencher as lacunas deixadas no processo de sua formação enquanto professor de Letras.

 REFERÊNCIAS
SCHULZ, Gerson N. L. Educação: ser, saber, fazer. Editora Alcance. Porto Alegre, 2007.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ
DISCIPLINA: LITERATURA DA AMAZÔNIA
PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL
ACADÊMICOS:  FELIPE LETRA F DA COSTA

TURMA: 7 LIC- I –N

 A LITERATURA NA AMAZÔNIA

 Muitas discussões acontecem em torno da existência dessa literatura na região amazônica, o que acreditam que apenas existe uma literatura que é produzida nessa região como em qualquer outro ambiente, mas  esquecem que as obras produzidas aqui possuem uma temática própria, que é daqui uma identidade, cultura rica em diversidade, temos que incentivar os nossos  valores através da música, do artesanato, da dança e da literatura, isso é que nos torna únicos e nos faz sermos reconhecidos como privilegiados de viver aqui. É preciso observar esta literatura, ver suas distinções das outras literaturas, ver a influência que traz para a produção literária é perceber que ela é importante.

A Literatura da Amazônia vem exaltar cultura, a linguagem e costumes de um povo, que precisa ser conhecido, respeitado e valorizado. Para isso, muitos escritores têm contado e mostrado em suas obras fatos recorrentes da vida do povo amazônico, mas essa literatura não se resume apenas a vida do povo ribeirinho, pois são complementos culturais não obrigatórios, fauna, flora, riqueza, costumes, mas que embelezam as obras.

A expressão viva de um povo, que se orgulha de suas raízes e de sua cultura, tem que ser representada e apresentada pelo Brasil a fora. A literatura construída na Amazônia, seja a escrita por brancos ou por Índios, é um pensamento único, o de que a natureza é a nossa cultura.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS

DISCIPLINA: LITERATURA AMAZÔNICA

PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL

ACADÊMICO: DARLAN BORGES QUEIROZ


LITERATURA AMAZÔNICA


Estudar literatura amazônica exige primeiramente pesquisa, pois ao contrario da literatura sulista, a amazônica não recebe a atenção que merece, no Amapá as escolas não desenvolvem a história nem as obras produzidas nos estados do norte do Brasil, os alunos tem que se contentar apenas com as musicas populares amapaenses que são reproduzidas para puro entretenimento no dia do folclore. É triste ver o potencial de autores que têm o dom de transformar palavras em viagens, se tornarem meros escritores de uma cultura pobre a qual valoriza o de fora e que esconde sua própria história.

Por isso se deve pregar a palavra otimista, vamos ler, vamos escrever, vamos ser o que somos, e somos amapaenses que moram aqui em cima no paraíso amazônico, onde história não se falta pra contar, basta refletir, sentir e apreciar, basta olhar.

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VALORIZAR É TAMBÉM ADQUIRIR CONHECIMENTO


Gislaine Maria da Silva Costa*


A Literatura Amapaense é tão pouco conhecida, mas, entretanto possui um vasto conjunto de mitos, costumes, tradições, crenças, culinária, artesanato, música, poesia, aspectos que demonstram todo um aparato cultural, que aos poucos vão sendo escritas e divulgadas, retratando desde o majestoso rio amazonas, a nossa imensa floresta amazônica com sua fauna e flora cheia de diversidades e seus aspectos exóticos.

A nossa literatura procura exaltar o homem amazônico, os povos indígenas, o caboclo ribeirinho e os quilombolas que aqui fazem parte da nossa sociedade amapaense. E não se esquecendo das belas paisagens turísticas que a mãe natureza pode nos proporcionar a cada novo amanhecer. Entretanto existem tantos outros pontos turísticos do próprio Estado que são pouco conhecidos pelos próprios amapaenses.

Com todas essas maravilhas aqui existentes, os escritores sentem-se motivados para divulgar a nossa cultura, costumes, lendas, entre tantas outras coisas que temos em nossas mãos, porém não sabemos dar o devido valor a toda essa riqueza, a nos dado de graça.

Portanto, faz-se necessário ampliar as ações para a formação de um público leitor desta literatura, por acreditar que temos os elementos do sistema literário produção, produto e tradição que são elementos suficientes para se produzir uma literatura de qualidade.

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* Acadêmica do Curso de Letras com habilitação em Francês no Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP. E-mail: laynesavory@hotmail.com


Biografia


Costa, Gislaine Maria da Silva, - (1990) – Estudante. Nascida a 04 de Abril de 1990, em Santarém – Pará. Chagando ao Estado do Amapá no ano de 1993, aos três anos de idade. Escolas em que estudou Izanete Santos e Everaldo Vasconcelos onde na mesma concluiu seu ensino médio em 2007. Participou de cursos como de informática, língua francesa, recursos humanos, atendimento ao público, entre outros. Atualmente é acadêmica do curso de Licenciatura Letras com habilitação em Francês na Instituição de Ensino Superior do Amapá – IESAP.


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A VALORIZAÇÃO DA LITERATURA AMAPAENSE NO CONTEXTO EDUCACIONAL AMAPAENSE


Cristiane Cutrim Pires


Quando falamos em ensino de literatura amapaense, ou literatura amazônica nas escolas de ensino médio de Macapá, nos deparamos com uma grande lacuna, que precisa ser preenchida. Por se tratar de uma região pouca (re) conhecida pouco se fala dela, porém, a Literatura Amazônica tem um importante papel no que concerne ao incentivo à leitura, à valorização da cultura regional e ao meio ambiente local, é uma literatura rica em peculiaridades, poemas, poesias, culinária, musicalidade, o modo de ser do caboclo-ribeirinho, entre outros.
Os professores do Amapá apontam como principal obstáculo de se aborda o regionalismo em sala de aula a escassez dos materiais didáticos e o destaca como sendo o principal causador da não apreciação deles em incluir em suas aulas, obras de autores regionalistas amapaenses e alguns ainda afirmam que na escola em que lecionam o conteúdo programático não contemplam a literatura amapaense e quando há o ensino da literatura, esta se reduz apenas a leituras obrigatórias para o vestibular.
Conclui-se que o ensino de literatura amapaense é marcado por negligência do estado e por parte dos professores por não darem importância a literatura amapaense.
Pode-se dizer que o professor pouco valoriza a cultura da região em que habita, pois cabe a eles, mudarem esta realidade.  Assim, utiliza-se de outros autores no ensino de literatura. É preciso que professores se encarreguem de transmitir a literatura do Amapá através dos autores amapaenses e as use como suporte pra a formação cultural dos alunos. Para que os alunos conheçam e valorizem a própria cultura. Dessa maneira, desenha-se um cenário pouco promissor no que condiz ao ensino/ divulgação e valorização da literatura produzida por amapaenses.

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A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA AMAPAENSE

NO CONTEXTO EDUCACIONAL DO AMAPÁ


      Maiara Cristina Couto de Aquino*

Acadêmica da turma 7 LIC F-N do Instituto de Ensino Superior do Amapá.           

IESAP-AP


          A Literatura Amapaense no contexto educacional do Amapá não tem sido reconhecida nem pelos profissionais da Educação, nem tampouco pela  própria sociedade amapaense. Os que se julgam amantes da leitura preferem os escritores nacionais e desprezam sua própria cultura, que é tão rica e relevante quanto os demais. Todavia, estes leitores não sabem o valor que a literatura amapaense possui tanto para o ensino local, assim como para o ensino nacional. Por isso, parte desta sociedade desconhece suas próprias origens, sua cultura, o meio em que nasceu e cresceu, por não terem acesso a essa fonte de informação. Aqueles que já tiveram o privilégio de conhecer a literatura amapaense sabem que ela aborda de forma profunda e abrangente a cultura local, os valores e ideais de um povo.

          Mas a Literatura Amapaense ainda não possui o merecido destaque no que diz respeito ao contexto educacional amapaense. Essa literatura Amapaense perpassa por muitos obstáculos para ser reconhecida, isso em vista da falta de espaço e pouca valorização por parte da própria população que vive aqui, e muitas vezes ainda passa despercebida pela própria sociedade amapaense. Deveria ser uma disciplina incluída na grade curricular desde o Ensino Médio. Muitas são as dificuldades e barreiras para difundir e divulgar esta literatura que só tem a crescer e ganhar espaço no contexto educacional amapaense. O ensino de uma Literatura Amapaense não é aplicado nas escolas, o que impossibilita a sociedade amapaense conhecer a consolidação de sua cultura. Este desconhecimento das riquezas aqui presentes se dá pela falta de divulgação da nossa própria cultura e principalmente pela escassez de informações.


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Acadêmica: Ruane Almeida Freires

Professora: Judivalda Brasil  - Turma: 7lic-f

* Acadêmica concluinte do curso de Letras Licenciatura em Português/Francês e respectivas Literaturas do Instituto Superior Do Amapá- IESAP. E-mail:  ruane-freires@hotmail.com

A valorização da literatura no contexto educacional amapaense


Quando nos referimos à valorização da literatura no contexto educacional amapaense, nos deparamos com significativos obstáculos enfrentados, principalmente por parte dos professores que ministram aulas da disciplina em questão. Entre estes obstáculos estão: A formação do professor e, de acordo com pesquisas realizadas nesta área (principalmente por acadêmicos) constatou-se que durante o processo de formação do professor há uma defasagem em sua formação, pois em seu currículo não há a disciplina específica que trabalhe a literatura local. Dessa maneira, poderá este profissional trabalhar o conteúdo em sala.

Outra dificuldade enfrentada por professores ao abordarem o conteúdo regionalista local (literatura amapaense) é a escassez de materiais didáticos que trabalhe tal tema, e dessa forma os professores não utilizam em suas aulas as obras de autores amapaenses. Conforme as pesquisas realizadas pelos acadêmicos, constata-se que em algumas escolas, o ensino da literatura amapaense nem mesmo consta nos conteúdos programáticos e quando há o ensino dessa literatura, ela volta-se apenas para as leituras obrigatórias para o vestibular.

Portanto, conclui-se que contexto educacional amapaense, o ensino da literatura vem sendo desenhada em um cenário pouco promissor no que condiz ao ensino, divulgação e valorização da literatura produzida por amapaenses.

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A valorização da nossa história começa a partir da literatura que se faz  dentro desse processo educacional e social. Desta forma, pode-se fundamentar que através do reconhecimento dos autores amapaenses, a diversidade das literaturas vão acontecer dentro do contexto educacional do Amapá, inclusive a amapaense.

Biografia da autora:

Leila P. da silva.

Acadêmica do Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP

Turma: 7-LIC-F  - 7º Semestre - (96) 9139-2592

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CURSO DE LICENCIATURA EM INGLÊS/PORTUGUÊS

DISCIPLINA: LITERATURA DA AMAZÔNIA

PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL

ACADÊMICA: EVA RAMOS

TURMA: 7 LIC-I-N



REGISTROS DA NOSSA HISTÓRIA


          A literatura Amapaense ainda é um tema que causa muita discussão, pelo fato de possuir excelentes escritores com obras riquíssimas e a maioria desses escritores e suas obras, não tem reconhecimento no Estado. A Amazônia é rica não apenas pela sua beleza natural, mas é rica também por possuir excelentes escritores que através dos seus livros exaltam a nossa beleza, e descrevem nossas peculiaridades. Alguns escritores não são reconhecidos no Estado, isso acaba entristecendo o escritor e escondendo a nossa realidade. Esses escritores são muito importantes para a propagação da nossa história, porque através de seus escritos permitem que a cultura e a beleza da Amazônia permaneçam na memória das pessoas.


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IESAP-INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ                                          DISCIPLINA – LITERATURA DA AMAZÔNIA
PROFESSORA-JUDIVALDA BRASIL
ACADÊMICA – MERIAM DA SILVA SOUZA TURMA -7 LIC F.


Esse artigo trata da valorização da literatura Amapaense no contexto educacional. Sabendo-se que é através da literatura que podemos mostrar a história de uma sociedade, sua identidade, suas características linguísticas, seus costumes, suas crendices e cultura. Para que isso aconteça, precisamos que seja abordado nos componentes curriculares das escolas, o ensino dessa literatura, visto que muitos vestibulares e concursos públicos já estão cobrando conhecimentos acerca dessa literatura. Sabemos que os livros didáticos utilizados pelas instituições de ensino retratam a realidade das regiões Sul e Sudeste do país. Com o ensino da literatura local ficaria mais fácil o entendimento e a construção do conhecimento aconteceria de forma mais significativa, pois, seria uma literatura interligada com o cotidiano dos alunos.


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Uma literatura que se firma no contexto educacional

Antonia Maria Trindade dos Santos


Quando falamos em literatura amapaense, muitos desconhecem essa terminologia, pois argumenta-se que embora se tenha algumas obras, não significa dizer que exista uma literatura aqui no Amapá. Essa argumentação não é verídica, pois quando se trata de literatura amapaense pode-se dizer que existe sim autores que já são reconhecidos dentro do nosso contexto e até fora, o que está faltando é fazer um trabalho de divulgação dessa literatura. E o que é de suma importância é que essa divulgação precisa ser feita no espaço escolar junto aos alunos.

A literatura da Amazônia retrata a história de um povo dentro de sua regionalidade e a existência dessa literatura não é superficial, ela exalta muita riqueza, muita beleza que precisa ser levada para o Brasil e para o mundo.

Dizer que a literatura da Amazônia tem que ser regional por natureza e que aqui deve permanecer não é divulgar o processo de transformação de sua história, mas sim restringi-la a um espaço pequeno. O que se deve fazer na verdade é torná-la universal para que todos possam ter acesso e apreciá-la na sua essência.

O início de todo esse processo começa pelo contexto educacional, pois as escolas precisam desenvolver projetos que visem trabalhar a literatura da Amazônia nas suas mais diversas especificidades fazendo com que os alunos possam conhecer a diversidade da mesma. Sabe-se que isso já está acontecendo, algumas escolas já desenvolvem projetos literários mas ainda de forma fragmentada em uma determinada data, no entanto é importante que seja um trabalho mais ativo, que envolva os alunos e os faça compreender que o nosso povo possui uma cultura que reflete  seus costumes, seu jeito de agir, de  vestir,  de falar, com uma gastronomia que tem o seu diferencial.

É importante ressaltar que antes de se falar em universalismo faz-se necessário   falar primeiro de regionalismo e esse é um tema que precisa ser levado para a sala de aula, pois antes de tudo é indispensável que a sociedade conheça a sua própria identidade, onde se preserva os valores pertinentes a essa sociedade, que conheça a linguagem com suas características regionais, além das crenças pertinentes a mesma. E só a partir dessa compreensão é que se deve pensar numa literatura universalista, ou seja, partindo da parte para o todo.

           Em síntese, a literatura da Amazônia ocupa aos poucos o seu merecido lugar no palco das literaturas do nordeste, do sudeste e entre outras mais e assim é possível desmistificar a crença de que não há uma literatura amazonense, pois o acervo histórico já comprova que essa crença não é real. Resta somente desenvolver junto à escola um trabalho de valorização de sua própria cultura, para que todos entendam que é importante esse reconhecimento, pois só a partir daí é que essa literatura passará a ter seu merecido valor dentro do seu contexto histórico e passará a ser divulgada para o mundo e como já foi citado anteriormente, todos terão a oportunidade de conhecer a sua beleza na pureza de sua essência.

Autora: ANTONIA MARIA TRINDADE DOS SANTOS.

ACADÊMICA DO INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ - IESAP

7º SEMETRE - TURMA: 7-LIC-I

CEL: 9131-1125


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A LITERATURA DA AMAZÔNIA NA CONTEMPORANEIDADE

 Por muito tempo a literatura foi acessível apenas a classe mais privilegiada de nossa sociedade e escrita visando às necessidades deste público. Na contemporaneidade, essa forma de expressão passou a alcançar as classes mais pobres e hoje, tornou-se uma forma de expressão e ate mesmo de válvula de escape não só de problemas sociais, mas também, tornou-se uma atividade que nos permite criar um novo universo, o universo do leitor.
Com a literatura da Amazônia não é diferente, nossa literatura é composta por uma infinidade de autores que com seus dons únicos para escrita descrevem em sua grande maioria com paixão as nossas belezas naturais, os nossos costumes, as nossas comidas, enfim, o modo de vida de um povo simples que apesar de estar em constante evolução assim como o mundo em que vivem tentam com muito afinco preservar suas peculiaridades e seus costumes.

