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1 de jan. de 2022

MATERIAL DIDÁTICO DIRECIONADO AOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ – UNIFAP

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – DEAD

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL – UAB

LICENCIATURA EM LETRAS PORTUGUÊS

 

 

 

ALZIRINHA FREITAS SOUZA

DINALVA DE SOUZA BARROS

JÉSSICA FREIRES DA SILVA

LEANDRO DOS SANTOS

MARIA ROSIRENE COSTA GONÇALVES

 

 

 

 

 

MATERIAL DIDÁTICO DIRECIONADO AOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MACAPÁ-AP

2021



ALZIRINHA FREITAS SOUZA

DINALVA DE SOUZA BARROS

JÉSSICA FREIRES DA SILVA

LEANDRO DOS SANTOS

MARIA ROSIRENE COSTA GONÇALVES

 

  

 

 

 

 

 

 

MATERIAL DIDÁTICO DIRECIONADO AOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO

 

 

Material Didático Direcionado aos Estudantes do Ensino Médio, apresentado à Disciplina Literatura Brasileira I, sob a orientação do Prof. Dr. Marcos Paulo Torres Pereira, da Universidade Federal do Amapá-UNIFAP.

 

 

 

 

 

 

 

MACAPÁ-AP

2021




Sumário

 

 

1 CARTA AO PROFESSOR................................................................................................. 4

 

2 PANORAMA INICIAL DA OBRA...................................................................................... 6

 

3 ANTOLOGIA LITERÁRIA.................................................................................................. 7

 

4 PANORAMA INICIAL DAS ATIVIDADES........................................................................22

 

5 PROPOSTAS DE ATIVIDADES..................................................................................... 24

 

6 APROFUNDAMENTO.....................................................................................................25

 

7 SUGESTÕES DE REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES............................................. 27

 

8 REFERÊNCIAS...............................................................................................................27

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1) CARTA AO PROFESSOR

 

Os movimentos literários da era colonial buscaram a reflexão de uma literatura ainda muito presa à Portuguesa. Surgindo com o descobrimento do Brasil e durando até anos antes da Independência e considerada a primeira das escolas literárias do Brasil, o Quinhentismo tinha como característica os textos pedagógicos e informativos sobre a nova terra. Dentre os principais autores está o Padre José de Anchieta.

Nossa literatura tem a sua sistematização a partir do Quinhentismo, expressão denominando todas as manifestações literárias ocorridas no Brasil durante o século XVI, significando que nossa tradição literária conta com pouco mais de quinhentos anos. Dita como “jovem”, a literatura brasileira já vivenciou diferentes movimentos literários, movimentos esses que foram influenciados pela História do Brasil e do mundo. A história da literatura brasileira tem início em 1500 com a chegada dos portugueses no Brasil, isso porque a sociedade da época não possuía uma representação escrita.

Sendo assim, a produção literária começa quando os portugueses escrevem sobre suas impressões da terra encontrada e dos povos que aqui viviam. Ainda que sejam diários e documentos históricos, esses representam, as primeiras manifestações escritas em território brasileiro. Como exemplo dessa manifestação escrita temos a Literatura Jesuítica representada polos jesuítas, agentes da Contrarreforma e responsáveis pela Educação durante o período colonial. Justificados por um ideal missionário, foram os principais agentes da retirada do caráter tribal dos índios e da sua absorção pelo mundo “civilizado”, inserindo neles (índios) os valores de uma Educação Europeia. Com a intenção pedagógica e moralizante, os textos desta época têm caráter mais didático que artístico. Citando nessa vertente e merecendo grande destaque temos o Padre José de Anchieta, única figura, em todo o século XVI, que ultrapassou as fronteiras do meramente informativo para alcançar o plano artístico-literário.

Os jesuítas vieram para o Brasil com o objetivo de expandir a fé católica entre os índios. Seus textos foram escritos com a intenção de catequizar os índios, além de reforçar, nos colonos, a moral cristã, detinham o monopólio da educação e ensinavam tanto aos índios como aos filhos de colonos. Escreveram poesia de devoção, teatro de caráter pedagógico, com cenas baseadas em trechos bíblicos, e cartas informando aos superiores, na Europa, sobre o seu trabalho no Brasil. No Teatro, cartas e poesias do Padre José de Anchieta e seus poemas seguem a tradição medieval do teocentrismo, assim como os outros encenados à beira-mar por jesuítas, colonos e índios. Escreveu a primeira gramática do tupi-guarani, verdadeira cartilha para o ensino da língua dos nativos (Arte da Gramática da Língua, a mais usada na costa do Brasil).

 Detalhando melhor a literatura de Padre José de Anchieta, o introdutor do teatro no Brasil, suas peças eram inspiradas na tradição do teatro medieval europeu. Sua poesia era de inspiração medieval, mística e traduziu a visão teocêntrica do mundo, por meio de uma estrutura poética também medieval. Resumindo nos textos escolhidos (Compaixão da Virgem na morte do Filho, A Santa Inês e Ao Santíssimo Sacramento) temos e visualizamos as características marcantes da obra do Padre José de Anchieta que são: função utilitária; teocentrismo; lirismo; caráter evangelizador; dramaticidade; desvalorização da cultura indígena.

