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11 de out de 2007

UM POEMA DE ERICK BOAVENTURA




Erick Boaventura e Carla Nobre (foto no Teatro das Bacabeiras) são integrantes do Grupo Abeporá das Palavras, artistas que levam a poesia para muitos lugares do Brasil, seduzindo, encantando e incentivando as pessoas a gostar da arte milenar do verso e da dramaturgia.

Neste poema, Erick tece um roteiro de seu existencial nas teias da poesia.



? Poeta

Sou um homem meio poeta,

Sento-me na beira do rio

E pergunto aos ventos todos os sentidos,

Sentindo na alma que se amiúda

Numa nova paixão avassaladora.

Corro entre buracos, moro quase juntos aos ratos

E nos pratos: o suor,

E na mente: a poesia.

Sagro-me numa poeira,

Salto em ornamento em piscinas poéticas

E danço entre pétalas e corro entre esqueléticas e gorgorões.

Sou um quase poeta (Não quero ser um)

Por essa eterna dama que me endossa em almas.

Chuto os ventos e nunca acerto o incerto

O quase poeta nunca erra, viaja em constelações,

E eu amo a calma e vivo entre os ruídos,

Gosto de uma voz e ouço a multidão

E olho nos olhos de cada... Na íris...

De um arco-íris de uma romaria colorida

Sem o pote de ouro no final,

Meus ouros, tesouro os acham em peitos palpitantes,

Em pés, em olhos, em andares e principalmente em cheiros.

Ando com a poesia, ando em poesia em ruas, em quartos...

E a única bela em corpo e em saudades poéticas

Faz-se em estéticas prazerosas, prazer-rosas...

Para a flor de amor, quase poeta ama... E muito a única.

Sou um menino poeta

Um grande quase poeta

Não Quero ser um velho poeta.

Mas, a poesia é célula,

É um aglomerar de ânsias e desejos...

Vou tentar ser um poeta grande

Para convidá-los a exaltar o artista

Que se arma com o lápis e defende-se com o papel e avança em palavras.

(Erick Boaventura)


Rio-Mar

Esse teu olhar de rio
Faz-me querer ser mar...
Te beijar...
Para nos encontrar... É destruir
Em paixão todas as barreiras naturais
E ir ao sobrenatural... Te amar

(Erick Boaventura)


Contatos:
erick-boaventura@hotmail.com
(96)8115 1236

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