Muitos desses autores se recusam a ser rotulados como autores da Amazônia, pois como bem nos ressaltam a literatura que é produzida na Amazônia precisa deixar de ser vista como uma parte separada da literatura brasileira, pois de acordo com Gregório de Mattos precisamos ter consciência que uma parte sem o todo não é parte, e que o todo sem a parte não é todo. 


Biografia da Autora:Géssica Amanajás

(96) 9141-5423

Acadêmica do Instituto de Ensino Superior do Amapá - IESAP

7º Semestre - Turma 7-LIC-I


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O universo literário amapaense

Elenize  dos reis cruz

A literatura da Amazônia trata da cultura dos costumes  e das crenças de seu povo, DESDE A primeira travessia pelo rio Amazonas em 1541-1542, o colonizador europeu escreve sobre o modo como se determina senhor das águas e das matas, de como desvenda o Novo Mundo, vê com espanto a beleza circundante e dá início ao extermínio dos povos e da cultura indígena. Mais de três séculos depois, afirma-se a literatura da Amazônia dita "civilizada" e inscrevem-se os padrões de um texto que exalta a natureza, interroga a vida, as questões essenciais do ser e, politizado, afirma-se como aestesia e salvamento.

Tendo como auxilio deste artigo as aulas ministradas em sala de aula da professora Judivalda Brasil, posso dizer que e muito importante pra nos a literatura da Amazônia, pois trata de nossos costumes e culturas do nosso povo,  portanto falar de literatura da Amazônia é falar de nossas raízes, falando da historia do nosso povo de suas artes, de suas festas como por exemplo o marabaixo que faz parte da nossa cultura, a arte a beleza do nossa flora, a riqueza.

A Literatura da Amazônia vem falando do regionalismo, embora, saibamos que existem pensamentos de que ser regional é ser primitivo. Isso não é verdade, pois, ao falar em regional significa, falar da realidade vivida por um povo, e ter conhecimentos diversificados para falar do universo, com um discurso concretizado de maneira diferente, desde que conserve a essência do tema desenvolvido, descrevendo aspectos pertinentes a região, a questão cultural de uma sociedade garantindo a diversidade dessa cultura.

Por isso a cultura é construída e eleita como elemento principal. Pretendemos falar sobre esse olhar artístico, por vezes quase etnográfico, que músicos e poetas fazem da região amazônica uma riqueza de leituras maravilhosas que encanta nossos olhos , artística local ocupa um papel central na construção de imagens regionais, particularmente a partir da música popular, contribuindo para construção de uma tradição musical regional que tem na cultura cabocla e no carimbó a sua base e sustentação.

A Literatura da Amazônia é representada pelo Dom, pela Paixão, sem se preocupar se foi escrita pelo branco, pelo índio, pelo rico ou pelo pobre, ela é registrada de maneira objetiva para justificar a existência de um povo que possui: sua cultura, seus costumes, seu jeito de agir, de se vestir, sua maneira de pensar, seu modo de vida e sua gastronomia.

Licenciando em letras português Frances no instituto de ensino superior do Amapá


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O UNIVERSO LITERÁRIO AMAPAENSE NO CONTEXTO LITERÁRIO AMAPAENSE


Daniane Primavera de Oliveira*


Este artigo é o resultado de diversos trabalhos realizados no Curso de Letras-Francês com o intuito de expandir o conhecimento dos acadêmicos e demais interessados a respeito da importância da Literatura Amapaense.

O campo Literário no Amapá está passando por transformações positivas atualmente, pois já se percebe um olhar mais atento dos poderes públicos e instituições de ensino no sentido de se ampliar o espaço dado à arte literária na sociedade. Essas ações colaboram para que a população possa conhecer, já que, não raro, a grande maioria dos amapaenses não tem conhecimento e não valoriza esse tipo de arte, e ainda, tenham acesso às obras produzidas no nosso Estado.

Quando se estuda a Literatura regional é fácil perceber o quanto ficamos alheios a tanto conhecimento da nossa própria cultura, dos nossos costumes e, como essa visão nos distancia da nossa identidade social. Visto que, é através da arte literária que o autor ressalta as características de um povo e sua cultura, seus costumes, as relações sociais existentes naquele lugar, então, na Literatura Amapaense não é diferente. Escritores atuantes neste universo como Paulo Tarso, Fernando Canto, Augusto Oliveira, Isnard Lima Filho, entre outros que retratam tão bem nos mais diversos gêneros literários como poemas, músicas, contos a beleza única do modo de vida ribeirinho, o falar do povo amapense, as comidas típicas, os pontos turísticos do nosso Estado que identificam o leitor com sua realidade.

Apesar de se reconhecer o valor de trabalhar nas escolas a Literatura Amapaense, é comprovado, por estudos realizados em escolas públicas do Estado do Amapá, que o professor de Literatura não insere em seu planejamento os conteúdos com esse enfoque regional. Essa realidade causa uma notável falta de interesse dos jovens estudantes em buscar e conhecer obras de autores locais e, há, portanto a falta de valorização dessa arte no Estado e, consequentemente no país.

Desse modo, é essencial que o professor de Literatura ofereça um ensino com o objetivo de despertar no seu aluno o desejo de buscar, conhecer e apreciar a arte literária amapaense, pois se a própria comunidade é incapaz de perceber e valorizar sua cultura, como se pode exigir esse reconhecimento das demais culturas e povos.

Acadêmica do INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ


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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL

ACADÊMICA: ROSELY DE LIMA COSTA

DISCIPLINA: LITERATURA DA AMAZÔNIA



           A Literatura Brasileira como disciplina ou o estudo da própria literatura no ensino Médio e nas universidades, sempre se desmembrou a literatura brasileira da literatura Amazônica, isto é, a literatura Amapaense fica sempre isolada sem vinculo com a disciplina da literatura brasileira.

      Toda literatura envolve a cultura, aspectos linguísticos de cada região, pois bem, cada região possui suas diversidades étnicas e com isso também culturais, por conseguinte, a região amazônica assim como as regiões sul, nordeste, centro-sul e sudeste, também possui grandes autores e grandes obras do mesmo nível das outras regiões, o que é injusto para os autores amapaenses.

          Por esses motivos que o estado da literatura da Amapaense e da amazonia é e precisa ser também incluída na literatura brasileira, por que, afinal a Amazônia também faz parte do território brasileiro.

 Biografia:

Rosely de Lima Costa nasceu em 28 de maio de 1976 na cidade de Breves-PA, solteira, mãe de duas filhas, esta concluindo o curso de Letras Licenciatura Português Francês e suas Respectivas Licenciatura no Instituto de Ensino Superior do Amapá-IESAP, conclui em dezembro de 2012, atualmente trabalho no colégio Santa Bartolomea Capitaneo, como assessora pedagógica-C.    

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ-IESAP

COORDENAÇÃO DE LETRAS LICENCIATURA

DISCIPLINA: LITERATURA DA AMAZÔNIA

PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL

ACADÊMICO: DULCIVALDO CANTÃO COSTA


              A discursão para que a literatura da Amazônia, também se torne brasileira é bastante obvia e sem motivos. Vale ressaltar aqui que toda a região tem sua variação cultural, seu dialeto e por que não sua história literária. Por essa razão que a literatura também tem suas especifidades de acordo com a cultura e variação linguística e, por conseguinte essa literatura pertence à língua brasileira.

             A região norte possui sete estados e cada um com suas culturas, literatura, pluralidades e variações linguísticas, embasados na miscigenação dos povos brasileiros, sendo, nordeste, Ceará, Bahia, sudeste, Rio de Janeiro e Minas Gerais, esse dois últimos fazem parte da literatura brasileira, isto é : quando se estuda nossa história literária, estuda-se obras de autores do nordeste como Jorge Amado ou sudeste como Carlos Drummond de Andrade e os autores da região Amazônica acabam sendo excluídos do contexto nacional sem justificativas.

               Portanto, lembro aqui que em todos os estados da região norte temos grandes autores com características próprias, que com certeza, merecem fazer parte da literatura nacional, merecem ser estudados e suas obras também merecem ser incluídas na disciplina de literatura brasileira.

  Biografia:

Dulcivaldo Cantão da Costa nasceu no dia 16 de agosto de 1988 no município de Serra do Navio no estado do Amapá, está cursando Letras Licenciatura Português Francês e suas Respectivas Literaturas no Instituto de Ensino Superior do Amapá-IESAP. 

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Instituto de Ensino Superior do Amapá-IESAP

Coordenação de Letras Licenciatura

Disciplina: Literatura da Amazônia

Professora: Judivalda Brasil

Aluno: Marco Antônio da silva Pereira


           Literatura é toda uma estrutura complexa que se desenvolve através dos relatos escritos, narrados, desenhados de um povo, é a arte de escrever, é o que reflete a vida de um lugar, ou seja, cada sociedade tem suas peculiaridades e traços literários, assim como o clima e, paisagens, tradições, assim como, modo de vida, e de acordo com suas variações linguísticas contribui para formação histórica do lugar. Desta forma a contribuição literária do norte ou região amazônica é de fundamental importância para o crescimento das raízes culturais do Brasil.

            Discutir a integralização da literatura amapaense e da amazônia, isto é, implantar junto a historia do povo brasileiro autores da região norte para que no cognitivo de cada aluno possa também está presente a literatura amapaense, amazonense, acreana, e os outros estados da região.

          No norte a uma diversidade cultural e linguística entre seus estados, bem como, as regiões sul, sudeste, centro este que também possui. Quanto à questão de obras e bons autores o estado do Amapá é tão bom como os estados de outras regiões deste país. Dessa forma fica claro o quanto a literatura da amazônica em especial, amapaense, também compõe a literatura brasileira afinal é o mesmo território.

Biografia:

Marco Antônio da Silva Pereira nasceu em Macapá no dia 23 de setembro de 1975, cursou administração no CEAP e concluiu em 2003, atualmente trabalha como funcionário publico estadual e, conclui em dezembro de 2012 o curso de Letras Licenciatura Português Francês e suas Respectivas Literaturas no Instituto de Ensino Superior do Amapá-IESAP.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ


A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA AMAPAENSE NO CONTEXTO EDUCACIONAL DO ESTADO DO AMAPÁ


PEDRO COELHO RIBEIRO




Regionalismo ou apenas Literatura Amapaense?


(artigo)




Trabalho apresentado à Disciplina Literatura da Amazônia do curso de Letras-Inglês do IESAP, como requisito de avaliação, orientado pela professora Judivalda Brasil.





A cultura amapaense é rica em peculiaridades literárias, poemas, poesias e romances, oferecendo ferramentas indispensáveis ao processo educacional e social, pois ela estar totalmente ligada ao cotidiano das pessoas, mostrada por autores e artistas da região, nesse contexto exaltam a Literatura Local. Por meio da literatura, o aluno satisfaz suas necessidades, sendo-lhe permitido assumir uma atitude crítica em relação ao mundo, advinda das diferentes mensagens e indagações que a literatura oferece. Com a leitura de nossas obras, textos literários - corresponde o envolvimento do leitor no processo de leitura, por sua vez, desencadeando hábitos, costumes e reflexões.


Pedro coelho Ribeiro, nascido em 14/09/77, no município de Porto Grande, Estado do Amapá, brasileiro, filho de José Celeste Ribeiro e Francisca Coêlho Ribeiro, casado, estudou no Instituto de Ensino Superior do Amapá-IESAP, licenciado em Letras-Inglês e reside atualmente no município de Santana, atuando profissionalmente na área marítima.



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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IESAP

CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS

DISCIPLINA: LITERATURA DA AMAZÔNIA

PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL

ACADÊMICO: JEAN DOS SANTOS JANSEN RODRIGUES

TURMA: 7 LIC  I



A VALORIZAÇÃO DA LITERATURA AMAPAENSE NO CONTEXTO EDUCACIONAL


          Fazer literatura na Amazônia não é fácil, é sim uma tarefa árdua e desafiadora, uma arte que envolve conhecimento, habilidade na escrita, percepção e grande paixão, sobre tudo à essa nossa terra fantástica com seus encantos e maravilhas naturais e humanas. Refletir sobre a realidade dessa região, o jeito de ser e a maneira peculiar do macapaense falar, ressaltando nossa natureza, meio ambiente e a relação que temos com ele, a realidade dos nossos ribeirinhos com sua vida pacata perto dos rios e igarapés com uma sobrevivência difícil em que há escassez de recursos deve fazer parte de um processo literário rico em sua essência.

          Nossa literatura macapaense caminha devagar, com dificuldades, principalmente no que se refere ao devido reconhecimento, por parte de muitos; dos que governam, dos que fazem as leis, dos que elaboram projetos voltados à educação, dos que cuidam da cultura e principalmente dos que leem, isto é, não leem, pois segundo Mauro Guilherme, autor amapaense, 70% dos brasileiros nunca entraram numa biblioteca, e um número ainda maior não têm o hábito de comprar livros, portanto desse modo fica difícil se fazer literatura no Amapá. Mas ainda há guerreiros como Mauro Guilherme e tantos outros que vêm se dedicado em levar adiante essa arte.

         

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ


VALORIZAÇÃO DA LITERATURA AMAPAENSE NO CONTEXTO EDUCACIONAL AMAPAENSE

ISMAILSON CARDOSO RODRIGUES

Acadêmico do 7º Semestre do Curso de Licenciatura em Letras/Inglês



A Literatura da Amazônia vem a ser uma expressão viva de um povo, o qual se orgulha de suas raízes e de sua cultura. Cada povo constrói sua cultura, vem a construir  suas tradições, suas crenças e um conjunto de peculiaridades que a torna diferente das outras, a cultura não pode ser igual para todos, e aqui no Brasil isso não é diferente, todas as regiões possuem sua cultura, suas crenças, que variam de lugar para lugar. É de suma importância que as escolas insiram a disciplina literatura da Amazônia ao currículo escolar para que os alunos venham a conhecer sua própria historia, o modo de vida antes desconhecido por muitos, mas que é de um valor cultural imenso, fazer com que os alunos desde cedo venham a estudar suas origens e assim não deixar morrer suas tradições, crenças, costumes e fé. É através dela que podemos ter os relatos mais ricos possíveis e descritos, por autores regionais que se preocupam em levar essa informação a todos nós. Toda cultura que se faz dentro de uma região é considerada literatura da Amazônia, mas há suas particularidades que variam de região para região, e de estado para estado, como no Amapá a cultura é diferente dos outros lugares, temos diferentes religiões, crenças e costumes, assim como no Rio de Janeiro, São Paulo tem suas literaturas. De certo é que ela é de suma importância para que os alunos possam vir a conhecer o lugar onde moram, consigam dar a devida valorização que ela merece.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ


VALORIZAÇÃO DA LITERATURA DA AMAZÔNIA NO CONTEXTO EDUCACIONAL AMAPAENSE

Shirlene de Oliveira Costa Alves

Acadêmica do 7º Semestre do Curso de Licenciatura em Letras/Francês


A Literatura da Amazônia é a expressão viva de um povo, que se orgulha de suas raízes e de sua cultura. Cada povo tem sua cultura, suas tradições, suas crenças e um conjunto de peculiaridades que a torna diferente das outras, a cultura não pode ser igual para todos, e aqui no Brasil isso não é diferente, todas as regiões possuem sua cultura, suas crenças, que variam de lugar para lugar. Há muito vem se discutindo a importância de estudar e também incluir a literatura Amazônica ao currículo escolar, pois através dela que muitos conheceriam o que antes estava oculto, como a vida dos ribeirinhos que vivem às margens dos rios ao longo da Amazônia, a linguagem usada por eles, a floresta e sua biodiversidade, assim como o lugar onde vivem que são descritos minuciosamente pelos autores que trabalham com ela.  Com isso pretende-se elevar a literatura Amazônica ao lugar que merece, pois há muito tempo não lhe é conferida a devida atenção, é deixada de lado e desconhecida pela maioria de seus habitantes, pois a consideram chata, entediante e não se interessam por ela.