Somando a obra do Padre José de Anchieta encontramos nos textos (Salmo I de Davi, Salmo XXII-O meu Deus é minha guia, Salmo CXXXVI- Nas praias que o Eufrates rega) do Padre Antônio Pereira de Souza Caldas considerado do grupo de poetas, predecessores imediatos do Romantis­mo, foi um dos mais eminentes representantes abandou os modelos da literatu­ra greco-romana e a fraseologia arcádica sendo iniciador na literatura pátria a poesia religiosa, trazendo já uma certa dose de subjetivismo. Suas poesias sacras têm um mis­ticismo e filosofismo religioso com isso o poeta afirma a sua profunda convicção espiritualista.

 Estudar literatura é ampliar nossas habilidades de leitura do texto literário. Portanto no Ensino Médio, esse estudo é acrescido da história literária, que objetiva acompanhar a evolução cronológica da literatura de determinado povo e cultura, observando suas transformações de acordo com o momento histórico. Com isso, a história da literatura organiza-a em movimentos, períodos e gerações.

A falta de espaço ou nenhum espaço concedido às letras (textos) coloniais, tanto nas instituições básicas de ensino como nas universidades, revela a necessidade de uma formação docente e discente que se atenha à literatura que foi produzida no Brasil no período colonial e que seja capaz de tratar dessas letras de forma consciente e crítica, respeitando sua temporalidade.

Diante disso, seja no trabalho com as letras (textos) coloniais ou outras literaturas é de suma importância a consciência e o esforço dos docentes e discentes quanto ao trabalho da leitura literária e não apenas do estudo e descrição da história. Mais do que refletir sobre a falta de espaço ou pouco espaço concedido às Letras(textos) coloniais, bem como sobre as problemáticas do ensino de literatura, é bom que pensemos em como propor alternativas que respondam aos problemas observados e não apenas aos impasses que, se são do ensino da Literatura nas salas de aula do Brasil, são pertencentes ao ofício docente no Brasil contemporâneo.

 

2) PANORAMA INICIAL DA OBRA

Os textos de José de Anchieta e Padre Antônio Sousa Caldas, foram escolhidos por terem abordagens de cunho religioso e lírico. A religião sendo parte integrante do complexo fenômeno da vida, tem servido de muita inspiração para as artes em geral, mas é na literatura que a religião encontrou sua principal via de expressão no desenvolvimento da leitura e da escrita nos estudos. Os autores  fazem parte da literatura catequética do Quinhentismo, apresentando em suas características a função utilitária, o teocentrismo, o lirismo, o caráter evangelizador, a dramaticidade e a desvalorização da cultura indígena.

              Os textos estão inseridos dentro de uma concepção de literatura, na qual devemos sempre lembrar de que a literatura viva em um país, durante uma determinada época é, quase sempre, um reflexo do momento tanto histórico, quanto cultural, do que esse país está vivendo naquele exato momento. A literatura colonial presente nos textos literários de José de Anchieta e Padre Antônio Sousa Caldas, nada mais é do que a prova disso, afinal, todas as escolas literárias e as produções, de uma forma geral, são voltadas para o Brasil daquela época: a Brasil colônia, que começa com as suas primeiras atividades econômicas para a criação de uma cultura única, para a possibilidade de povoamento e de formação de sociedade. A relação da literatura colonial com o que foi vivido naquela época é realmente muito intensa.

O repertório cultural é primordial para o desenvolvimento humano e para a cidadania, e é na escola que se constrói a base para esse conhecimento, visto que é a educação que transmite a cultura. Os textos literários de José de Anchieta e Padre Antonio Sousa Caldas, além de transmitir o lirismo, possibilita aos alunos do ensino médio a construção no ambiente escolar, trocas culturais, através da interação de diferentes pessoas, de modo a propagar e integrar a cultura e conhecimento, pois promove o acesso mais amplo aos diferentes saberes, não se restringindo apenas ao contexto em que se está inserido.

Com isso, estimula as habilidades do futuro e as competências tão importantes para a formação acadêmica e cidadã. Podemos considerar, por exemplo, que ele estimula o pensamento crítico e amplia a consciência, considerando outras possibilidades e as diferenças existentes no mundo, sem se limitar a um único modo de pensar.

