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10 de fev de 2006

ARTHUR NERY MARINHO

O poeta e jornalista Arthur Nery Marinho participou da primeira antologia poética Modernos Poetas do Amapá (1960) ao lado de Alcy Araújo, Ivo Torres, Aluizio e Álvaro da Cunha. Nasceu em Chaves - PA, no dia 27/09/1923 e faleceu a 24/03/2003, em Macapá, onde chegou em 1946. É autor das obras poéticas Sermão de Mágoa (1993) e Cantigas do meu Retiro (2003), esta publicada postumamente pela Tarso Editora e Imprensa Oficial e integral apoio da APES. Essa geração de poetas burocratas (eram todos funcionários públicos do Território do Amapá) deixou sua marca nas letras e continua a influenciar as novas gerações. Dela fazem parte Cordeiro Gomes, Aracy de Mont`Alverne e Aloísio Brasil - Texto: Paulo Tarso Barros - paulo.tarso@uol.com.br




Mundo de Angústia(Artur Nery Marinho)

Eu sou Senhor de todos os tristonhos,
Talvez o mais tristonho e o mais calado,
Pois carrego no peito, agrilhoado,
O fantasma de todos os meus sonhos.

A vida que me dera dias risonhos,
Tornou-se austera e transformou-se no fado
Vi-me, porque sorrir, condenado
A sofrer golpes rudes e medonhos
Assim é que minh’alma, quando canta,
É tão sentida que meu Deus se espanta,
Percebendo as angústias de seu mundo.

Eu, sou talvez, o único, na terra,
Que, após chegar ao píncaro da serra,
Viu de cima as misérias que há no fundo

O poeta Arthur Marinho ao lado de Paulo Tarso Barros
 no Conselho Estadual de Cultura entregando os originais do livro
Cantigas do meu retiro (2000).

Um comentário:

Anônimo disse...

Cansado de ser somente um ator nas peças insensatas deste mundo louco, Marinho deu um salto colossal ao enxergar os outros e a si próprio no píncaro da serra. Percebendo as misérias expostas no Amapá.