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A valorização da nossa história começa a partir da literatura que se faz dentro desse processo educacional e social. Desta forma, pode-se fundamentar que através do reconhecimento dos autores amapaenses, a diversidade das literaturas vão acontecer dentro do contexto educacional do Amapá, inclusive a amapaense.



Acadêmica: Leila P. da Silva

Turma: 7lic-F-N

Professora: Judivalda Brasil


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                        A EXPRESSIVIDADE DA LITERATURA AMAPAENSE


Arlenice Duarte Barros


A literatura amapaense vem se firmando gradativamente no contexto educacional amapaense, o que é de suma importância, pois sabe-se que isso não é um processo fácil. E antes que se fale em firmamento da literatura amapaense, é necessário que se faça com que a comunidade local reconheça a existência dessa literatura.

Há algum tempo não se falava em literatura  Amapaense, era como se esse povo não tivesse história e história simplesmente não fosse literatura. Era bem mais fácil falar de uma literatura mundial e ofuscar a história, a poesia, a arte, os contos e lendas de um povo que tem muito o que  contar, que é o povo do Amapá. Era um estudo que não fazia parte dos conteúdos escolares e que nem os professores tinham o interesse de levar esse conhecimento aos educandos, isso porque talvez os próprios educadores também desconhecessem que o povo amapaense tinha uma literatura rica e  que precisava ser explorada no contexto escolar.

A expressividade da literatura amapaense precisa ser mais explorada nas escolas, embora alguns professores já estejam fazendo esse trabalho, é necessário que haja uma valorização da produção cultural existente, pois a divulgação só será possível quando a sociedade reconhecer que aqui se tem uma literatura que precisa ser levada ao conhecimento de todos. Não como uma literatura regional, mas como uma literatura universal. Pois hoje quando se fala em literatura, a maioria das pessoas pensa logo nos autores do nordeste, do sul ou até Europeia. É essencial que se quebre esses paradigmas e que a literatura não se restrinja a um local ou região.

É importante, porém, reconhecer e dar o valor devido às produções literárias exercidas aqui, para que a partir de então ela possa ser reconhecida no Brasil e quem sabe no mundo. O preconceito precisa ser descortinado, fala-se em preconceito porque ainda há uma negação de que exista uma literatura no Estado do Amapá, não que essa negação seja generalizada, mas muitos têm suas opiniões sobre a existência dessa literatura. Está na hora de mudar esse pensamento, esse compromisso cabe aos educadores, que devem promover experiências positivas e reais sobre a cultura e diversidade que faz parte da história do nosso povo.

Para isso, basta que nosso olhar atravesse a vidraça que nos permite ver o mundo, e que esta seja transparente o suficiente para que se possa contemplar as belezas que estão em nossa volta, pois aqui  temos produções belíssimas que estão a disposição de quem verdadeiramente tem interesse em apreciá-las e para os que ainda não as conhecem cabe aos educadores levar o educando a vivenciar essa experiência que pode ser numa atividade direcionada, numa indicação de leitura, sequencia de atividades ou na declamação de um poema. Tudo é válido quando se trata de firmar um reconhecimento que só será possível quando todos tiverem consciência de que há sim uma literatura amapaense e que esta está se firmando gradativamente no contexto educacional e logo será lançada ao Brasil e de preferência ao mundo.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ


PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL

LITERATURA DA AMAZÔNIA

ACADÊMICA: MARCILENE VANZILER BATISTA

7LIC I


 


UMA NOVA PERSPERCTIVA NO ENSINO/APRENDIZAGEM DE LITERATURA AMAZÔNICA

A necessidade da escola é antes de tudo social, indo além da estrutura e dos recursos humanos nela existentes. As carências são geradas tanto por parte do educando quanto dos docentes. Ambos têm como desejo comum a construção de uma escola melhor.


Desta feita o ensino e aprendizagem nas áreas de conhecimento também perpassam por essa perspectiva, e no âmbito do ensino e aprendizagem da literatura de expressão amazônica há a necessidade de se repensar na maneira pela qual a escola está trabalhando os hábitos, costumes e culturas da região, de forma que os conteúdos tradicionais sejam trabalhados com uma nova abordagem metodológica.


Sendo assim uma nova visão de ensino nessa área permitirá o desenvolvimento da formação crítica e a integração do aluno no contexto atual da Amazônia. Levando-se em consideração que este é um processo em permanente transformação.



Marcilene Vanziler Batista é Bacharela em Letras Tradutor Inglês pelo Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP, Especialista em Língua Portuguesa e Literatura pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Extensão (IBPEX) e atualmente é acadêmica do Curso de Licenciatura Plena em Letras Português/Inglês.

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Instituto de Ensino Superior do Amapá

Curso: Letras licenciatura em Francês/Português

Disciplina: Literatura Amazônica

Professora: Judivalda Brasil

Acadêmica: Amanda do Socorro de Andrade Pereira

Turma: 7lic F/N

Macapá, 19 de dezembro de 2012


A valorização da Literatura Amapaense no contexto Educacional Amapaense


Falar de literatura da Amazônia é retratar a cultura de um povo ribeirinho que sempre viveu de forma simples, mas falar da nossa literatura amapaense é descrever as nossas raízes, conhecer nossa cultura e descobrir que em nossa cidade há maravilhas escondidas e que só nos damos conta, quando lemos um poema, uma poesia, descobrimos que em nossa terra existe incríveis escritores que buscam através de palavras simples, rebuscadas, retratar o povo ribeirinho, esses mesmos escritores valorizam o lado regional da cultura de uma cidade, pois objetivo da literatura amapaense e mostrar o regionalismo de uma região, suas crenças, suas raízes, suas lendas e mitos que fazem parte da cultura do povo, mostrar as belezas naturais do nosso Amapá. Alguns escritores buscam através das palavras simples e de fácil compreensão, retratar as belezas da nossa cidade e até mesmo denunciando de forma sarcástica a vida social da população amapaense. Porém, nossa literatura amapaense ainda perpassa por dificuldades, não há uma valorização da nossa literatura e dos escritores, nem mesmo se ver no contexto educacional um estudo voltado para a literatura amapaense, nós deparamos com estudantes que pouco conhecem nossa literatura, muitas das vezes só vamos ter esse conhecimento sobre a literatura amapaense no ensino superior, mesmo assim ainda é pouco tempo para se conhecer a literatura amapaense.


Acadêmica do 7° semestre do curso de Letras Licenciatura em Francês/Língua Portuguesa e suas respectivas literaturas do Instituto de Ensino Superior do Amapá - IESAP.



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"Fazer uso da Literatura Amapaense no meio educacional é uma tarefa árdua, tendo em vista que muitos professores em sua formação não tiveram a disciplina de Literatura Amapaense ou da Amazônia em suas matrizes curricular, fazendo com que muitos não pudessem desenvolver tais habilidades educacionais junto à turma, pois se tratando de literatura local, não temos teóricos que possam nos dar suporte, fundamentação e características locais. Sendo assim, é de fundamental importância fazer uso da literatura amapaense em sala de aula, pois, os alunos através dela poderão ter contato com o mundo cultural e ideológico local, com lendas e tradições de um povo que expressa sentimentos, devoções, manifestações, críticas, ideologias e outros, fazendo com que o espaço seja preenchido com fatos históricos do povo da floresta, inacessível para muitos, mas visíveis e preservados para nós mesmo."

Antonio Carlos do Rosario Lima, professor de língua francesa e graduando do curso de letras licenciatura francês do IESAP

Contato: prof_carloslima@hotmail.com

Contato blog: http://petitcarlos.blogspot.com.br/





* Licenciada em Letras Francês pelo Instituto de Ensino Superior do Amapá- IESAP. E-mail dina2988@hotmail.com






ARTIGOS DOS ALUNOS DO IESAP – INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – CURSO DE LETRAS – ESPANHOL-FRANCÊS-INGLÊS E TRADUÇÃO SOBRE LITERATURA PRODUZIDA NA AMAZÔNIA, SOB A ORIENTAÇÃO DA PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL 


Leacide Moura, Elcilene Cativo, Pedro Paulo Ribeiro, Judivalda Brasil e Paulo Tarso
em evento literário no Teatro das Bacabeiras - Fev/2002


 judi.brasil@hotmail.com

DEZEMBRO DE 2011

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Nota da APES:
Os textos foram postados diretamente pelos alunos e refletem suas opiniões, não sendo editados nem revisados pelos editores deste blog .                                                                                                              

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A R T I G O S



Francisco Souza[1]

Mesmo a literatura da Amazônia estando em fase embrionária, como dizem alguns autores, ou até que não existe, mesmo assim acredito na sua existência por fazer parte dela, por ter nascido e criado por aqui falando a nossa língua tão comum destas bandas da região. Fiquei bastante impressionado ao ler o conto “URURI E BERTOLINA” e sentir a riqueza da linguagem usado pelos personagens o que é típico deste lado de cá  do norte do país, fala ainda da família que moravam na roça e sό iam para a cidade quando era extremamente necessário, como fazer o rancho e consultar o doutor, quando aparece algum problema citados pelo autor como curuba (micose), buchuda (grávida), casou na igreja verde (perdeu a virgindade no mato), rancho (a despesa do mês), vexado (com bastante pressa), quebra-jejum (café da manha), seboso (sujo), boroca (saco onde e colocado o que se pretende carregar), bateu as botas (faleceu), farda (uniforme escolar), mal de sete dias (tétano) e muitos outros que se aqui fosse citar não caberia, e ainda dizem que não existe literatura da Amazônia.

 [1] Acadêmico de letras/espanhol da turma 7LIC-E na Instituição de Ensino Superior do Amapá – IESAP. Contato: francoesouz@hotmail.com

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Camila Tuma Achi Guimarães/6 TRADI – N



Escrever obras que caracterizam determinada região sem dúvida não é nada fácil. É preciso conhecer histórias, condições de vida, vivenciar o cotidiano. Mesmo assim, muitas pessoas em nossa região se aventuram nesse caminho, alguns pecam e caem, outros conseguem construir trabalhos tão bons que alcançam certo reconhecimento diante de seu Estado ou até mesmo de toda a região da Amazônia.

Alguns autores produzem textos com linguagem simples e outros linguagem mais rebuscada, uns com expressões locais que só são entendidas por quem as conhecem, outros com textos de forma que todos que o lerem possam entender sem problemas, por questão do regionalismo. Torna-se assim, mais fácil a distribuição de certas obras por todo o Brasil, quebrando barreiras lingüísticas e culturais, transportando contos, poemas, romances e outros relacionados a contextos amazônicos. Desta forma, possibilita o conhecimento de autores que trabalham com respeito e exaltação pela sua terra natal, revelada entre palavras calmamente inspiradas em suas belezas e contemplações.

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COMENTÁRIO SOBRE A LITERATURA DA AMAZÔNIA

Sirley Furtado Loureiro*



A Literatura da Amazônia é representada pelo Dom, pela Paixão, sem se preocupar se foi escrita pelo branco, pelo índio, pelo rico ou pelo pobre, ela é registrada de maneira objetiva para justificar a existência de um povo que possui: sua cultura, seus costumes, seu jeito de agir, de se vestir, sua maneira de pensar, seu modo de vida e sua gastronomia.

Essa literatura descreve a cultura de um povo simples, mas que desenvolve sua verdadeira história; de muita riqueza, muita beleza, que sabe preservar suas peculiaridades e que resiste as transformações ao longo da história e assim, constrói sua própria história. A Literatura da Amazônia descreve o regionalismo, embora, saibamos que existem pensamentos de que ser regional é ser primitivo. Isso não é verdade, pois, ao falar em regional significa, falar da realidade vivida por um povo, e ter conhecimentos diversificados para falar do universo, com um discurso concretizado de maneira diferente, desde que conserve a essência do tema desenvolvido, descrevendo aspectos pertinentes a região, a questão cultural de uma sociedade garantindo a diversidade dessa cultura.

A Literatura da Amazônia é assim, ela retrata a história de um povo regionalista, descrevendo exatamente a maneira dessa região, preservando: valores, a língua e as crenças de uma sociedade. Diversificando-se em várias obras, explanando a questão econômica da sua própria natureza e de suas riquezas naturais, por exemplo, a castanha do Pará, sem esquecer a beleza dos rios e florestas entre outras.

A Literatura da Amazônia, embora seja mais específica, ela também descreve assuntos universais, fazendo referência a diversos temas sobre as outras literaturas.

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LITERATURA DA AMAZÔNIA

Rosilene de Oliveira Campos*



Este artigo é resultado de várias produções realizadas na sala de aula, juntamente com a professora Judivalda e os demais acadêmicos.


Falar de literatura da Amazônia é falar de nossas raízes, nosso povo, nossa cultura, nossa comida. Márcio Souza relata que embora Brasil se orgulhe de ter conquistado a Amazônia, o povo amazônico soube resistir e preservar suas peculiaridades, continua havendo uma cozinha, uma literatura, artes-cênicas, arquitetura, artes visuais, música, uma cultura da Amazônia.

Há uma maneira de ser do homem do extremo norte, que nunca será aniquilada. O que precisamos é intensificar as trocas entre as culturas regionais brasileiras, muitas delas com passados semelhantes, unidas pelo sentimento de brasilidade e irmanadas pelo agridoce idioma de Camões.

Assim, a literatura que se faz no Amazonas não importa por quem foi escrita, seja pelo branco ou índio, no sonho e paixão dos autores, parece dizer que a natureza é o nosso maior patrimônio.

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LITERATURA DA AMAZÔNIA

Joyce Lima Oliveira*


Este artigo foi produzido a partir de estudos realizados em sala de aula no decorrer do semestre acerca do que seria a Literatura da Amazônia. Ao ler materiais sobre a literatura da Amazônia, pude observar que não todos, mas uma grande parte dos autores da mesma tratam de sua região, de sua cultura e principalmente da beleza que a região possui.

A região amazônica foi disputada por toda sua exuberância, sua grandeza e nós temos o privilégio de habitar nela e de conservá-la. Sendo assim nossa personalidade e identidade estão sim bem interligadas com a grandeza de nossa região amazônica, até porque não são todas as pessoas que gostam daqui pelo fato de ser “ só mato”, mas a literatura retratada pelos autores amazônicos mostram que isso não é verdade, e através de suas obras repassam às referências que conferem as identidades de cada região.

A Literatura da Amazônia trata dos costumes, das crenças, da cultura em geral e do cotidiano de quem mora nela, temos também muitas comidas típicas cobiçadas por outras regiões, como o açaí, o vatapá, o tacacá, entre outros.

É muito bom ver nossos cantores, pintores, autores e poetas regionais escrevendo suas músicas e fazendo suas obras e transmitirem para as outras regiões para que nossa cultura, nossos costumes, enfim nossa região seja conhecida, admirada e valorizada por todos, não só pela sua beleza, mas também por todos nós que a fazemos mais bela ainda.

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IESAP-Instituto de Ensino Superior do Amapá

Disciplina- Literatura da Amazônia

Professora- Judivalda Brasil

Acadêmica- Ana Dula Pereira Barros Turma- 7 LIC F.


ARTIGO SOBRE A LITERATURA DA AMAZÔNIA

Para entender a Literatura da Amazônia é necessário conhece-la primeiro, muitos autores e estudiosos da história literária classificam-na de várias formas, entre as principais formas de classificação é de regionalista e as vezes até de uma literatura sem valor, fazem tudo isso sem ao menos ter lido uma obra, sem conhecer Dalcídio Jurandir, sem ler Galvez, Imperador do Acre de Márcio Souza, sem dá uma chance ao Miltom Hatoum com seu Relato de Um Certo Oriente, mas é desta forma que acontece outros impões uma aculturação oprimindo as manifestações artísticas da região e os indivíduos locais acabam aceitando esta imposição e sofrendo com uma crise de identidade, onde a principal consequência é ficar alheio a sua cultura.