 

3) ANTOLOGIA LITERÁRIA

 Compaixão da Virgem na morte do filho

José de Anchieta

Por que ao profundo sono, alma, tu te abandonas,
e em pesado dormir, tão fundo assim ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,
que a morte tão cruel do filho chora tanto?
O seio que de dor amargado esmorece,
ao ver, ali presente, as chagas que padece?
Onde a vista pousar, tudo o que é de Jesus,
ocorre ao teu olhar vertendo sangue a flux.
Olha como, prostrado ante a face do Pai,
todo o sangue em suor do corpo se lhe esvai.
Olha como a ladrão essas bárbaras hordas
pisam-no e lhe retêm o colo e mãos com cordas.
Olha, perante Anás, como duro soldado
o esbofeteia mau, com punho bem cerrado.
Vê como, ante Caifás, em humildes meneios,
aguenta opróbrios mil, punhos, escarros feios.
Não afasta seu rosto ao que o bate, e se abeira
do que duro lhe arranca a barba e cabeleira.
Olha com que azorrague o carrasco sombrio
retalha do Senhor a meiga carne a frio.
Olha como lhe rasga a cerviz rijo espinho,
e o sangue puro risca a face toda arminho.
Pois não vês que seu corpo, incivilmente leso,
mal susterá ao ombro o desumano peso?
Vê como a dextra má finca em lenho de escravo
as inocentes mãos com aguçado cravo.
Olha como na cruz finca a mão do algoz cego
os inocentes pés com aguçado prego.
Ei-lo, rasgado jaz nesse tronco inimigo,
e c'o sangue a escorrer paga teu furto antigo!
Vê como larga chaga abre o peito, e deságua
misturado com sangue um rio todo d'água.
Se o não sabes, a mãe dolorosa reclama
para si quanto vês sofrer ao filho que ama.
Pois quanto ele aguentou em seu corpo desfeito,
tanto suporta a mãe no compassivo peito.
Ergue-te pois e, atrás da muralha ferina
cheio de compaixão, procura a mãe divina.
Deixaram-te uma e outro em sinais bem marcada
a passagem: assim, tornou-se clara a estrada.
Ele aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,
ela o solo regou com lágrimas tremendas.
Procura a boa mãe, e a seu pranto sossega,
se acaso ainda aflita às lágrimas se entrega.
Mas se essa imensa dor tal consolo invalida,
porque a morte matou a vida à sua vida,
ao menos chorarás todo o teu latrocínio,
que foi toda a razão do horrível assassínio.
Mas onde te arrastou, mãe, borrasca tão forte?
que terra te acolheu a prantear tal morte?
Ouvirá teu gemido e lamento a colina,
em que de ossos mortais a terra podre mina?
Sofres acaso tu junto à planta do odor,
em que pendeu Jesus, em que pendeu o amor?
Eis-te aí lacrimosa a curtir pena inteira,
pagando o mau prazer de nossa mãe primeira!
Sob a planta vedada, ela fez-se corruta:
colheu boba e loquaz, com mão audaz a fruta.
Mas a fruta preciosa, em teu seio nascida,
à própria boa mãe dá para sempre a vida,
e a seus filhos de amor que morreram na rega
do primeiro veneno, a ti os ergue e entrega.
Mas findou tua vida, essa doce vivência
do amante coração: caiu-te a resistência!
O inimigo arrastou a essa cruz tão amarga
quem dos seios, em ti, pendeu qual doce carga.
Sucumbiu teu Jesus transpassado de chagas,
ele, o fulgor, a glória, a luz em que divagas.
Quantas chagas sofreu, doutras tantas te dóis:
era uma só e a mesma a vida de vós dois!
Pois se teu coração o conserva, e jamais
deixou de se hospedar dentro de teus umbrais,
para ferido assim crua morte o tragar,
com lança foi mister teu coração rasgar.
Rompeu-te o coração seu terrível flagelo,
e o espinho ensanguentou teu coração tão belo.
Conjurou contra ti, com seus cravos sangrentos,
quanto arrastou na cruz o filho, de tormentos.
Mas, inda vives tu, morto Deus, tua vida?
e não foste arrastada em morte parecida?
E como é que, ao morrer, não roubou teus sentidos,
se sempre uma alma só reteve os dois unidos?
Não puderas, confesso, aguentar mal tamanho,
se não te sustentasse amor assim estranho;
se não te erguesse o filho em seu válido busto,
deixando-te mais dor ao coração robusto.
Vives ainda, ó mãe, p'ra sofrer mais canseira:
já te envolve no mar uma onda derradeira.
Esconde, mãe, o rosto e o olhar no regaço:
eis que a lança a vibrar voa no leve espaço.
Rasga o sagrado peito a teu filho já morto,
fincando-se a tremer no coração absorto.
Faltava a tanta dor esta síntese finda,
faltava ao teu penar tal complemento ainda!
Faltava ao teu suplício esta última chaga!
tão grave dor e pena achou ainda vaga!
Com o filho na cruz tu querias bem mais:
que pregassem teus pés, teus punhos virginais.
Ele tomou p'ra si todo o cravo e madeiro
e deu-te a rija lança ao coração inteiro.
Podes mãe, descansar; já tens quanto querias:
Varam-te o coração todas as agonias.
Este golpe encontrou o seu corpo desfeito:
só tu colhes o golpe em compassivo peito.
Chaga santa, eis te abriu, mais que o ferro da lança,
o amor de nosso amor, que amou sem temperança!
Ó rio, que confluis das nascentes do Edém,
todo se embebe o chão das águas que retém!
Ó caminho real, áurea porta da altura!
Torre de fortaleza, abrigo da alma pura!
Ó rosa a trescalar santo odor que embriaga!
Joia com que no céu o pobre um trono paga!
Doce ninho no qual pombas põem seus ovinhos
e casta rola nutre os tenros filhotinhos!
Ó chaga que és rubi de ornamento e esplendor,
cravas os peitos bons de divinal amor!
Ó ferida a ferir corações de imprevisto,
abres estrada larga ao coração de Cristo!
Prova do estranho amor, que nos força à unidade!
Porto a que se recolhe a barca em tempestade!
Refugiam-se a ti os que o mau pisa e afronta:
mas tu a todo o mal és medicina pronta!
Quem se verga em tristeza, em consolo se alarga:
por ti, depõe do peito a dura sobrecarga!
Por ti, o pecador, firme em sua esperança,
sem temor, chega ao lar da bem-aventurança!
Ó morada de paz! sempre viva cisterna
da torrente que jorra até a vida eterna!
Esta ferida, ó mãe, só se abriu em teu peito:
quem a sofre és tu só, só tu lhe tens direito.
Que nesse peito aberto eu me possa meter,
possa no coração de meu Senhor viver!
Por aí entrarei ao amor descoberto,
terei aí descanso, aí meu pouso certo!
No sangue que jorrou lavarei meus delitos,
e manchas delirei em seus caudais benditos!
Se neste teto e lar decorrer minha sorte,
me será doce a vida, e será doce a morte!

