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25 de ago de 2010

A CONTRIBUIÇÃO DAS TRIBOS INDÍGENAS DO AMAPÁ E DO NORTE DO BRASIL PARA A EDUCAÇÃO E A QUALIDADE DE VIDA.

Livro divulga a filosofia feita na Amazônia – A contribuição das tribos indígenas do Amapá e do Norte do Brasil para a educação e a qualidade de vida.




Educação - Coletânea reúne textos sobre a questão indígena, educação e violência na região.

Foi lançado em Belém o livro "Educação na Amazônia", uma coletânea de textos de um grupo de educadores e pesquisadores dos estados do Amapá e Pará, resultado de anos de pesquisas em cursos de mestrado e doutorado. Os artigos tratam sobre sete temas relacionados à construção e aos fundamentos de uma filosofia da educação, desenvolvida a partir da vida e de elementos típicos da região amazônica. O trabalho foi organizado pelo professor de Filosofia Gerson Nei Lemos Schulz, mestre em Ciências da Educação, gaúcho que trabalha em Macapá (AP). O professor percebeu ser muito rara a literatura sobre educação da região Norte. O objetivo é que o livro seja usado do ensino básico ao superior.


O professor Gerson Schultz diz que inexiste pensamento filosófico a partir de uma filosofia construída no Brasil, porque, segundo ele, os pensadores brasileiros se baseiam na filosofia européia ou norte-americana e o País é inexpressivo dentro do pensamento filosófico latino-americano. A partir dessa condição, ele investiu em pesquisa e escreveu artigo sobre a contribuição das tribos indígenas do Amapá e do Norte do Brasil para a educação e a qualidade de vida.


De acordo com ele, a tradição diz que os índios viver em função do mito, que é irracional. Mas na pós-modernidade, o antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss, considerado o fundador da "Antropologia Estruturalista", morto no ano passado, constatou que o mito não é irracional, porque também é uma forma organizada de ver o mundo.


"Os índios não acumulam bens, não têm o Estado como organização, mas são organizados", diz. Outro aspecto é a própria concepção de espaço. "Nas aldeias indígenas, quando eles alcançam cerca de 300 habitantes, é tradição que o excedente populacional se retire para fundar outra tribo, por isso nunca há superpopulação, como nas cidades” , afirma. "Quero mostrar que o brasileiro precisa olhar para a sua cultura, principalmente a cultura de orígem, de raízes indígenas, a proposta não é viver como eles, mas aprender com a cultura deles uma forma própria de nos relacionarmos com a natureza de forma equilibrada" ensina.


O artigo "A Violência Escolar na Região Amazônica" é do paraense Matias Ferreira do Nascimento. Ele é professor aposentado pelo antigo Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e leciona atualmente em colégios particulares. Depois de verificar que assunto começou a ocupar muito espaço na mídia nacional e regional, ele constatou que todas as publicações sobre o tema omitiam o problema das escolas na região Norte. E descobriu que em cidades pequenas e jovens, como Macapá, o fenômeno era tão grave como em cidades grandes.


A abordagem sobre o fenômeno acaba acontecendo dentro das escolas. "Professores e alunos procuram resolver os problemas, mas não reúnem outros grupos para juntar forças e combater a violência, eu sugeri de que haja um enfrentamento mais corajoso e mais democrático de todos os setores da sociedade para causar impacto nesse enfrentamento", afirma. Ele diz que o problema não é somente um fenômeno da escola ou de estado, mas também começa na família. Em Macapá, onde a imigração causa crescimento desordenado da cidade, há fatores de ordem política e cultural que influenciam na violência.

Em Macapá, o livro está disponível nas seguintes livrarias: Transamazônica, Acadêmica, Didática e Amapaense. 

Contatos com o autor:
(96) 91152806 e 88037201



Fonte desta matéria:
Jornal O Liberal - Belém - PA

http://www.oliberal.com.br/index.htm

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