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IESAP-Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina- Literatura da Amazônia
Professora- Judivalda Brasil

Acadêmica- Clícia de Aquino Sales Turma- 7 LIC F.


ARTIGO SOBRE LITERATURA DA AMAZÔNIA


Antes de entender a Literatura da Amazônia, o foco tem de ser conhecer a história deste povo, de sua cultura, de suas produções artísticas, pois influenciará na percepção da realidade, por conseguinte proporcionar uma reflexão sobre o que é a verdadeira literatura da região e principalmente se a ela cabe o papel de somente regional, para olhar a Amazônia é preciso primeiro olhar os paradoxos que envolve o Brasil, afinal transpondo o falar de Gregório Matos, onde o todo não existe sem as partes e nem as partes existem sem o todo, pois mostra de forma esclarecedora a relação Brasil/Amazônia.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IESAP

PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL

ACADÊMICA: simoni Barbosa Brito

TURMA: 7lic.F.N


ZAGURY, Leão Moysés. Expectativas: Volume II. Macapá. Amazongraf, 2003.



O livro “Expectativa” é um volume literário com reflexões descontraídas, irreverente, analítico e lírico. São poemas, comentários, breves análises literárias sobre outros autores e referências bibliográficas de pintores renomados no Estado do Amapá.

Leão Moyses Zagury, nasceu na cidade de Rio de Janeiro em 11/02/1952, mas ainda criança veio morar em Macapá, começou a escrever já na idade adulta. Em 1991 publica seu livro de estréia “Ciranda Matinal” e três anos depois lança “Cidade sem Posto”. Sua vida intelectual é bastante socializada a partir de 1991, quando passa a palestra no meio estudantil e instituições culturais, sempre focado para o âmbito literário. Em 2001, lança o livro “Expectativa” volume I, que aborda poemas, crônicas, comentários e curiosidades.

O autor inicia seu livro Expectativas II, com poemas curtos abordando várias temáticas e dentre essas estão “Marabaixo”, “Curiaú”, “Amor”, outros que falam de paz, religião, poesias, promessas, sentimentos, pensamentos e etc.

Depois faz pequenas análises dos contos “Auto Psicografia” de Fernando Pessoa, “A Simbologia do Conto Quatro” de Eneida de Vírgilio. Faz análises de personagens de peças como “Eurípedes: mídia e a versão de Chico Buarque” de Holando, e Paulo Pontes “Grande Sertão”, “Veredas” de Guimarães Rosa. Faz análise também dos personagens do livro “A hora da estrela e outros” de Clarice Lispector e do poema “ Cidadezinha Qualquer” de Carlos Drumond de Andrade, e “o teatro da antiguidade até as comédias” de Martins Pena.

Em seguida apresenta algumas publicações em jornais sobre diversos assuntos, por exemplo, “Nunca há um momento específico para ocorrer”, “Literatura”, “Beleza e Feiúra”, “Conceitos Relativos, “Passagem pela Terra”, “Variação Temática”, “Hoje”, “Lírico”; “Preparação”, “Plano Espiritual”, “Manipulação”, “Espiritualidade”, “Ainda falando do Projeto Raízes”.

E finaliza citando em seu livro, curiosidades literáriaS e bibliografias de importantes pintores do Estado do Amapá como: R. peixe, Marreiros, Mara Dalila, Heldson Corrêa, Ailam Magalhães, e Manoel Sobral. E por fim expõem algumas fotos dos pintores citados.

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Acadêmica: Riseemberg Monteiro turma: 7 LIC-F

ARTIGO SOBRE A LITERATURA DA AMAZÔNIA


A Literatura da Amazônia e como a própria Amazônia explorada de forma incorreta, é preciso observar esta literatura, ver suas distinções das outras literaturas, ver a influência que o mito traz para a produção literária é perceber que ela é importante, mas ao contrário também é necessário conhecer suas semelhanças, os aspectos Clássicos, Barroco e de outras escolas literária que acabam influenciando a produção da região, enfim tanto em prosa quanto em poesia o importante é conhecer, porque ilumina a consciência, nos aproxima de nossa própria cultura e não permite que se esqueça algo que é muito significativo para todos.

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IESAP-Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina- Literatura da Amazônia
Professora- Judivalda Brasil
Acadêmico- José Alessandro Camelo Bezerra, Turma- 7 LIC E.
 
LITERATURA DA AMAZÔNIA


Literatura da Amazônia, na Amazônia ou qualquer outra forma de denominação que dão para ela, isso não importa, porque o mais importante é resgatar a história literária da região que vem se debilitando nesse confronto entre culturas, em que a pior das consequências é o esquecimento desta manifestação artística pelos próprios indivíduos da Amazônia. Por isso é preciso observá-la, conhecer sua história para que exista um reconhecimento, para que obras criadas em favor da região sejam vistas como um doce delicioso, onde o leitor deve devorá-la vorazmente, para que internalize esta cultura e permita a reflexão, onde o ressoar desses pensamentos quebrem limites, extrapolem fronteiras e atinja um caráter cosmopolita, afinal, parafraseando o personagem Riobaldo de Guimarães Rosa: A Amazônia é do tamanho do mundo.

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Acadêmica Leidilene Alves – 7 LIC-E


A Literatura da Amazônia é denominada assim por descrever uma cultura inteira que se une em prol de uma verdade regional, não que isso queira dizer que esses escritores aceitem ser chamado somente de regionalista, mas sim que reivindicam sua presença no cenário literário nacional, pois são conscientes que se não fizerem parte da tradição literária estão sujeitos ao esquecimento. Diante de tudo o aniquilamento está bem visível, é preciso atentar para verdade regional, pois mataram nossos ancestrais indígenas, deram a ele o papel de antagonista na literatura, dizem que os nossos escritores passam uma imagem anacrônica do país e demasiadamente regionalista, mas se pararmos para observar a frase do romancista russo Tolstoí que diz: “Se queres ser universal começa por pintar a tua aldeia”, perceberemos quem acabou fazendo a melhor escolha.


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A LITERATURA DA AMAZÔNIA

ANA MARIA DA CRUZ CARDOSCO*


A valorização da nossa história começa a partir da literatura que se faz da Amazônia e para a Amazônia que se desenvolve e manifesta-se na literatura brasileira, contribuindo para a história política, econômica e social do Brasil. A Literatura Amazônica é a literatura transparente do seu povo, desde sua fala ribeirinha, do traje tropical, da dança com requintes indígenas, do cardápio requintado pelo tucupi, do energético açaí, até as plantas medicinais.

Assim como o Rio Amazonas e a Floresta Amazônica está para o mundo, a literatura também está aos quatro canto da terra, através dos escritores: Domingos Antonio Royal, Antônio Tavernad, Bruno de Menezes, Haroldo Maranhão, Rui Barata, Juraci Siqueira, Adalcinda Camarão, Daniel Rocha, João Bosco Maia,, Paulo Vieira, Edilson Pantoja, Carlos Corrêa Santos, Paulo Tarso, Andrio Oliveira, Luli Rojanski, dentre outros.



*ACADÊMICA DO CURSO DE LETRAS – LICENCIATURA – IESAP

Professora : Judivalda Brasil

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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmico: David Clayton Miranda Pereira
Disciplina: Literatura da Amazônia
Curso: Letras Licenciatura Português/Francês e suas respectivas Literaturas
Turma: 7 LIC-F-N
Data: 23 de dezembro de 2011

A LITERATURA NA AMAZÔNIA

David Clayton Pereira1


Resumo
O presente artigo trata sobre a existência de uma Literatura tipicamente amazonida. Uma literatura que aborde as principais características dos povos do norte com seus costumes, crendices e cultura. O caboclo que vive na beira do rio, com sua caça e pesca, com sua linguagem própria. A partir dessas características este artigo reflete sobre os principais argumentos da Literatura da Amazônia. Questionamentos como “Podemos chamar de Literatura da Amazônia para obras produzidas em nossa região?”; “Quais aspectos são primordiais para que uma obra seja considerada Literatura da Amazônia?”. Bem como sobre a importância e valorização da identidade cultural de um povo, através do uso de uma linguagem que retrate este regionalismo em função da literatura como registro da cultura de um povo.
Palavras-chave: Literatura da Amazônia; Regionalismo; Cultura.

A Literatura sempre foi referência para mostrar a história da humanidade, para buscar compreender os costumes, o comportamento, as perspectivas e o modo de enxergar o mundo. Uma Literatura que garantisse a identidade de um povo de uma cultura com suas particularidades.
O homem sempre teve a necessidade de perpetuar seus feitos, assim a literatura sempre foi ferramenta de construção e de organização coletiva, porém sempre iniciando em pontos e lugares estratégicos. Como por exemplo, a Escola Literária Romantismo que iniciou-se na Europa e depois ganhou o mundo.
Uma literatura para ser universal ela deve contribuir em algumas questões para crescimento e desenvolvimento da sociedade, com seus valores, conceitos e conhecimento de mundo. Assim para sermos reconhecidos enquanto literários, podemos sim ser regionais, apresentando nossos costumes, valores, comportamentos e modo de enxergar o mundo.
Ser regional é valorizar aquilo que é seu de direito, é garantir sua identidade enquanto individuo que faz parte de uma sociedade. Porém este regionalismo deve apresentar crescimento social não só para sua região de origem, mas também para o resto do mundo. Divulgando as características peculiares de um povo em evidência.
A literatura é o meio pelo qual o homem define a cultura, os costumes da vida de um povo, em uma determinada época, abrangendo características próprias de um povo. Por meio da literatura vemos o retrato e a grandiosidade da natureza em relação ao povo amazônico, exaltando seus costumes e a essência de um povo nascido a margem do rio Amazonas.
O povo amazônico é bastante ligado as características da região, como por exemplo: as comidas típicas, os remédios caseiros e as crenças. Pois mesmo que a região amazônica receba tecnologia, o espírito guerreiro da natureza vai sempre estar vivo em cada filho da terra amazônica.
Ao se referir em Literatura Amazônica, expressa então diversos setores da região historicamente e geopoliticamente. Assim temos uma literatura que tanto exalta as riquezas à beira do rio e da natureza amazônica como denuncias às mazelas sociais.


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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina: Literatura da Amazônia
Prof: Judivalda Brasil
Acadêmica: Kelly Cristina Ramos Pereira - 7 LIC F N

A Literatura Amazônica tem um importante papel no que concerne ao incentivo à leitura, à valorização da cultura regional e ao meio ambiente local, é uma literatura rica em peculiaridades, poemas, poesias, culinária, musicalidade, o modo de ser do caboclo-ribeirinho, entre outros. Tal Literatura age como uma ferramenta indispensável dentro desse processo educacional e social, pois ela estar totalmente interligada ao cotidiano das pessoas, enfatizando os pormenores detalhes de uma região, nesse contexto, os autores, ou melhor, os artistas regionais, fazem questão da exaltação sobre a Literatura Amazonense, pois na maioria das vezes, vivem inseridos nesse cotidiano aqui citado, sabem exatamente fazerem usos de suas palavras , divulgando assim cada vez a cultura local.
Os “artistas” regionais descrevem “seu amazonas” de forma interessante e com dinamismo, para que assim a Literatura da Amazonas possa se expandir e ser valorizada cada vez mais, e também para que mais pessoas possam estar conhecendo e apreciando as culturas de cada lugar amazônico.
Diante do exposto, torna-se necessário o ensino da Literatura em questão, pois ela é o alicerce da valorização da cultura regional, essa causa precisa ser de todos , precisamos abraçá-la em prol de uma sociedade mais rica de conhecimento, e que tal conhecimento possa ser repassado com o intuito de mantermos sempre viva essa diversidade existente na Literatura da Amazônia.

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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Letras Licenciatura Português-Francês
Disciplina: Literatura da Amazônia
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmica: Francinne Murielle da Silva
Turma 7 LIC F N

No primeiro contato com a disciplina Literatura da Amazônia, podemos dizer que imaginamos falar somente do que está ligada a região da Amazônia, mas, no decorrer das aulas percebemos que estudar esta disciplina, vai além disso e como ponto principal é conhecermos os autores da Região, além de valorizarmos seus escritos.
Como citado mais acima, por serem autores amazônicos chegamos a imaginar que nas obras teremos apenas escrituras com termos regionais, imagens e locais que identifique o autor, como da Amazônia, mas este pensamento é falso, não é se trata de utilizar expressões regionais, isso não é obrigatório, podemos dizer que, opcional, vai de cada autor. Os escritos caracterizados com os elementos culturais, fauna, flora, riqueza, costumes são complementos e não obrigatórios.
Literatura da Amazônia, é nada mais que a valorização da cultura, é o respeitar os autores que nascem e querem tornar suas obras conhecidas, como qualquer autor, e como todo autor, eles também têm um sentido, um motivo, um gostar de escrever.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ
PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL
ACADÊMICO: KÁIUS VINÍCIUS T.P. DA COSTA
TURMA: 7-LIC-ESPANHOL-N

LITERATURA AMAZÔNICA

Os estudos hoje, sobre a Literatura Amapaense, são puntiformes para que seja possível alavancar tal cultura. A educação básica no Brasil deixa a desejar também no aspecto cultural. Os livros didáticos, aplicados nas instituições de ensino, retratam as regiões sul e sudeste do país, o que impossibilita também o conhecimento e promoção das culturas existentes na região norte, em especial, a cultura amapaense.
A relevância da Literatura está na promoção da cultura, esta que traz consigo numerosos valores e ideais de um povo que também porta características brasileiras e se dispõe a somatizar com o desenvolvimento cultural e artístico do país. Os PCN’s estabelecem propostas para que conteúdos do cotidiano e de relevância sejam trabalhados em sala, através de uma perspectiva que valoriza, não somente as práticas docentes, como também o consumo de aprendizagem dos alunos, e como conseqüente, o preparo de tais alunos para a vida social. Porém, nem como transversalidade, é-se ensinado Literatura Amapaense.
Muitos estudos, cristalizados em universidades, tem contribuído para que a Literatura Amapaense seja transformada em componente curricular e assim, leve à sociedade amapaense, informações sobre a consolidação de sua cultura. Parte do desconhecimento das riquezas amapaenses é proveniente da falta de divulgação desta, e decorrência disso, a cultura, por pessoas de outras regiões, é taxada como sendo inexistente e/ou evasiva, desprovida de valores e carregando apenas, características indígenas. É possível saber que isso não verdade. De fato, isso acontece devido à falta de divulgação da cultura, a escassez de informações sobre ela, e com isso, faz com que as pessoas se tornem medíocres, alegando apenas o que deduzem.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IESAP
PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL
ACADÊMICA: JUVANDIRA MORAIS DE SOUZA MARINS
TURMA: 6TRAD- F

LITERATURA DA AMAZÔNIA

A literatura da Amazônia tem suas metáforas e analogias que caracterizam os elementos como costume, cultura, fauna, flora, riqueza. Pois há o contraste entre a imensa riqueza de bens naturais que a floresta proporciona. Formando assim, uma literatura aderida à Amazônia, a contemplação da beleza dos rios e da floresta é uma constância, podendo ser associada a uma sentimentalidade sem fim. Inspira uma grandiosidade imensidão da bacia hidrográfica, com seus leitos e afluentes, que mostram seu valor e sentido com suas facetas diferenciadoras de forma concreta e atenuada.
Os escritores que se incluem no período realista-naturalista, momento em que se inicia uma literatura amazônico-paraense. Já o descritivismo próprio desse estilo intervém como estratégia de fixação da natureza que se insurge como paisagem e ambiência convulsas para compactuar com os choques que empurram os andamentos da história. Desde a Colônia, esses temas são constantes. As formas mudam, muda a forma de dizer, mas o homem e sua expressão essencial, as questões específicas e existenciais se emparelham e seguem e irrigam sua palavra. Os poemas transcritos constituem-se como um painel falante em si. Os poemas se falam, demarcam suas posturas. São a prova de que os caminhos distantes da Amazônia atravessam à palavra que se conclama a verdadeira identidade Amazônica.