A Santa Inês

José de Anchieta

I

Cordeirinha linda,
como folga o povo
porque vossa vinda
lhe dá lume novo!

Cordeirinha santa,
de Iesu querida,
vossa santa vinda
o diabo espanta.

Por isso vos canta,
com prazer, o povo,
porque vossa vinda
lhe dá lume novo.

Nossa culpa escura
fugirá depressa,
pois vossa cabeça
vem com luz tão pura

Vossa formosura
honra é do povo,
porque vossa vinda
lhe dá lume novo.

Virginal cabeça
pola fé cortada,
com vossa chegada,
já ninguém pereça.

Vinde mui depressa
ajudar o povo,
pois com vossa vinda
lhe dais lume novo.

Vós sois, cordeirinha,
de Iesu formoso,
mas o vosso esposo
já vos fez rainha.

Também padeirinha
sois de nosso povo,
pois, com vossa vinda,
lhe dais lume novo.

II

Não é d’Alentejo
este vosso trigo,
mas Jesus amigo
é vosso desejo.

Morro porque vejo
que este nosso povo
não anda faminto
deste trigo novo.

Santa padeirinha,
morta com cutelo,
sem nenhum farelo
é vossa farinha.

Ela é mezinha
com que sara o povo,
que, com vossa vinda,
terá trigo novo.

O pão que amassastes
dentro em vosso peito,
é o amor perfeito
com que a Deus amastes.

Deste vos fartastes,
deste dais ao povo,
porque deixe o velho
pelo trigo novo.

Não se vende em praça
este pão de vida,
porque é comida
que se dá de graça.

Ó preciosa massa!
Ó que pão tão novo
que, com vossa vinda,
quer Deus dar ao povo!

Ó que doce bolo,
que se chama graça!
Quem sem ele passa
é mui grande tolo,

Homem sem miolo,
qualquer deste povo,
que não é faminto
deste pão tão novo!

III

CANTAM:

Entrai ad altare Dei
virgem mártir mui formosa,
pois que sois tão digna esposa
de Iesu, que é sumo rei.

Debaixo do sacramento,
em forma de pão de trigo,
vos espera, como amigo,
com grande contentamento.

Ali tendes vosso assento.

Entrai ad altare Dei,
virgem mártir mui formosa,
pois que sois tão digna esposa
de Iesu, que é sumo rei.

Naquele lugar estreito
cabereis bem com Jesus,
Pois ele, com sua cruz,
vos coube dentro no peito,
ó virgem de grão respeito.

Entrai ad altare Dei,
virgem mártir mui formosa,
pois que sois tão digna esposa
de Iesu, que é sumo rei.

 

Ao Santíssimo Sacramento

José de Anchieta

Oh que pão, oh que comida,
Oh que divino manjar
Se nos dá no santo altar
Cada dia.

Filho da Virgem Maria
Que Deus Padre cá mandou
E por nós na cruz passou
Crua morte.

E para que nos conforte
Se deixou no Sacramento
Para dar-nos com aumento
Sua graça.

Esta divina fogaça
É manjar de lutadores,
Galardão de vencedores
Esforçados.

Deleite de enamorados
Que com o gosto deste pão
Deixem a deleitarão
Transitória.

Quem quiser haver vitória
Do falso contentamento,
Goste deste sacramento
Divinal.

Ele dá vida imortal,
Este mata toda fome,
Porque nele Deus é homem
Se contêm.

É fonte de todo bem
Da qual quem bem se embebeda
Não tenha medo de queda
Do pecado.

Oh! que divino bocado
Que tem todos os sabores,
Vindes, pobres pecadores,
A comer.

Não tendes de que temer
Senão de vossos pecados;
Se forem bem confessados,
Isso basta.

Que este manjar tudo gasta,
Porque é fogo gastador,
Que com seu divino ardor
Tudo abrasa.

É pão dos filhos de casa
Com que sempre se sustentam
E virtudes acrescentam
De contino.

Todo al é desatino
Se não comer tal vianda,
Com que a alma sempre anda
Satisfeita.

Este manjar aproveita
Para vícios arrancar
E virtudes arraigar
Nas entranhas.

Suas graças são tamanhas,
Que se não podem contar,
Mas bem se podem gostar
De quem ama.

Sua graça se derrama
Nos devotos corações
E os enche de benções
Copiosas.

Oh que entranhas piedosas
De vosso divino amor!
Ó meu Deus e meu Senhor
Humanado!

Quem vos fez tão namorado
De quem tanto vos ofende?!
Quem vos ata, quem vos prende
Com tais nós?!

Por caber dentro de nós
Vos fazeis tão pequenino
Sem o vosso ser divino,
Se mudar.

Para vosso amor plantar
Dentro em nosso coração
Achastes tal invenção
De manjar,

Em o qual nosso padar
Acha gostos diferentes
Debaixo dos acidentes
Escondidos.

Uns são todos incendidos
Do fogo de vosso amor,
Outros cheios de temor
Filial,

Outros com o celestial
Lume deste sacramento
Alcançam conhecimento
De quem são,

Outros sentem compaixão
De seu Deus que tantas dores
Por nos dar estes sabores
Quis sofrer.

E desejam de morrer
Por amor de seu amado,
Vivendo sem ter cuidado
Desta vida.

Quem viu nunca tal comida
Que é o sumo de todo bem,
Ai de nós que nos detém
Que buscamos!

Como não nos enfrascamos
Nos deleites deste Pão
Com que o nosso coração
Tem fartura.

Se buscarmos formosura
Nele está toda metida,
Se queremos achar vida,
Esta é.

Aqui se refina a fé,
Pois debaixo do que vemos,
Estar Deus e homem cremos
Sem mudança.

Acrescenta-se a esperança,
Pois na terra nos é dado
Quanto lá nos céus guardado
Nos está.

A caridade que lá
Há de ser aperfeiçoada,
Deste pão é confirmada
Em pureza.

Dele nasce a fortaleza,
Ele dá perseverança,
Pão da bem-aventurança,
Pão de glória.

Deixado para memória
Da morte do Redentor,
Testemunho de Seu amor
Verdadeiro.

Oh mansíssimo Cordeiro,
Oh menino de Belém,
Oh Jesus todo meu Bem,
Meu Amor.

Meu Esposo, meu Senhor,
Meu amigo, meu irmão,
Centro do meu coração,
Deus e Pai.

Pois com entranhas de Mãe
Quereis de mim ser comido,
Roubai todo meu sentido
Para vós

Prendei-me com fortes nós,
Iesu, filho de Deus vivo,
pois que sou vosso cativo,
que comprastes

Com o sangue que derramastes,
Com a vida que perdestes,
Com a morte que quisestes
Padecer.

Morra eu, por que viver
Vós possais dentro de mim;
Ganha-me, pois me perdi
Em amar-me.

Pois que para incorporar-me
E mudar-me em vós de todo,
Com um tão divino modo
Me mudais.

Quando na minha alma entrais
É dela fazeis sacrário,
De vós mesmo é relicário
Que vos guarda.

Enquanto a presença tarda
De vosso divino rosto,
O saboroso e doce gosto
Deste pão

Seja minha refeição
E todo o meu apetite,
Seja gracioso convite
De minha alma.

Ar fresco de minha calma,
Fogo de minha frieza,
Fonte viva de limpeza,
Doce beijo.

Mitigador do desejo
Com que a vós suspiro, e gemo,
Esperança do que temo
De perder.

Pois não vivo sem comer,
Como a vós, em vós vivendo,
Vivo em vós, a vós comendo,
Doce amor.

Comendo de tal penhor,
Nela tenha minha parte,
E depois de vós me farte
Com vos ver.

Amém.

 

Salmo I, de Davi

Padre Antônio de Sousa Caldas

Feliz aquele que os ouvidos cerra
A malvados conselhos,
E não caminha pela estrada iníqua
Do pecador infame,
Nem se encosta orgulhoso na cadeira
Pelo vício empestada;
Mas na lei do Senhor fitando os olhos,
A revolve e medita,
Na tenebrosa noite e claro dia.
A fortuna e a desgraça,
Tudo parece a seu sabor moldar-se:
Ele é, qual tenro arbusto,
Plantado à margem de um ribeiro ameno,
Que de virentes folhas
A erguida frente bem depressa ornando,
Na sazão oportuna,
De frutos curva os suculentos ramos.
Não sois assim. ó ímpios;
Mas qual o leve pó que o vento assopra,
Aos ares alevanta,
E abate, e espalha, e com furor dissipa.
Por isso, vos espera
O dia da vingança, e o frio sangue
Vos coalhará de susto;
Nem surgireis, de glória revestidos,
Na assembleia dos justos;
O Senhor da virtude é firme esteio,
Enquanto o ímpio corre,
De horríssonas procelas combatido,
A naufragar sem tino.