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IESAP

Disciplina: Literatura da Amazônia

Professora: Judivalda Brasil

Acadêmica: Silvia Marinho

Sobre a literatura da Amazônia

A literatura Amazônica resiste como uma forma de expressão do povo da Amazônia. Este povo miscigenado, feliz apesar dos problemas e orgulhoso de toda a sua rica cultura.

Tive o privilégio de ainda na minha adolescência conviver com meu tio avó Arthur Nery Marinho, e acompanhei sua luta durante as publicações de seus livros. Contando sempre com a amizade de alguns e o respeito à literatura de outros.

Ouvi muitas vezes ele reclamar da falta de incentivo, de como os valores familiares estavam mudando, as transformações da cidade que tanto amava, mas nada iluminava mais seu rosto do que quando me mostrava o seu livro.

E quando lia para mim seus poemas percebia a importância de sua obra ao descrever a cidade e as pessoas que aqui viveram, além de ver que quando seu livro estava pronto isso o deixava realizado. Depois de adulta lembro-me destes dias com muita saudade e pesar por não ter aproveitado mais esses momentos de ensinamento de amor a literatura da Amazônia.

Daí a importância de preservar e divulgar a literatura da Amazônia para que mais gerações possam conhecer autores como ATHUR NERY MARINHO e ARACY DE MONT’ALVERNE entre outros que abriram caminhos acreditando que por ele muitos passaram e ainda passarão.
Paulo Tarso Barros e Aracy Miranda - 1996

Arthur Marinho e Paulo Tarso no Conselho Est. de Cultura

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR

Acadêmica: Aline Marinho dos Santos

Turma: 7LIC-F-T


ESCREVER LITERATURA AMAZÔNICA É MANTER A TRADIÇÃO DE UM POVO

A cultura é responsável pela transmissão de conhecimentos ou herança cultural de um povo sendo uma maneira de repassar para o mundo a importância de se preservar tais valores e uma destas formas são através das produções literárias.
Uma das principais finalidades da literatura regional não é apenas de manter a tradição de um povo de um determinado lugar, mas também de afirmação de sua identidade.  O que faz com que ela seja diferenciada das demais literaturas ao retratar os costumes de seus moradores, conceito, palavras, idéias, sugestões de estilo, fragmentos de emoções compartilhadas, com intuito de serem expressos através de literatura caracterizada.
A descrição dessa realidade local em forma de literatura possibilita que ela seja compreendida em qualquer lugar do mundo, pois trás consigo a essência e a beleza da experiência humana em uma dada localidade.
O autor utiliza sua região como pano de fundo, com um enredo próprio, e assim ele impregna em suas obras, particularidades transmitidas durante sua vida em determinada comunidade. Tal contexto sociocultural possui uma linguagem que pode ser avaliado a partir de um dos personagens da história ou pelo narrador, o que retrata o valor de se escrever tais obras.
A literatura da Amazônia deve ser valorizada não só por se tratar de um registro documental da vivencia humana nesta região, mas também por toda beleza, peculiaridade e estilo que são suas características.
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A Literatura da Amazônia está baseada em poemas, prosas e contos de um povo caboclo, onde de sua terra tira seu sustento e faz com que a sua história seja contada de tal forma usar a imaginação pra criar um espaço do acontecimento.
Os autores da região amazônica conseguem transmitir de maneira clara e explicita com ricos detalhes a vida desse povo, que vivem as margens dos rios ou até mesmo das medianas cidades que habitam, tendo o mesmo costume de tomar o açaí e comer o camarão, de transmitir mistérios como a lenda do Boto e da Cobra Grande, de danças como o marabaixo, batuque, colocando seus valores em prática, sem que a discriminação seja imposta a nós que somos um povo guerreiro e abençoado pela riquíssima natureza, por animais belos e exóticos e o que de melhor que possa existir a consciência que somos o que somos é que não podemos perder essa identidade amazônica.


OS: Por favor, quem fez este comentário favor se identificar, pois foi postado como anônimo no blogue da APES

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Literatura da Amazônia

Leide Alves dos Santos da Costa


A Literatura da Amazônia passou por várias transições, desde seu surgimento até os dias de hoje, tanto na sua produção, quanto na sua divulgação. E para que houvesse uma aceitação, os escritores priorizaram em suas obras a linguagem, cultura, costumes e crenças do povo amazonida, descrevendo em suas poesias, contos, poemas, prosas e canções relatos do nosso cotidiano.
Percebe-se que os autores têm trabalhado incansavelmente, para que a Literatura Amazônica seja valorizada e divulgada em todo o país e fora dele. Neste intuito tem-se buscado, primeiramente, mecanismo para inserção da Literatura da Amazônia na grade curricular dos estados que compõe a região amazônica.   
Desta forma, sabendo da importância dessa literatura para a região, torna-se necessário conscientizar os governos, para a elaboração de leis governamentais, para torna o ensino de literatura obrigatório nas escolas públicas e privadas, visto que os vestibulares e concursos públicos têm exigido dos alunos o conhecimento dessa literatura produzida na região amazônica. 

[1] Acadêmica do 7º período do curso de Licenciatura Plena em Letras Português/Francês e suas respectivas literaturas da turma: 7LIC-F-T

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Petruska

6-TRAD-I-N
IESAP


Até hoje ainda se discute se existe mesmo uma Literatura da Amazônia, pois o que é construído aqui não é considerado como tal por muitos; mas se é produzido na região amazônica por pessoas que nela habitam claro que deve ser considerada como Literatura, e não só como alguma produção, pois as obras dos escritores amazônicos possuem toda a essência dos moradores da região, seus costumes, a linguagem ribeirinha, expressão do folclore através da reprodução de contos e lendas. É assim que percebemos todas as características dos poemas, livros publicados por diversos escritores que aqui trabalham.
Muitos encontram dificuldades em divulgar seus trabalhos por falta de reconhecimento de vários setores da comunidade, tanto que é muito difícil encontrar registros sobre certos autores, tanto do Amapá quanto dos outros estados da Amazônia. Claro que a maioria procura o apoio para publicar seus livros, mas são poucos os que conseguem tal feito, e ainda assim enfrentam outra forte barreira, que é a da venda, tendo que disputar prateleira com obras de diversas nacionalidades, o que diminui o fluxo no mercado.


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José Sansão Souza Batista
6-TRAD-I-N
IESAP



Muitos perguntam se existe mesmo uma Literatura da Amazônia, defendendo a ideia de que o que existe mesmo é uma literatura produzida na Amazônia, mas se é produzido aqui, então é daqui, independente se o tema abordado em determinada obra não seja o que reflita a realidade, o cotidiano dos amazônidas, sem expressões normalmente utilizadas por aqui, relatando lendas, descrevendo o folclore. Se for um romance entre dois estudantes do ensino médio, tudo bem, qual o problema, visto que temos diversas escolas, até porque a região amazônica é formada por maravilhosas cidades, com seus campos educacionais, comerciais e industriais como qualquer outra região brasileira. Sendo assim, deve-se acreditar nos escritores que fazem trabalhos na Amazônia, com ou se temática ligada a ela, pois são eles que conseguem mostrar ao restante do país a literatura produzida aqui por diversos outros que não conseguem a oportunidade de distribuir seus trabalhos, pois não conseguem todo o apoio necessário.


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Camila Tuma Achi Guimarães
6-TRAD-I-N
IESAP


Escrever obras que caracterizam determinada região, sem dúvida, não é algo fácil, é preciso conhecer histórias, condições de vida, vivenciar o cotidiano, mesmo assim muitas pessoas em nossa região se aventuram nesse caminho, alguns pecam e caem, outros conseguem construir trabalhos tão bons que alcançam certo reconhecimento diante de seu Estado ou até mesmo de toda a Amazônia, textos com linguagem simples outros mais rebuscados, uns com expressões locais que só são entendidas por quem as conhecem ou até mesmo texto escritos de forma a que todos que o lerem possam entender, sem problemas por questão do regionalismo, tornando assim mais fácil a distribuição de certas obras por todo o Brasil, quebrando barreiras linguísticas e culturais, transportando contos, poemas, romances e outros relacionados a contextos amazônicos, possibilitando o conhecimento de autores que trabalham com respeito e exaltação de sua terra natal, revelada entre palavras calmamente inspiradas em suas belezas e contemplações.
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Danielle Batista Quintela
6-TRAD-I-N
IESAP

Diversas são as obras que aparecem em meio ao emaranhado de escritores da região amazônica, mas poucas são consideradas, pelos próprios escritores, como regionais, pois o que caracterizaria uma obra como tal seria o fato de ela conter expressões e referências ao cotidiano local, como o falar caboclo, o viver ribeirinho, o que não é verdade, visto a grande expansão relacionada à dinâmica de temas expressados em obras aqui escritas, sem a necessidade de conter ligações a algo tão centrado com o modo de vida e costume do povo que vive na região. É preciso entender que a obra não é influenciada excepcionalmente pelo ambiente no qual está sendo produzida e sim pela inspiração e atual condição espiritual de seu autor, de modo a ser caracterizada por diversos meios e aspectos, tais como os relacionados a situação histórica, fomentando situações de cunho critico. O importante é que não seja presa a rotulagem, possa ser livre para espelhar momentos compreensíveis por diversos públicos de leitores.
 
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LITERATURA DA AMAZÔNIA

Ivanice Nazario de Carvalho[*]


            A Literatura da Amazônia passou por vários estágios de organização, onde muitos autores se esforçaram para preparar obras literárias que representassem a cultura, língua, costumes e peculiaridades de suas regiões. Os estados que compõem a Amazônia Literária são: Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins; em tais localidades a identidade cultural tem sido difundida de diversas formas, como músicas, poesias, poemas e antologias.

            Em alguns períodos a perpetuação e difusão da literatura amazônica se sucederam através da oralidade, posteriormente utilizaram-se os jornais nos quais eram publicadas as antologias. Atualmente ainda se recorre aos recursos jornalísticos, mas há também a utilização de obras publicadas em forma de livros.
            Durante muito tempo houve a desconsideração dos direitos e necessidades dos autores amazônidas, mas é satisfatório constatar que têm ocorrido mudanças nesse panorama mesmo que sejam paulatinamente. O reconhecimento da importância dos autores, escritores e músicos na constituição histórica e literária da Amazônia, tem contribuído para a preservação e divulgação da identidade cultural de vários povos.

[1][*] Acadêmica do 7° semestre do Curso de Licenciatura em Letras/Francês do IESAP, turma 7 LIC-F-T.

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A Literatura da Amazônia com magnitude e beleza culmina fortes aspirações através de suas riquezas naturais, fazendo a literatura amazonense adquirir novos significados, superando os percalços e suas limitações. Quando se fala em literatura amazonense muito se discorre sobre regionalismo e a linguagem utilizada nas obras, há os que defendam que o falar regional nas obras literárias é uma forma de expressar a cultura amazônica com seus costumes e tradições, em controvérsia, alguns escritores são contra o regionalismo, definindo a Literatura como uma só, independentemente da região.

Jessica Luz da Costa
           Turma: 7 LIC-F-T
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Eliude Viana, Ângela Nunes, Paulo Tarso e Manoel Bispo
durante lançamento  de "O Benzedor de spingarda"-1998



ANÁLISE DA OBRA O BENZEDOR DE ESPINGARDA



BARROS, Paulo Tarso. O benzedor de Espingarda. Macapá: Editora Gráfica O Dia S.A, 1998.

O escritor Paulo Tarso Barros é natural de Vitória do Mearim – MA, nasceu no dia 29 de agosto de 1961 e desde 1980 é radicado no Amapá. É professor licenciado em Letras pela UNIFAP, funcionário público do grupo magistério da Secretaria de Estado da Educação, casado, duas filhas, já publicou diversos livros, dentre contos, poemas e literatura de cordel, centenas de crônicas e artigos na imprensa do Amapá, Pará, Maranhão, São Paulo, Pará e Rio de Janeiro. Fez a editoração de mais de trinta obras.

É membro da Academia Arariense-vitoriense de Letras (AVL, onde ocupa a Cadeira de nº 31, cujo patrono é o escritor maranhense Ribamar Galiza), da União Brasileira de Escritores (UBE – São Paulo), da Associação Nacional de Escritores – ANE, presidente da Associação Amapaense de Escritores – APES e membro do Júri Nacional do Prêmio Multicultural O Estadão, de São Paulo. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho Diretor da Fundação de Cultura e chefe da Divisão de Editoração da Fundação de Cultura. É funcionário da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda e ex-diretor da instituição.

Na obra intitulada o Benzedor de espingarda do escritor Paulo Tarso Barros, reúne contos que retratam a região amazônica, com suas peculiaridades, cultura, linguagem regional, costumes e hábitos.

Seus personagens são de certa forma tipicamente caboclos, com um linguajar simples, ressaltando o cotidiano dos habitantes, como por exemplo, no primeiro conto, o personagem principal Manecão que dançava, bebia “um bocado de pinga” e cantava com seus amigos e compadres. Percebe-se o uso de um vocabulário enriquecido com os costumes locais e ditados populares.

O conto explicita o folclore, toadas, modinhas e histórias, tendo como espaço a região da Baixada Ocidental maranhense, caracterizada por palmeiras de babaçu, campos e latifúndios desprovidos, onde muitas pessoas ficavam desabrigadas e assim homens e animais invadiam tudo em outras propriedades.

Há um sentimento de saudosismo quando o personagem Manecão relembra dos amigos que tristemente se partiram como o velho Pantaleão que sofreu um derrame cerebral: [Era um velho extrovertido, piadista e faceiro com as mulheres, a quem ele se derretia todo, pág12].

A obra é narrada em 3ª pessoa, com narrador onisciente, no tempo passado, em alguns momentos mostrando particularidades de outra época: [... Quando ela usava aqueles seus vestidos de chitas enfeitados com rendas, pág. 13].

Há a presença dos costumes folclóricos como o bumba-meu-boi de Rosa Bobagem, com batucada de tambores nas festividades e crenças, mostrando de maneira simples o encantamento que o folclore proporcionava retratado como um mundo mágico onde podiam se transformar em criaturas importantes.

A religião é mantida pelos personagens em cenas religiosas nas suas manifestações: [... o boi daquele ano recebera o nome de “Promessa a Nossa Senhora de Nazaré, pág. 16].

Vale ressaltar que o enredo mostra que as lendas sobrevivem ao tempo, sendo resgatadas por seu povo, cada um com sua história para repassar de geração em geração suas experiências empíricas.

O enredo demonstra não apenas os costumes das festas realizadas nos povoados, como os vícios e maledicências do homem, traições, turbulências, bebedeiras, escândalos: [... nessas noitadas de bebedeiras e putarias acontecia de tudo: discussões, adultérios, tiroteios e confusões, pág. 25]. A realidade vivenciada nesta época da obra equipara-se com a contemporaneidade do século XXI, onde os vícios tornam-se uma grande preocupação da humanidade.


Jessica Luz da Costa

Turma: 7 LIC-F-T

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Literatura Amazônica, nossa história, nosso futuro

A Literatura da Amazônia é um dos mais importantes instrumentos a se relatar principalmente sobre a história de nosso povo, do ribeirinho que vive às margens do rio, da exuberante natureza amazônica e mais ainda sobre a percepção e o sentimento de vivenciar esse universo particular que nos cerca.

Muitos autores se colocam como amantes e reconhecem através de suas obras a maravilha dessa região, na maioria contando sobre as coisas que temos aqui, mesclando à mitos regionais e utilizando, na maioria, a linguagem cabocla do povo amazônida. Contudo, essa literatura da Amazônia ainda perpassa por muitos obstáculos para ser reconhecida, isso em vista da falta de espaço e pouca valorização por parte da própria população que vive aqui.

Contudo, essa literatura da Amazônia reflete a nossa história, do contrário ela seria esquecida, deixada de lado, perderíamos a descrição dos rios, da floresta, bem como a narração das histórias que os ribeirinhos vivem a cada dia e do amor da poesia que fala do sentimento de viver na maravilha verde que é a Amazônia.