 

Salmo XXII

O meu DEUS é minha guia

1.
O meu DEUS é minha guia,
Tenho tudo de abundância;
A mais suave fragrância,
Verde e fresca amenidade,
É dos prados companhia,
Onde assentou minha herdade;
Com perene fonte a rega,
Me conforta, me sossega.

2.
Por mostrar seu braço forte,
A minha alma iluminando
Sempre fui meus pés firmando
Da justiça pela estrada;
Em vão me acomete a morte
De densas sombras cercada.
Sem temor, ó DEUS, a vejo;
Pois ao lado teu forcejo.

3.
O cajado, e a lisa vara
Com que sempre me regeste,
Ao voraz lobo que investe
Vigorosa fere, e mata:
E contra a coorte amara
Que me segue e me maltrata,
A meus olhos preparaste
Pingue mesa, e me esforçaste.

4.
Mil perfumes sobre a frente
Me espargiste, generoso;
E como é delicioso
O cáli com que me abrandas
Minha sede impaciente!
Ah! benignas sempre e brandas
Tuas mostras de piedade
Me sigam em toda a idade.

5.
Sim, meu DEUS, serás piedoso
Com teu servo, e longamente
Té que eu possa eternamente,
Roto o véu que me circunda,
Ver teu rosto glorioso;
Oxalá serena e munda
Já minha alma, leda entrasse
No teu paço, e te gozasse!

 

Salmo CXXXVI

Nas praias que o Eufrates rega

Nas praias que o Eufrates rega,
Abatidos nos sentamos,
De pranto amaro as banhamos,
Com saudades de Sion.
Dos salgueiros que as guarnecem,
Nossos doces instrumentos
Pendem, ludíbrio dos ventos,
Sinal da nossa aflição.

Esses mesmos que as cadeias
Para os nossos pés teceram,
Sem ter dó de nós disseram:
— "Vossas cítaras tocai;

"Um dos hinos que algum dia,
"Pelo templo ressoava
"De Sion, quando louvava
"O seu DEUS, — vinde, cantai".

— Como havemos de cantar,
Sob estranhos, duros Céus,
Em terra alheia e distante,
As canções do nosso DEUS?

Possa eu ver a minha destra
De langor entorpecer,
Ó Sion! se me esquecer
Dos saudosos muros teus.

Possa a minha língua fria
Às roucas fauces grudar-se;
Se a saudade tua, um dia,
De meu peito se riscar:

Se Tu não fores o objeto
De meu sonoroso canto;
Se o meu prazer, meu encanto,
De Ti só não começai.

Lembrai-vos, ó meu SENHOR!
Dos cruéis filhos de Edom;
Do dia em que seu furor
Jerusalém arrasou.

"Abatei-a, destrui-a,
"Dela não fique vestígio,
"À cinza e pó reduzi-a":
Assim Edom proclamou:

— Ó Babilônia malvada!
Bem haja o que te igualar
À nossa sorte, e teus muros,
Quais os nossos, arrasar!

Cativar possa ele cedo
Os malditos filhos teus,
E todos contra um penedo,
Para punir-te, esmagar!

 

4) PANORAMA INICIAL DAS ATIVIDADES

Os textos literários representam um repositório dos saberes experienciados pela humanidade e ressignificados pela linguagem. Neles, desenham-se comportamentos, perfis, modos de vida que nos envolvem no processo, muitas vezes sem significados, de ‘ocupação’ humana e oferecem subsídios para refletir sobre nosso presente e as condições em que pretendemos colocar nosso futuro. Para isso, as atividades foram propostas, utilizando a pesquisa bibliográfica, pois através desse método de trabalho, obteve-se conteúdos relevantes que subsidiaram a identificação dos textos literários, a temática presente, além de reconhecerem e caracterizarem a contribuição dos autores do período colonial.

Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano – intelectual, emocional, social, cultural entre outras precisam ser revitalizadas. Assume-se que uma visão integrada do ser humano e suas ações implicam a proposição de contextos nos quais os indivíduos se percebam como múltiplos, complexos, dinâmicos, criativos e responsáveis.

Com base nessa visão integrada, faz necessário compreender o educando como um ser, impregnado pelo mundo social e cultural, que se expressa em sua totalidade física, emocional, intelectual e cultural, pois a aprendizagem não se dá somente pelo desenvolvimento do raciocínio. Com isso, percebe-se que a educação em voga apresenta algumas deficiências em relação ao processo ensino-aprendizagem e principalmente no desenvolvimento de habilidades e competências para a formação integral do aluno, onde o mesmo é o seu sujeito principal e está inserido de forma importante nesse processo. Observa-se, porém, que as dificuldades mais encontradas nesse âmbito estão relacionadas os aspectos disciplinares que, de maneira geral repercutem na conduta social do aluno, levando-o a um baixo rendimento escolar, pois em muitas situações a escola não propõe atividades que o estimulem a compreensão dos conteúdos teóricos apresentados, principalmente por se tratar de alunos que, por diversos motivos optaram por essa modalidade de ensino.

Com o intuito de minimizar tal realidade empreendeu-se uma busca de métodos favoráveis que permitissem a utilização de novas técnicas que valorizem a criatividade e estimule a participação do aluno no desenvolvimento de suas potencialidades.

As atividades propostas com os textos de José de Anchieta e Padre Antonio de Sousa Caldas possibilitam ao aluno desenvolver novas práticas educativas de ver o mundo, a escola e sua organização, integrando outras identidades sociais, outras manifestações culturais da vida cotidiana e com isso novas metodologias, mas que estas compreendam que a qualidade não está unicamente no conteúdo, e sim na interatividade ao processo, na dinâmica do grupo, no uso de atividades, estilo do formador, no material que se utiliza.

Os textos literários dos referidos autores serão utilizados no intuito de reconhecer e caracterizar a contribuição dos principais autores do período colonial para a literatura brasileira, levando a confrontar comportamentos, hábitos, valores e conhecimento, e espera-se que os educandos do ensino médio sejam levados a uma avaliação e reelaboração individual evolutiva, podendo assim potencializar o grupo no aprimoramento da subjetividade e no próprio processo de educação e construção do conhecimento e da prática social. É importante que o professor selecione, analise e produza materiais que tornem as aulas mais dinâmicas e agradáveis para que assim possa contribuir para o sucesso do processo de ensino.

Visto que os alunos do ensino médio necessitam ser incentivados a produzir conhecimento de forma autônoma e critica, educar na atualidade requer do docente uma nova postura diante das dificuldades apresentadas pelos seus alunos. Estar alheio as circunstâncias vividas no cotidiano escolar, significa retirar de si à responsabilidade que tem o professor, que certamente não está atrelado unicamente a processos pedagógicos, porém, a escola deverá estar atenta para não perder de vista os interesses do educando, buscando através do currículo, atender as suas especificidades. É salutar promover sua autoestima e fixar sua identidade como ser humano e ser social, geralmente perdida em decorrência da exclusão social.

 

5) PROPOSTAS DE ATIVIDADES

Componente Curricular: Literatura Brasileira

Série: 3º Ano do Ensino Médio        

Ø   Competências Gerais: valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

 

Ø  Competências Específicas:

 

·         Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global.

 

·         Compreender as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, cultural, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo suas variedades e vivenciando-as como formas de expressões identitárias, pessoais e coletivas, bem como agindo no enfrentamento de preconceitos de qualquer natureza.

 

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno:

·         Habilidades básicas de leitura e escrita;

Os alunos irão à biblioteca para realizarem atividades sobre os textos de José de Anchieta e Padre Antônio de Sousa Caldas. No primeiro momento, a turma será dividida em três grupos e cada grupo ficará responsável em desenvolver as seguintes propostas de atividades, após a leitura dos textos dos referidos autores:

 

G01: identificará nos textos literários “A Santa Inês” de José de Anchieta e “ O meu Deus é o meu guia”, de Padre Antônio de Sousa Caldas características do Período Colonial, identificando a escola literária, a temática central dos textos, marcas discursivas e ideológicas dessa poética e seus efeitos de sentido;

 

G02: Encenará o texto “Do Santíssimo Sacramento” de José de Anchieta, ressaltando a poesia religiosa e as intenções catequéticas e pedagógicas do autor.

 

G03:  Escolherá um dos autores estudados e apresentará um seminário oral sobre o texto escolhido, seguindo os critérios (poderá ter como suporte datashow, retroprojetor, o quadro, ou apresentado de maneira cênica, dentre outros):

a) leitura do poema.

b)  como descrever o autêntico sentimento de fé experimentado pelo poeta no poema?

c) o poema respira uma fé inabalável, intocada pelos ventos críticos da Renascença?

d) contribuição do autor escolhido para a literatura brasileira;

No segundo momento, os alunos irão produzir uma cartilha literária, relatando o desenvolvimento, a execução das atividades e as contribuições para literatura brasileira.

 

6) APROFUNDAMENTO

Entende-se que temos várias representações e formas de incentivo à leitura desde a infância principalmente as histórias contadas pelos nossos pais ao dormir levando a imaginação da criança incentivando a leitura. Dentre outras formas de incentivo temos brincadeiras de teatrais, fantasias, aprendendo e promovendo descontração e muita troca de conhecimento. Com decorrer das novas tecnologias que o mundo vem vivenciando até os tempos atuais as grandes faculdades já trabalham com incentivo EAD onde trocam as aulas presenciais por conteúdos didáticos online incentivando e facilitando o estudo junto da leitura. As bibliotecas dos Institutos Federais congregam características de diferentes tipologias de biblioteca e público, dotadas de especificidades e singularidades e exigindo novos estudos e novas práticas profissionais.