Todos tem sua história, assim como nós temos a nossa. A Amazônia é rica em cultura e em diversidade, temos que incentivar nossos valores através da música, do artesanato, da dança e da literatura, isso é que nos torna únicos e nos faz sermos reconhecidos como privilegiados de viver aqui, nesse paraíso Amazônico.

Por: Katrícia Corrêa
Formanda em Bacharelado em Letras pelo Instituto de Ensino Superior do Amapá



LITERATURA DA AMAZÔNIA


Rodrigo do Rosário Batista - Acadêmico do 7° semestre do Curso de Licenciatura em Letras/Francês do

IESAP, turma 7LIC-F-T.

  

A literatura da Amazônia aborda em formas, aspectos históricos,

sócio-cultural e ambiente em que se encontra o autor, com uma forma

bastante peculiar de demonstra a cultura de cada grupo social dos

diversos que existem na Amazônia, e em todo o Brasil, caracterizadas

por uma vasta miscigenação ocorrida através do desenvolvimento

cultural do país.


Considerando que as publicações, em especificamente os livros,

contribuíram para o aumento no número das obras produzidas na região

norte, mas não há garantias de que elas serão conhecidas e lidas por

um grupo considerável de pessoas no norte ou até mesmo em outras

regiões do Brasil. Por isso, os escritores que produzem seus livros,

acabam enfrentando problemas relacionados à sua divulgação. Os

contratempos variam primeiramente do fato de que muitas dessas

publicações são custeadas pelos próprios autores ou patrocinadas pelos

órgãos governamentais ou por empresas privadas. Essa tarefa fica, em

muitos casos, a cargo de seus autores, que acabam sendo os únicos

responsáveis pela divulgação de seus livros.



No dia 16 de dezembro de 2011, ocorreu um importante encontro na

faculdade do Instituto de Ensino Superior do Amapá (IESAP), fato que

ocorreu o encontro com a escritora amapaense leacide moura que

contribuiu na socialização e desenvolvimento dos acadêmicos na

construção do conhecimento da literatura amazônica como forma de

entender, a literatura, a cultura e a linguagem amazônica, o encontro

viabilizou a troca de informações da cultura amapaense, assim a

literatura amazônica vai sendo desenvolvida no meio acadêmico com

projetos pedagógicos desenvolvidos pelos professores, bem como sendo

desenvolvida na construção de métodos pedagógicos para futuramente ser

inserida através dos acadêmicos no sistema educacional.


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 Tiago Corrêa Paulino
6-trad-f-n
IESAP

Na região amazônica existem diversos autores engajados em divulgar a arte literária produzida aqui. Para muitos é mais fácil que outros, visto a falta de patrocínio para a maioria, assim tentam fazer por conta própria mas nem sempre alcançam o resultado desejado.
As obras escritas na região possuem suas especificidades, como a reprodução da linguagem dos ribeirinhos, seus hábitos, mas com a preocupação dos leitores de outras regiões, os que não conhecem expressões aqui utilizadas, assim os autores acabam inserindo junto aos livros um pequeno vocabulário, contendo todas os termos regionalistas utilizados.
É preciso entender que a obra não é influenciada excepcionalmente pelo ambiente no qual está sendo produzida e sim pela inspiração e atual condição espiritual de seu autor, de modo a ser caracterizada por diversos meios e aspectos, tais como os relacionados à situação histórica, fomentando situações de cunho critico. O importante é que não seja presa a rotulagem, possa ser livre para espelhar momentos compreensíveis por diversos públicos de leitores.
Com esses textos é possível repassar para os leitores como funciona o mundo literário dentro da nossa região, com seus grandes nomes e os também não muito conhecidos.

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Professora: Judivalda Brasil
Disciplina: Literatura Amazônica
Amazônia: “Uma região ainda desconhecida”
Augusta Jacimara Sampaio- Acadêmica do curso de Bacharel em Letras Tradutor Português-Francês da turma 6TRAD-F do IESAP.

Amazônia, região de diversas particularidades, banhada pelo maior Rio do planeta. Região com oceanos de águas doces e salgadas. Com fauna e flora inigualáveis, tornando-se assim, a mais preservada da Região Norte. Com mitos e culturas, reservas que ainda são desconhecidas por muitos. No entanto para quem as conhecem mesmo de apenas ouvir falar ou ainda por tê-la visitado, se esforçam para que as mantenham vivas, sendo nativos, turistas, navegantes estrangeiros ou não, são tomados pela tão enorme exuberância que nelas encontram. Sem mesmo ter noção de rimas e rebuscamentos, querem registrá-las de alguma forma, despertando a curiosidade e ambição de muitos para a exploração de suas riquíssimas florestas.
Com muitos quilômetros ainda de verde e pura conservação, a Amazônia tem a natureza como sua principal cultura, ou seja, seus nativos vivem dos costumes e estilo de vida ribeirinho que a própria terra pode lhes oferecer, formando e registrando então, a própria literatura. Mesmo não sendo ainda, uma região reconhecida por sua literatura, a Amazônia com seus poucos escritores se esforçam para ter o direito da Literatura Amazônica reconhecida nacionalmente, pois há quem diga não existir literatura na Amazônia. Acredita-se que exista sim, pois uma vez que costumes, estilos de vidas se registram, nasce então uma literatura própria, seja qual for a região. Escritores corajosos, que investiram parte de sua vida, para o empenho de registrarem cultura, linguagem, costumes e comportamento de um povo, algo que lhe é peculiar, suas manifestações primitivas, povo amazônida, que ainda hoje, consegue preservar o que lhe é singular: sua tão diversificada cultura. Sua tão rica natureza amazônica.

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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmico: Maria das Dores Mendes
Disciplina: Literatura da Amazônia
Curso: Letras Licenciatura Português/Francês e suas respectivas Literaturas
Turma: 7 LIC-F-N
Data: 23 de dezembro de 2011

A LITERATURA AMAZÔNICA

Maria das Dores Mendes1


Resumo
O artigo trata da Literatura da Amazônia, fazendo referência ao regionalismo. Ou seja, uma literatura com características voltadas para a região amazônica, inspirado pelo impressivo deste mundo e pela grandiosidade da natureza. Assim a produção literária neste contexto mostra a realidade cultural de um povo, bem como sua cultura e sua diversidade. Mostrando-se como arma de combate, que manifesta através das palavras uma literatura não ingênua, não inocente, que revela em todos os seus sentidos os seus possíveis atemporais e espaciais. Uma literatura que valorize a identidade de um povo com suas linguagens, costumes e cultura diversificada.

Palavras-chave: Literatura da Amazônia; Regionalismo; Globalização.

De acordo com Amarílis “atravessa a Amazônia um texto literário voltado para os seres e as coisas da região, talvez inspirado pelo impressivo deste mundo, pela grandiosidade da natureza, assim como pelo sentimento de pequenez do ser humano ao impacto da exuberância circundante”.
Podemos dizer que Literatura da Amazônia é tudo aquilo que faz referência ao contexto sócio-cultural da região amazônica, utilizando-se de uma linguagem audaciosa, cheia de emoções, preocupando-se com os detalhes, as formas, os objetos, destacando a cultura do povo amazônico.
Diante da divisão global de identidade cultural, envolvendo saberes, ideologias de cada região, componentes dessa diversidade, respeitando suas crenças e tradições, são necessários que no contexto social ocorra à valorização desse povo.
A literatura produzida na Amazônia propõe uma originalidade e a simplicidade perante a produção literária, que buscam entre tantos objetivos a valorização da cultura de um povo, através de uma linguagem própria, e universal. Linguagem esta que caracteriza os povos da região amazônica, com suas particularidades, costumes e modo de vida.
É importante que tenhamos capacidade de perceber que mesmo tratando-se de uma literatura específica geograficamente, a mesma irá tratar também de temas e assuntos universais, respeitando suas peculiaridades locais, ou seja, seus valores, seus sentimentos e culturas que serão diferenciados de região para região.
Diante do exposto, nos faz refletir com a chegada da globalização, sendo possível perceber o significado da valorização de nossa cultura, a miscigenação global de uma língua, mesmo assim ainda acontece a discriminação cultural de um povo.
Quanto ao regionalismo para sermos reconhecidos, não necessariamente regionalistas, mas criadores de literaturas. Pois com a expansão da globalização, percebemos o quanto viajamos sem mesmo sairmos de nossas casas, podemos ouvir músicas de outras regiões, países, etc. Assim valorizando sua cultura.
A Literatura da Amazônia é a expressão viva de um povo, que se orgulha de suas raízes e de sua cultura. Quem nunca contemplou o majestoso Amazonas jamais poderá entender o que sente um amazônida. Assim atravessar o Amazonas através de leituras significativas, presencial mesmo flutuando em suas águas, só sabe quem vive quem sente o prazer fascinante.
A grandeza que representa bem a personalidade do povo ribeirinho da Amazônia, usufruindo das riquezas constantes na grandiosa natureza. É maravilhoso contemplar a riqueza e a beleza da nossa raiz.

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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmico: Algicele Cordeiro Pena
Disciplina: Literatura da Amazônia
Curso: Letras Licenciatura Português/Francês e suas respectivas Literaturas
Turma: 7 LIC-F-N
Data: 23 de dezembro de 2011

A LITERATURA NA AMAZÔNIA

Algicele Cordeiro Pena

O presente artigo trata de questões ligadas ao processo de desenvolvimento da Literatura na Amazônia. Bem como a valorização de um povo que possui linguagem própria, cultura e modo de vida diversificado. Questionamentos relacionados a existência de uma literatura que valorize estas características bem como a identidade do povo amazônico. Um povo cheio de costumes, crenças e uma cultura multifacetada com danças que valorizam a cultura amapaense, assim como suas comidas tipicamente amazonidas. Portanto criar uma literatura regional é criar uma literatura que valorize estes aspectos e características próprias divulgando uma cultura rica e diversificada.

Palavras-chave: Literatura da Amazônia; Povo amapaense; Cultura.


A princípio devemos reconhecer qual verdadeiro significado de cultura, ou seja, que influência causa no indivíduo. Cultura é uma expressão da construção humana, é construída através do diálogo entre as pessoas no dia a dia, a construção de uma cultura está repleta de elementos e significados que vão identificar esse povo como pertencente a uma determinada comunidade ou região, diferenciando-os de outras comunidades, surge assim, a identidade cultural.
A muito tempo vem se debatendo sobre a importância de preservar a identidade cultural de um povo , pois só damos valor na cultura do outro. A cultura amazônica é rica e diversificada, desde o que comemos até o que vestimos, sem falar da nossa historia e lugar, expressadas em danças que valorizem a cultura amapaense como, por exemplo, o Marabaixo e o Batuque.
Apesar de sermos tão ricos culturalmente temos que, ainda nos dias de hoje temos que deixar nossa terra para sermos alguém reconhecido, e por que não levar junto nossa identidade, em muitos casos temos vergonha de dizer de onde viemos. A sociedade é implacável, será que essa mudança de mentalidade não deve partir de nos mesmos, indivíduos de uma sociedade.
O referido tema nos faz pensar: “Precisamos ser regionais para sermos reconhecidos?” Sim, pois valorizando o que temos em nossa terra divulgamos através da Literatura o que somos e de onde viemos. Assim cada sujeito deve aprender a respeitar e admirar a cultura do outro, sem deixar de valorizar sua própria identidade para usar a do outro, seja você, que com certeza será reconhecido.
Portanto a Literatura criada na Amazônia, não trata somente de assuntos relacionados a terra, como podemos observar na obra “Destino” do autor Mauro Guilherme, que trata de conflitos vividos por personagens da Amazônia como amor, tristeza, desigualdade social, que são temas universais. Assim a literatura mesmo regional não trata somente de assuntos relacionados com aspectos dos nativos, mas sim de valores do ser humano.


A partir dessas possibilidades, acredita-se, que o assunto exposto pode levantar a reflexões e discussões vindas assim a contribuir com o despertar da consciência coletiva sobre a importância das raízes culturais. O resgate e a valorização das raízes culturais de uma região poderão despertar no individuo a motivação e o interesse sobre a sua própria cultura, tornando-o um cidadão mais sensível e consciente da importância de suas raízes para preservação de sua identidade e história.
A literatura sempre foi arma de divulgação e registro da identidade de uma sociedade. Pois o homem sempre buscou registrar seus feitos e suas conquistas, assim a criação dessa literatura garante a valorização da historia de um povo nascido à beira do rio Amazonas.

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A Literatura da Amazônia aos olhos do Mundo
Um pedaçinho do planeta terra chamado Amazônia, onde aos olhos do mundo é tida como habitada por tribos indígenas, enquanto existem há muito tempo cidades, ou seja, uma verdadeira vida urbana, esse mundo que por questões de subsistência, ultimamente tem o olhar direcionado para a Amazônia.
Esse conceito deve-se a falta de valorização e divulgação do imenso acervo cultural que a Amazônia detém de forma muito peculiar no que diz respeito à comida, à literatura, às artes-cênicas, à arquitetura, artes visuais, música, enfim, uma cultura da Amazônia. No que concerne à literatura da Amazônia, os grandes centros literários mantém-se alheios, talvez pela distância ou custos, ou talvez seja mais cômodo fechar os olhos e fingir que essa literatura não existe, deixando de conhecer e evidenciar a Amazônia, essa partícula do Brasil onde se produz literatura de rara beleza e complexidade, quando a contemplação da magia dos rios e da floresta é uma constância, onde ainda existe uma unidade entre a natureza e a cultura.
A literatura construída na Amazônia, seja a escrita por brancos ou por Índios, emerge de maneira espontânea do sonho e da paixão desses poetas e prosadores conduzindo-nos a um pensamento único, o de que a natureza é a nossa cultura, onde o poder econômico internacional não compra sequer uma “cúia” de água doce do nosso majestoso Rio Amazonas.


Manoel da Silva Vilhena (Jessén) Acadêmico do curso de Letras Português/Francês e suas respectivas literaturas da instituição IESAP Macapá AP

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Instituto de ensino Superior do Amapá
Disciplina: Literatura da Amazônia
Profª :Judivalda Brasil
Acadêmico: Jarlison Gualberto Ferreira

O presente artigo trata de uma Amazônia que enuncia incríveis padrões de riquezas, mas também o local de inacreditável concentração de uma riqueza literária incluindo em seu corpo a figura índio, com traços de branco, índio com traços de negro, memória viva da ação do colonizador europeu que de forma invasora tentou apagar uma cor vinda da terra, onde não se monta império, mas sim se nasce. Mais não foi o necessário para que se destruísse uma cultura tão forte cheia de vida, em uma mistura invejável trazendo na pele a diversidade cultural.
Para que se entenda um pouco desses aspectos, vimos as ricas literaturas amazônicas, que de forma extraordinária vem crescendo, não deixando de citar que são mais vistas pela própria região, no qual são valorizados as culturas do povo, as comidas, os costumes e a forma de comunicar-se; responsável também por trazer conhecimento, fazendo-nos deslumbrar com os grandes rios e as diversidades de animais. Por si só se resume a ampla literatura amazônica espalhada em uma região no qual se completa nosso país

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No que se refere à Literatura da Amazônia esta destaca-se pelo caráter mítico maravilhoso, aspecto este que segundo Marcio Souza, (2004) é de suma importância no âmbito literário amazônico, apesar deste contexto ser classificado na maioria das vezes pelos literários, apenas como regionalista. No entanto os mesmos aspectos que as em caixa nesse âmbito regional, são os mesmo que a englobam ao contexto universal.
ACADEMICO: Gerson Leandro Cardoso Lemos 7 –LIC-E
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 IESAP-Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina- Literatura da Amazônia
Professora- Judivalda Brasil
Acadêmica- Elcyane Silva Miranda, Turma- 7 LIC E.



Amazônia, terra vasta em longa escala de riquezas naturais, vegetais e culturais, inspiração para poetas, escritores, compositores, artistas que escrevem cantam e pintam essa região, fonte natural em medicamentos e produtos de estética, terra de lucros para os que a conhecem,extrai e leva para fora e volta patenteada. Terra explorada por “estranhos”, pois o verdadeiro dono dessa terra é o ser que a criou e entregou ao povo que aqui nasceu a guarda para cuidar, cultivar, preservar e fazer dela morada. Povo humilde que não viu o “olho gordo” de quem veio para cá visando o próprio lucro, o egoísmo capital, valendo-se da ignorância desse povo que se deixou iludir com simples promessas. Mas é esse povo que apresenta uma rica cultura, inspiração por sua beleza em misturas de raças, cores alegria, música, canto, tanta riqueza capaz de inspirar-me, uma autêntica representante desse povo, orgulhosa por assim será escrever esse texto que pode ser considerado literatura da Amazônia.

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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina: Literatura da Amazônia
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmico: Jackson Jonas Gualberto Ferreira

Do pico do Monte Roraima, passando pelas águas do rio Negro, rio Branco, Amazonas e Tapajós, até desfrutar o Ponto Zero do Marco Zero no Estado do Amapá. Observam-se as humildes, porém ricas casas dos nossos caboclos ribeirinhos, que ao entardecer tomam banho de rio, pescam e caçam em seu depósito natural, no qual encontra-se um incomparável estoque de alimentos para sua sobrevivência.
Através da literatura da Amazônia transmite-se a cultura, histórias, lendas e realidades vivenciadas pelo honrado povo que desfruta dessas e outras peculiaridades inerentes de uma região tão rica pela sua diversidade. Em meio a uma literatura não tão condizente quanto às intermináveis e belas inspirações existentes nesta região, surge uma sutil e tímida tentativa de registrar os fatos realizados neste belo espaço.

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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina: Literatura da Amazônia
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmica: Patrícia Tiele Aline da Silva Soares
Turma: 7-Lic-F


Ao conhecer sobre a Amazônia, na disciplina de Literatura Amazônica, ministra pela professora Judivalda Brasil, oferecida pelo Instituto de Ensino Superior do Amapá, percebe-se que a Amazônia oferece em abundância o primeiro fator. Ela possui uma das mais importantes províncias minerais do planeta e é, neste campo, auto-suficiente. Tem terra abundante e propícia para o desenvolvimento da agricultura familiar, da agroindústria e da pecuária, e já é apontada como um dos principais produtores mundiais de gado nesta década que se inicia.
A floresta amazônica, a principal floresta tropical do mundo, guarda a maior reserva planetária de biodiversidade, credenciando a região como o principal laboratório natural para experimentos revolucionários no campo da biotecnologia, dos experimentos genéticos, químicos, de grande repercussão na produção futura de produtos de ponta, como os fármacos, as fibras e os óleos naturais.
Apesar de toda essa riqueza disponível, à Amazônia ainda não foi agregado o segundo e mais importante elemento da equação: o conhecimento científico. E esta é uma questão política, e não técnica, que supõe um projeto de nação. Sem o conhecimento científico na área dos autores regionais que escrevem sobre essa terra. Diante disso, sabe-se que durante os anos, os autores não têm à devida valorização, apesar de seus livros publicados.
Contudo deveria haver politicas públicas direcionados em toda a educação e no contexto da Literatura da Amazônia, como professores deveriam saber mais sobre essa Terra, os leitores poderiam buscar ler sobre sua região, de forma que fortaleceria em todos os sentidos uma politica para aqueles que dependem dessa forma de socialização para o acesso ao ensino de qualidade e a absorção de novos conhecimentos. Em relação a Amazônia, os autores e os leigos no assunto são as melhores possíveis, pois são evidentes os problemas e as dificuldades encontradas em publicar um livro. Todavia, em relação ao ensino, percebe-se uma evolução e desenvolvimento quanto a sua aprendizagem.
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COMENTÁRIO SOBRE A LITERATURA DA AMAZÔNIA

Sirley Furtado Loureiro*

Judivalda Brasil**

A Literatura da Amazônia é representada pelo Dom, pela Paixão, sem se preocupar se foi escrita pelo branco, pelo índio, pelo rico ou pelo pobre, ela é registrada de maneira objetiva para justificar a existência de um povo que possui: sua cultura, seus costumes, seu jeito de agir, de se vestir, sua maneira de pensar, seu modo de vida e sua gastronomia.
Essa literatura descreve a cultura de um povo simples, mas que desenvolve sua verdadeira história; de muita riqueza, muita beleza, que sabe preservar suas peculiaridades e que resiste as transformações ao longo da história e assim, constrói sua própria história. A Literatura da Amazônia descreve o regionalismo, embora, saibamos que existem pensamentos de que ser regional é ser primitivo. Isso não é verdade, pois, ao falar em regional significa, falar da realidade vivida por um povo, e ter conhecimentos diversificados para falar do universo, com um discurso concretizado de maneira diferente, desde que conserve a essência do tema desenvolvido, descrevendo aspectos pertinentes a região, a questão cultural de uma sociedade garantindo a diversidade dessa cultura.
A Literatura da Amazônia é assim, ela retrata a história de um povo regionalista, descrevendo exatamente a maneira dessa região, preservando: valores, a língua e as crenças de uma sociedade. Diversificando-se em várias obras, explanando a questão econômica da sua própria natureza e de suas riquezas naturais, por exemplo, a castanha do Pará, sem esquecer a beleza dos rios e florestas entre outras.
A Literatura da Amazônia, embora seja mais específica, ela também descreve assuntos universais, fazendo referência a diversos temas sobre as outras literaturas.
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LITERATURA DA AMAZÔNIA


Rosilene de Oliveira Campos*

Judivalda Brasil**


Este artigo é resultado de várias produções realizadas na sala de aula, juntamente com a professora Judivalda e os demais acadêmicos.
Falar de literatura da Amazônia é falar de nossas raízes, nosso povo, nossa cultura, nossa comida. Márcio Souza relata que embora Brasil se orgulhe de ter conquistado a Amazônia, o povo amazônico soube resistir e preservar suas peculiaridades, continua havendo uma cozinha, uma literatura, artes-cênicas, arquitetura, artes visuais, música, uma cultura da Amazônia.
Há uma maneira de ser do homem do extremo norte, que nunca será aniquilada. O que precisamos é intensificar as trocas entre as culturas regionais brasileiras, muitas delas com passados semelhantes, unidas pelo sentimento de brasilidade e irmanadas pelo agridoce idioma de Camões.
Assim, a literatura que se faz no Amazonas não importa por quem foi escrita, seja pelo branco ou índio, no sonho e paixão dos autores, parece dizer que a natureza é o nosso maior patrimônio.
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LITERATURA DA AMAZÔNIA


Joyce Lima Oliveira*

Judivalda Brasil**
Este artigo foi produzido a partir de estudos realizados em sala de aula no decorrer do semestre acerca do que seria a Literatura da Amazônia. Ao ler materiais sobre a literatura da Amazônia, pude observar que não todos, mas uma grande parte dos autores da mesma tratam de sua região, de sua cultura e principalmente da beleza que a região possui.
A região amazônica foi disputada por toda sua exuberância, sua grandeza e nós temos o privilégio de habitar nela e de conservá-la. Sendo assim nossa personalidade e identidade estão sim bem interligadas com a grandeza de nossa região amazônica, até porque não são todas as pessoas que gostam daqui pelo fato de ser “ só mato”, mas a literatura retratada pelos autores amazônicos mostram que isso não é verdade, e através de suas obras repassam às referências que conferem as identidades de cada região.
A Literatura da Amazônia trata dos costumes, das crenças, da cultura em geral e do cotidiano de quem mora nela, temos também muitas comidas típicas cobiçadas por outras regiões, como o açaí, o vatapá, o tacacá, entre outros.
É muito bom ver nossos cantores, pintores, autores e poetas regionais escrevendo suas músicas e fazendo suas obras e transmitirem para as outras regiões para que nossa cultura, nossos costumes, enfim nossa região seja conhecida, admirada e valorizada por todos, não só pela sua beleza, mas também por todos nós que a fazemos mais bela ainda.
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IESAP-Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina- Literatura da Amazônia
Professora- Judivalda Brasil
Acadêmica- Ana Dula Pereira Barros Turma- 7 LIC F.

Artigo sobre a literatura da Amazônia

Para entender a Literatura da Amazônia é necessário conhece-la primeiro, muitos autores e estudiosos da história literária classificam-na de várias formas, entre as principais formas de classificação é de regionalista e as vezes até de uma literatura sem valor, fazem tudo isso sem ao menos ter lido uma obra, sem conhecer Dalcídio Jurandir, sem ler Galvez, Imperador do Acre de Márcio Souza, sem dá uma chance ao Miltom Hatoum com seu Relato de Um Certo Oriente, mas é desta forma que acontece outros impões uma aculturação oprimindo as manifestações artísticas da região e os indivíduos locais acabam aceitando esta imposição e sofrendo com uma crise de identidade, onde a principal consequência é ficar alheio a sua cultura.
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IESAP-Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina- Literatura da Amazônia
Professora- Judivalda Brasil
Acadêmica- Clícia de Aquino Sales Turma- 7 LIC F.

Artigo sobre Literatura da Amazônia

Antes de entender a Literatura da Amazônia, o foco tem de ser conhecer a história deste povo, de sua cultura, de suas produções artísticas, pois influenciará na percepção da realidade, por conseguinte proporcionar uma reflexão sobre o que é a verdadeira literatura da região e principalmente se a ela cabe o papel de somente regional, para olhar a Amazônia é preciso primeiro olhar os paradoxos que envolve o Brasil, afinal transpondo o falar de Gregório Matos, onde o todo não existe sem as partes e nem as partes existem sem o todo, pois mostra de forma esclarecedora a relação Brasil/Amazônia.
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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IESAP
PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL
ACADÊMICA: simoni Barbosa Brito
TURMA: 7lic.F.N

ZAGURY, Leão Moysés. Expectativas: Volume II. Macapá. Amazongraf, 2003.

O livro “Expectativa” é um volume literário com reflexões descontraídas, irreverente, analítico e lírico. São poemas, comentários, breves análises literárias sobre outros autores e referências bibliográficas de pintores renomados no Estado do Amapá.
Leão Moyses Zagury, nasceu na cidade de Rio de Janeiro em 11/02/1952, mas ainda criança veio morar em Macapá, começou a escrever já na idade adulta. Em 1991 publica seu livro de estreia “Ciranda Matinal” e três anos depois lança “Cidade sem Posto”. Sua vida intelectual é bastante socializada a partir de 1991, quando passa a palestra no meio estudantil e instituições culturais, sempre focado para o âmbito literário. Em 2001, lança o livro “Expectativa” volume I, que aborda poemas, crônicas, comentários e curiosidades.
O autor inicia seu livro Expectativas II, com poemas curtos abordando várias temáticas e dentre essas estão “Marabaixo”, “Curiaú”, “Amor”, outros que falam de paz, religião, poesias, promessas, sentimentos, pensamentos e etc.
Depois faz pequenas análises dos contos “Auto Psicografia” de Fernando Pessoa, “A Simbologia do Conto Quatro” de Eneida de Virgílio. Faz análises de personagens de peças como “Eurípedes: mídia e a versão de Chico Buarque” de Holanda, e Paulo Pontes “Grande Sertão”, “Veredas” de Guimarães Rosa. Faz análise também dos personagens do livro “A hora da estrela e outros” de Clarice Lispector e do poema “Cidadezinha Qualquer” de Carlos Drummond de Andrade, e “o teatro da antiguidade até as comédias” de Martins Pena.
Em seguida apresenta algumas publicações em jornais sobre diversos assuntos, por exemplo, “Nunca há um momento específico para ocorrer”, “Literatura”, “Beleza e Feiúra”, “Conceitos Relativos, “Passagem pela Terra”, “Variação Temática”, “Hoje”, “Lírico”; “Preparação”, “Plano Espiritual”, “Manipulação”, “Espiritualidade”, “Ainda falando do Projeto Raízes”.
E finaliza citando em seu livro, curiosidades literária e bibliografias de importantes pintores do Estado do Amapá como: R. Peixe, Marreiros, Mara Dalila, Heldson Corrêa, Ailam Magalhães, e Manoel Sobral. E por fim expõem algumas fotos dos pintores citados.
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Acadêmica: Riseemberg Monteiro turma: 7 LIC-F

Artigo sobre a literatura da Amazônia

A Literatura da Amazônia e como a própria Amazônia explorada de forma incorreta, é preciso observar esta literatura, ver suas distinções das outras literaturas, ver a influência que o mito traz para a produção literária é perceber que ela é importante, mas ao contrário também é necessário conhecer suas semelhanças, os aspectos Clássicos, Barroco e de outras escolas literária que acabam influenciando a produção da região, enfim tanto em prosa quanto em poesia o importante é conhecer, porque ilumina a consciência, nos aproxima de nossa própria cultura e não permite que se esqueça algo que é muito significativo para todos.
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IESAP-Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina- Literatura da Amazônia
Professora- Judivalda Brasil
Acadêmico- José Alessandro Camelo Bezerra, Turma- 7 LIC E.

Literatura da Amazônia

Literatura da Amazônia, na Amazônia ou qualquer outra forma de denominação que dão para ela, isso não importa, porque o mais importante é resgatar a história literária da região que vem se debilitando nesse confronto entre culturas, em que a pior das consequências é o esquecimento desta manifestação artística pelos próprios indivíduos da Amazônia. Por isso é preciso observá-la, conhecer sua história para que exista um reconhecimento, para que obras criadas em favor da região sejam vistas como um doce delicioso, onde o leitor deve devorá-la vorazmente, para que internalize esta cultura e permita a reflexão, onde o ressoar desses pensamentos quebrem limites, extrapolem fronteiras e atinja um caráter cosmopolita, afinal, parafraseando o personagem Riobaldo de Guimarães Rosa: A Amazônia é do tamanho do mundo.
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Acadêmica Leidilene Alves – 7 LIC-E
A Literatura da Amazônia é denominada assim por descrever uma cultura inteira que se une em prol de uma verdade regional, não que isso queira dizer que esses escritores aceitem ser chamado somente de regionalista, mas sim que reivindicam sua presença no cenário literário nacional, pois são conscientes que se não fizerem parte da tradição literária estão sujeito ao esquecimento. Diante de tudo o aniquilamento está bem visível, é preciso atentar para verdade regional, pois mataram nossos ancestrais indígenas, deram a ele o papel de antagonista na literatura, dizem que os nossos escritores passam uma imagem anacrônica do país e demasiadamente regionalista, mas se pararmos para observar a frase do romancista russo Tolstoí que diz: “Se queres ser universal começa por pintar a tua aldeia”, perceberemos quem acabou fazendo a melhor escolha.
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A LITERATURA DA AMAZÔNIA
ANA MARIA DA CRUZ CARDOSO*
A valorização da nossa história começa a partir da literatura que se faz da Amazônia e para a Amazônia que se desenvolve e manifesta-se na literatura brasileira, contribuindo para a história política, econômica e social do Brasil. A Literatura Amazônica é a literatura transparente do seu povo, desde sua fala ribeirinha, do traje tropical, da dança com requintes indígenas, do cardápio requintado pelo tucupi, do energético açaí, até as plantas medicinais.
Assim como o Rio Amazonas e a Floresta Amazônica está para o mundo, a literatura também está aos quatro canto da terra, através dos escritores: Domingos Antonio Royal, Antônio Tavernad, Bruno de Menezes, Haroldo Maranhão, Rui Barata, Juraci Siqueira, Adalcinda Camarão, Daniel Rocha, João Bosco Maia,, Paulo Vieira, Edilson Pantoja, Carlos Corrêa Santos, Paulo Tarso, Andrio Oliveira, Luli Rojanski, dentre outros.