Os alunos recorrem mais a biblioteca em busca de livros e materiais que o ajudem no aprendizado de seus estudos onde muitos se questionam a eficiência do estudo a distância porem é uma excelente ferramenta de incentivo à leitura, pois cabe ao docente pesquisar e ir em busca de melhores conteúdos aprimorando seus conhecimentos. Segundo a revista eletrônica cientifica Uergs v.7 n.2 de 2021 foi realizado uma pesquisa quanto ao incentivo à leitura através da contação de histórias, foi divido dois grupos de estudantes um grupo teve acesso regular e outro sem esse acesso. Com a seguinte pergunta em questão: “Ao ouvir histórias o ouvinte se sente estimulado a fazer leituras?”. Objetivo foi analisar a influência de ouvir histórias no incentivo à leitura e, por consequência, na formação do leitor.

Ao final do estudo, foi possível comprovar, por meio dos resultados obtidos com a pesquisa, que ouvir histórias estimula a leitura e, desta forma, contribui para a formação do leitor. Durante uma pesquisa de campo em uma atividade realizada foi feito uma entrevista com uma professora do ensino médio onde foi realizado questionamento referente ao incentivo à leitura em relação aos seus docentes como a mesma buscava meios de incentivar seus alunos quanto a leitura diante disso foi relato pela mesma que foi relatado por ela que para o incentivo à leitura e para o desenvolvimento acadêmico é necessário que seja realizado uma série de procedimentos, onde esta produção tem por objetivo desenvolver habilidades de incentivo por meio de um ensino por etapas.

 A professora relata que em uma de suas experiências, que sempre propõe em suas tarefas autores com páginas solicitadas onde produz atividades com perguntas e debates que devem ser explorados dentro dos textos por ela proposto assim induzindo o aluno a leitura,  a produção textual a mesma expõe  que um texto deve compor tema e titulo, introdução onde tem uma importância fundamental para criar e despertar interesse no leitor.

 

7) SUGESTÕES DE REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

 

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1978.

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975.

CANDIDO, Antonio. Na sala de aula. São Paulo: Ática, 1998.

COUTINHO, Afrânio. A literatura no Brasil: Era Barroca; Era Neoclássica. São Paulo: Global, 2004.

 

 

8) REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros

Curriculares Nacionais: 1.ª a 4.ª série – Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1997.

 

CALDAS, Antônio Sousa. Consultado em 27/12/2021 as 20:00. Disponível em https://decisoesdajustica.wordpress.com/2011/09/27/antonio-pereira-de-souza-caldas-1762-1814/.

CALDAS, Antônio Sousa. Consultado em 28/12/2021 as 22:00. Disponível em http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/antonio_pereira_de_souza_caldas.html.

CEREJA, William Roberto. Ensino de literatura: uma proposta dialógica para o trabalho com literatura. São Paulo: Atual, 2005.

 

COELHO, Nelly Novaes. Literatura: arte, conhecimento e vida. São Paulo: Petrópolis, 2000.

 

COLOMER, Teresa. Andar entre os livros: a leitura literária na escola. São Paulo: global, 2007.

 

"Quinhentismo" em Só Literatura. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2021. Consultado em 20/12/2021 às 21:05. Disponível na Internet em http://www.soliteratura.com.br/quinhentismo/.

Quinhentismo no Brasil, contexto histórico. Consultado em 22/12/2021 as 09:00. Disponível em https://www.portugues.com.br/literatura/quinhentismo.html.

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo.  ISSN: 1980-6949 v.14n.2 2018

Revista eletrônica cientifica uergs v. 7 n. 2 (2021): Agosto

 "Compaixão da Virgem na morte do filho" em Só Literatura. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2021. Consultado em 13/12/2021 às 20:38. Disponível na Internet em http://www.soliteratura.com.br/biblioteca_virtual/biblioteca03.php

 "A Santa Inês" em Só Literatura. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2021. Consultado em 13/12/2021 às 20:45. Disponível na Internet em http://www.soliteratura.com.br/biblioteca_virtual/biblioteca05.php

"Ao Santíssimo Sacramento" em Só Literatura. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2021. Consultado em 13/12/2021 às 20:49. Disponível na Internet em http://www.soliteratura.com.br/biblioteca_virtual/biblioteca04.php

https://www.escritas.org/pt/t/8360/salmo-i-de-davi

https://www.escritas.org/pt/t/12323/salmo-xxii-o-meu-deus-e-minha-guia

https://www.escritas.org/pt/t/12322/salmo-cxxxvi-nas-praias-que-o-eufrates-rega

http://revista.uergs.edu.br/index.php/revuergs

https://febab.emnuvens.com.br/rbbd/article/view/668