*ACADEMICA DO CURSO DE LETRAS – LICENCIATURA – IESAP
Professora : Judivalda Brasil
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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmico: David Clayton Miranda Pereira
Disciplina: Literatura da Amazônia
Curso: Letras Licenciatura Português/Francês e suas respectivas Literaturas
Turma: 7 LIC-F-N
Data: 23 de dezembro de 2011

A LITERATURA NA AMAZÔNIA

David Clayton Pereira1


Resumo
O presente artigo trata sobre a existência de uma Literatura tipicamente amazonida. Uma literatura que aborde as principais características dos povos do norte com seus costumes, crendices e cultura. O caboclo que vive na beira do rio, com sua caça e pesca, com sua linguagem própria. A partir dessas características este artigo reflete sobre os principais argumentos da Literatura da Amazônia. Questionamentos como “Podemos chamar de Literatura da Amazônia para obras produzidas em nossa região?”; “Quais aspectos são primordiais para que uma obra seja considerada Literatura da Amazônia?”. Bem como sobre a importância e valorização da identidade cultural de um povo, através do uso de uma linguagem que retrate este regionalismo em função da literatura como registro da cultura de um povo.
Palavras-chave: Literatura da Amazônia; Regionalismo; Cultura.

A Literatura sempre foi referência para mostrar a história da humanidade, para buscar compreender os costumes, o comportamento, as perspectivas e o modo de enxergar o mundo. Uma Literatura que garantisse a identidade de um povo de uma cultura com suas particularidades.
O homem sempre teve a necessidade de perpetuar seus feitos, assim a literatura sempre foi ferramenta de construção e de organização coletiva, porém sempre iniciando em pontos e lugares estratégicos. Como por exemplo, a Escola Literária Romantismo que iniciou-se na Europa e depois ganhou o mundo.
Uma literatura para ser universal ela deve contribuir em algumas questões para crescimento e desenvolvimento da sociedade, com seus valores, conceitos e conhecimento de mundo. Assim para sermos reconhecidos enquanto literários, podemos sim ser regionais, apresentando nossos costumes, valores, comportamentos e modo de enxergar o mundo.
Ser regional é valorizar aquilo que é seu de direito, é garantir sua identidade enquanto individuo que faz parte de uma sociedade. Porém este regionalismo deve apresentar crescimento social não só para sua região de origem, mas também para o resto do mundo. Divulgando as características peculiares de um povo em evidência.
A literatura é o meio pelo qual o homem define a cultura, os costumes da vida de um povo, em uma determinada época, abrangendo características próprias de um povo. Por meio da literatura vemos o retrato e a grandiosidade da natureza em relação ao povo amazônico, exaltando seus costumes e a essência de um povo nascido a margem do rio Amazonas.
O povo amazônico é bastante ligado as características da região, como por exemplo: as comidas típicas, os remédios caseiros e as crenças. Pois mesmo que a região amazônica receba tecnologia, o espírito guerreiro da natureza vai sempre estar vivo em cada filho da terra amazônica.
Ao se referir em Literatura Amazônica, expressa então diversos setores da região historicamente e geopoliticamente. Assim temos uma literatura que tanto exalta as riquezas à beira do rio e da natureza amazônica como denuncias às mazelas sociais.
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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Disciplina: Literatura da Amazônia
Prof: Judivalda Brasil
Acadêmica: Kelly Cristina Ramos Pereira - 7 LIC F N

A Literatura Amazônica tem um importante papel no que concerne ao incentivo à leitura, à valorização da cultura regional e ao meio ambiente local, é uma literatura rica em peculiaridades, poemas, poesias, culinária, musicalidade, o modo de ser do caboclo-ribeirinho, entre outros. Tal Literatura age como uma ferramenta indispensável dentro desse processo educacional e social, pois ela estar totalmente interligada ao cotidiano das pessoas, enfatizando os pormenores detalhes de uma região, nesse contexto, os autores, ou melhor, os artistas regionais, fazem questão da exaltação sobre a Literatura Amazonense, pois na maioria das vezes, vivem inseridos nesse cotidiano aqui citado, sabem exatamente fazerem usos de suas palavras , divulgando assim cada vez a cultura local.
Os “artistas” regionais descrevem “seu amazonas” de forma interessante e com dinamismo, para que assim a Literatura da Amazonas possa se expandir e ser valorizada cada vez mais, e também para que mais pessoas possam estar conhecendo e apreciando as culturas de cada lugar amazônico.
Diante do exposto, torna-se necessário o ensino da Literatura em questão, pois ela é o alicerce da valorização da cultura regional, essa causa precisa ser de todos , precisamos abraçá-la em prol de uma sociedade mais rica de conhecimento, e que tal conhecimento possa ser repassado com o intuito de mantermos sempre viva essa diversidade existente na Literatura da Amazônia.
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Instituto de Ensino Superior do Amapá
Letras Licenciatura Português-Francês
Disciplina: Literatura da Amazônia
Professora: Judivalda Brasil
Acadêmica: Francinne Murielle da Silva
Turma 7 LIC F N

No primeiro contato com a disciplina Literatura da Amazônia, podemos dizer que imaginamos falar somente do que está ligada a região da Amazônia, mas, no decorrer das aulas percebemos que estudar esta disciplina, vai além disso e como ponto principal é conhecermos os autores da Região, além de valorizarmos seus escritos.
Como citado mais acima, por serem autores amazônicos chegamos a imaginar que nas obras teremos apenas escrituras com termos regionais, imagens e locais que identifique o autor, como da Amazônia, mas este pensamento é falso, não é se trata de utilizar expressões regionais, isso não é obrigatório, podemos dizer que, opcional, vai de cada autor. Os escritos caracterizados com os elementos culturais, fauna, flora, riqueza, costumes são complementos e não obrigatórios.
Literatura da Amazônia, é nada mais que a valorização da cultura, é o respeitar os autores que nascem e querem tornar suas obras conhecidas, como qualquer autor, e como todo autor, eles também têm um sentido, um motivo, um gostar de escrever.
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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ
PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL
ACADÊMICO: KÁIUS VINÍCIUS T.P. DA COSTA
TURMA: 7-LIC-ESPANHOL-N

LITERATURA AMAZÔNICA

Os estudos hoje, sobre a Literatura Amapaense, são puntiformes para que seja possível alavancar tal cultura. A educação básica no Brasil deixa a desejar também no aspecto cultural. Os livros didáticos, aplicados nas instituições de ensino, retratam as regiões sul e sudeste do país, o que impossibilita também o conhecimento e promoção das culturas existentes na região norte, em especial, a cultura amapaense.
A relevância da Literatura está na promoção da cultura, esta que traz consigo numerosos valores e ideais de um povo que também porta características brasileiras e se dispõe a somatizar com o desenvolvimento cultural e artístico do país. Os PCN’s estabelecem propostas para que conteúdos do cotidiano e de relevância sejam trabalhados em sala, através de uma perspectiva que valoriza, não somente as práticas docentes, como também o consumo de aprendizagem dos alunos, e como conseqüente, o preparo de tais alunos para a vida social. Porém, nem como transversalidade, é-se ensinado Literatura Amapaense.
Muitos estudos, cristalizados em universidades, tem contribuído para que a Literatura Amapaense seja transformada em componente curricular e assim, leve à sociedade amapaense, informações sobre a consolidação de sua cultura. Parte do desconhecimento das riquezas amapaenses é proveniente da falta de divulgação desta, e decorrência disso, a cultura, por pessoas de outras regiões, é taxada como sendo inexistente e/ou evasiva, desprovida de valores e carregando apenas, características indígenas. É possível saber que isso não verdade. De fato, isso acontece devido à falta de divulgação da cultura, a escassez de informações sobre ela, e com isso, faz com que as pessoas se tornem medíocres, alegando apenas o que deduzem.
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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – IESAP
PROFESSORA: JUDIVALDA BRASIL
ACADÊMICA: JUVANDIRA MORAIS DE SOUZA MARINS
TURMA: 6TRAD- F

LITERATURA DA AMAZÔNIA

A literatura da Amazônia tem suas metáforas e analogias que caracterizam os elementos como costume, cultura, fauna, flora, riqueza. Pois há o contraste entre a imensa riqueza de bens naturais que a floresta proporciona. Formando assim, uma literatura aderida à Amazônia, a contemplação da beleza dos rios e da floresta é uma constância, podendo ser associada a uma sentimentalidade sem fim. Inspira uma grandiosidade imensidão da bacia hidrográfica, com seus leitos e afluentes, que mostram seu valor e sentido com suas facetas diferenciadoras de forma concreta e atenuada.
Os escritores que se incluem no período realista-naturalista, momento em que se inicia uma literatura amazônico-paraense. Já o descritivismo próprio desse estilo intervém como estratégia de fixação da natureza que se insurge como paisagem e ambiência convulsas para compactuar com os choques que empurram os andamentos da história. Desde a Colônia, esses temas são constantes. As formas mudam, muda a forma de dizer, mas o homem e sua expressão essencial, as questões específicas e existenciais se emparelham e seguem e irrigam sua palavra. Os poemas transcritos constituem-se como um painel falante em si. Os poemas se falam, demarcam suas posturas. São a prova de que os caminhos distantes da Amazônia atravessam à palavra que se conclama a verdadeira identidade Amazônica.
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Marcelo de Jesus Chucre(*)

Desde os tempos iniciais da colonização a Amazônia vem sendo espaço fértil para criação de representações das mais diversas riquezas literárias. No século XX literatos vêm se destacando na construção de imaginários sociais sobre a região com suas obras inspiradas nas ricas sugestões do mundo amazônico, embora não muito numerosas, configuram um aspecto interessante no panorama da literatura brasileira, em função de seus traços de originalidade, assim como a obra do escritor Roraima Alves que foi fonte de trabalho cientifico no Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP na turma 7LIC-F-T, orientado pela ilustríssima professora Judivalda B. no curso de Letras. Esses traços típicos do mundo amazônico quer os da natureza, quer os da economia e da sociedade da região, condicionados pelos primeiros, depois de haverem sido focalizados, desde a época colonial e notadamente na primeira metade do século XIX, por vários cronistas (viajantes, naturalistas, ensaístas), serviram de tema de inspiração no século passado, a alguns autores que de certa forma contribuíram para a formação de uma literatura regionalista da Amazônia. Em síntese, percebeu-se que suas produções literárias representam ou refletem, de um lado, o sentimento de inferioridade ou de humilhação do Homem, como que esmagado pelas forças da natureza, nessa terra amazônica.
Portanto neste contexto cultural a literatura amazônica é construída como elemento principal, assim como a intelectualidade artística local que ocupa um papel central na construção de imagens regionais, onde observou-se a partir da obra do escritor amapaense Paulo Tarso a sua contribuição para construção de uma tradição literária regional que tem na cultura cabocla a sua base e sustentação.

(*)Acadêmico do curso de Licenciatura Plena com habilitação em Língua Portuguesa/Francesa e suas respectivas literaturas do Instituto de Ensino Superior do Amapá - IESAP - marcelodejesus.c@ig.com.br
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A Literatura Amapaense é cheia de riquezas, como lendas populares, dia a dia do povo, mas principalmente rica de sentimentos e histórias de vida dos autores, que contam de uma maneira musical e encantadora.
Obdias Araújo - autor de
Apologia e Praça - Pinga - Mágoa & Poesia

Dentre os autores amapaenses está Obdias Araújo, um grande escritor que desenvolveu sua habilidade de escrever, observando as coisas que se passam ao seu redor, com ajuda de sua sensibilidade adquirida na música, às vezes tocando flauta ou soprando de modo magistral o trombone de vara.
Infelizmente hoje, o poeta não segue mais este caminho, porém ficam as marcas de alguém que muito contribuiu para a literatura Amapaense, bem como outros escritores que por falta de apoio não conseguiram persistir em sua caminhada.
Sendo assim, fica aqui uma visão de que esta literatura precisa ser mais explorada e valorizada, sendo abordada também nas escolas e universidades, que darão continuidade a esse riquíssimo trabalho que compõe grande parte do legado cultural do povo amapaense.


Suelen Araújo da Silva
Acadêmica do curso de Letras da Instituição de Ensino Superior do Amapá
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LITERATURA DA AMAZÔNIA

VALCICLEIDE VIANA DIAS (*)

A Literatura da Amazônia vem exaltar e mostrar a cultura, a linguagem e costumes de um povo, que precisa ser conhecido, respeitado e valorizado. Para tanto, muitos escritores têm contado e mostrado em suas obras fatos recorrentes da vida do povo amazônico.
Nesse sentido, percebe-se que a região amazônica é rica em autores, entre eles contistas, cronistas, poetas, dramaturgos e outros. E que necessitam ter suas obras publicadas e conhecidas tanto na região amazônica, quanto no Brasil e fora dele. Deste modo, é necessário haver mais incentivo do governo, de instituições públicas e privadas para apoiar os escritores em suas produções e publicações.
Desta forma, precisamos de políticas públicas comprometida com a legalização da disciplina de Literatura Amazônica na grade curricular, para que alunos possam conhecê-las, levando em consideração que os vestibulares e concursos públicos inserirão no conteúdo programático a Literatura da Amazônia, sendo que, os educandos não tem esta disciplina e nem acesso a essas literaturas, pois sua divulgação é escassa e delimitada.

(*) Acadêmica do 7º período do curso de Licenciatura Plena em Letras Português/Francês e suas respectivas Literaturas da turma: 7LIC-F-T  
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2 comentários:

Suelen Araújo disse...

A Literatura Amapaense é cheia de riquezas, como lendas populares, dia a dia do povo, mas principalmente rica de sentimentos e histórias de vida dos autores, que contam de uma maneira musical e encantadora.
Dentre os autores amapaenses está Obdias Araújo, um grande escritor que desenvolveu sua habilidade de escrever, observando as coisas que se passam ao seu redor, com ajuda de sua sensibilidade adquirida na música, às vezes tocando flauta ou soprando de modo magistral o trombone de vara.
Infelizmente hoje, o poeta não segue mais este caminho, porém ficam as marcas de alguém que muito contribuiu para a literatura Amapaense, bem como outros escritores que por falta de apoio não conseguiram persistir em sua caminhada.
Sendo assim, fica aqui uma visão de que esta literatura precisa ser mais explorada e valorizada, sendo abordada também nas escolas e universidades, que darão continuidade a esse riquíssimo trabalho que compõe grande parte do legado cultural do povo amapaense.


Suelen Araújo da Silva
Acadêmica do curso de Letras da Instituição de Ensino Superior do Amapá

Marcelo Chucre disse...

LITERATURA AMAZÔNICA

Marcelo de Jesus Chucre(*)

Desde os tempos iniciais da colonização a Amazônia vem sendo espaço fértil para criação de representações das mais diversas riquezas literárias. No século XX literatos vêm se destacando na construção de imaginários sociais sobre a região com suas obras inspiradas nas ricas sugestões do mundo amazônico, embora não muito numerosas, configuram um aspecto interessante no panorama da literatura brasileira, em função de seus traços de originalidade, assim como a obra do escritor Roraima Alves que foi fonte de trabalho cientifico no Instituto de Ensino Superior do Amapá – IESAP na turma 7LIC-F-T, orientado pela ilustríssima professora Judivalda B. no curso de Letras. Esses traços típicos do mundo amazônico quer os da natureza, quer os da economia e da sociedade da região, condicionados pelos primeiros, depois de haverem sido focalizados, desde a época colonial e notadamente na primeira metade do século XIX, por vários cronistas (viajantes, naturalistas, ensaístas), serviram de tema de inspiração no século passado, a alguns autores que de certa forma contribuíram para a formação de uma literatura regionalista da Amazônia. Em síntese, percebeu-se que suas produções literárias representam ou refletem, de um lado, o sentimento de inferioridade ou de humilhação do Homem, como que esmagado pelas forças da natureza, nessa terra amazônica.
Portanto neste contexto cultural a literatura amazônica é construída como elemento principal, assim como a intelectualidade artística local que ocupa um papel central na construção de imagens regionais, onde observou-se a partir da obra do escritor amapaense Paulo Tarso a sua contribuição para construção de uma tradição literária regional que tem na cultura cabocla a sua base e sustentação.

(*)Acadêmico do curso de Licenciatura Plena com habilitação em Língua Portuguesa/Francesa e suas respectivas literaturas do Instituto de Ensino Superior do Amapá - IESAP - marcelodejesus.c@ig.com.br