Pesquisar este blog

17 de dez de 2011

REALIZADO O SEMINÁRIO CONSTRUINDO O PROGRAMA DE LITERATURA DO AMAPÁ

Caros colegas escritores,

No dia 16 de dezembro, o Governo do Estado do Amapá, através da Escola de Administração Pública –EAP, realizou um Seminário denominado Construindo o Programa de Literatura do Amapá, cujo objetivo, segundo o folder do evento foi “possibilitar o diálogo e a troca de experiência entre os atores envolvidos nessa temática, a fim de subsidiar a elaboração de um programa que venha contribuir para o fortalecimento e a visibilidade das ações da cultura literária desenvolvida no Estado”. Estiveram presentes ao evento o Secretário de Cultura José Miguel; representante da Associação dos Prefeitos; Gerente do Programa do Livro Didático e do Proler da Seed; representante do Conselho de Cultura, Osvaldo Simões; diretora da EAP e a Sra. Claudia Camargo, primeira-dama do Estado e a pessoa que incentivou e mobilizou os agentes públicos e representantes das entidades para a realização desse primeiro encontro.
A professora, escritora e mediadora de leitura Benita Prieto fez uma palestra sobre como estimular o hábito de leitura entre alunos e comunidade.
Benita Prieto


Na programação, discutiram-se propostas para atender aos 4 Eixos Norteadores do Plano nacional do Livro e Leitura - PNLL [1], - é importante que se obtenham mais informações sobre o Programa neste site: http://189.14.105.211/conteudo/c00013/O_que_e_o_PNLL.aspx - definidos pelos Ministérios da Cultura e da Educação, que são: 1) Democratização do acesso à leitura; 2)Fomento à Literatura e à formação de mediadores; 3) Valorização institucional da leitura e incremento de seu valor simbólico; e 4) Desenvolvimento da economia do livro.


Participaram, além de representantes dos órgãos públicos estaduais (Seed, Secult, Seafro, Eap, Seplan, Biblioteca Pública), livreiros, escritores, poetas, professores, mediadores de leitura, entidades literárias, que se reuniram separadamente, em 4 grupos de acordo com os eixos temáticos e formularam várias ideias e sugestões, sendo muitas convergentes, como é o caso da Feira de Livros do Amapá – um anseio de todos.
[1]“O Plano Nacional do Livro e Leitura— PNLL — é um conjunto de projetos, programas, atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em desenvolvimento no país, empreendidos pelo Estado (em âmbito federal, estadual e municipal) e pela sociedade. A prioridade do PNLL é transformar a qualidade da capacidade leitora do Brasil e trazer a leitura para o dia-a-dia do brasileiro."
Escritora Lulih Rojanski, Gerente da Biblioteca Estadual Elcy Lacerda (dir)

 _________________________

NA ÁREA QUE NOS DIZ RESPEITO, SINTETICAMENTE FORAM ESTAS AS SUGESTÕES:

Feira de Livros; fortalecimento das Bibliotecas Públicas, inclusive em todos os municípios, com ampliação, renovação e modernização dos acervos em todos os suportes; fomento à produção e distribuição de livros; apoio e fortalecimento aos grupos e associações literárias; inserção de escritores em programações oficiais; capacitação de mediadores de leitura; implantação de editais para publicação; criação de novos espaços alternativos de leitura; fortalecimento das salas de leitura nas escolas; presença de escritores nas escolas e demais eventos literários; aquisição de obras selecionadas pelo Governo; cessão de um local para abrigar as entidades etc.

Nosso próximo passo agora é reunir um grupo de autores para receber o relatório produzido pela EAP com todas as ideias e sugestões apresentadas e produzir um texto consistente com a descrição das propostas para a formulação de um Plano de Ação, o que deve ocorrer na segunda semana de janeiro de 2012.

Pela manhã, antes das discussões, entreguei, em nome da APES e acredito que também no de todos os militantes literários, aos representantes dos órgãos públicos envolvidos no evento o seguinte documento – que praticamente enumerava quase todas as sugestões discutidas posteriormente e que são do nosso conhecimento, pois se constituem em anseios antigos que fazem parte das nossas reivindicações permanentes – outras sugestões devem ser enviadas para enriquecer o debate.
Professsor Manoel Azevedo e escritor Fernando Canto


SUGESTÕES PARA ESTIMULAR A PRODUÇÃO

E CIRCULAÇÃO DE LIVROS E INCENTIVAR A LEITURA

Apresentadas ao

“Seminário Construindo o Programa de Literatura do Amapá”

Promovido pelo Governo do Estado, através da EAP



- Parceria com a SEED e SECULT no sentido de incentivar a produção de obras dos autores locais, que seriam selecionadas para publicação e distribuição à rede de escolas, universidades e bibliotecas públicas através de editais, que normatizariam o conteúdo desses livros baseados nos critérios adotados pelo Governo Federal e seus órgãos.  

- Dentre as obras selecionadas e publicadas, parte da edição seria adquirida pelo GEA para distribuição nas escolas, universidades, bibliotecas públicas e outros espaços de leitura – e também enviadas para bibliotecas interestaduais através de intercâmbio.  

- As obras seriam preparadas, revisadas e impressas dentro dos padrões gráficos, editoriais e ortográficos – com ficha catalográfica, código de ISBN e código de barras, e não mais de maneira artesanal. 

- Instituir programas e projetos que facilitem visitas programadas de escritores às escolas em todos os municípios, e que os mesmos recebam ajuda de custo compatível por essa atividade, que seria considerada de grande valor educacional e cultural. 

- Organização de uma bienal do livro nos moldes das que são realizadas em muitos locais do país onde o autor local e o das demais capitais da região Norte teriam espaço adequado. 

- Promover, através de convênios, a tradução de obras de autores locais e sua distribuição.

- Dar condições para que os autores possam viajar e manter intercâmbios com outros escritores participem de feiras, festivais literários, seminários e outros eventos da área editorial, tanto dentro como fora do país. 

- Patrocinar oficinas de criação literária através de profissionais da área que também poderiam ministrar cursos e palestras para desenvolver e aprimorar a criatividade dos autores, aprendizado de técnicas de escrita etc. 

- Instituir, tanto em âmbito municipal como estadual, prêmios literários e concursos que seriam concedidos aos autores que se destacassem, avaliados por comissão de professores e jornalistas e outros profissionais. 

- Reeditar obras de autores locais que se encontram esgotadas ou ainda inéditas que sejam consideradas de relevante valor.

- Cessão de um local adequado para servir de sede às entidades e grupos literários. 

- Criação de espaços, em cada escola da rede pública, para montar uma seção com autores locais e dos demais estados da Amazônia. 

- Treinamento e capacitação de professores de LP e Literatura para que trabalhem de modo adequado com os textos produzidos aqui no Amapá. 

- Inserir na grade curricular A História, Geografia e as Artes e a Cultura, principalmente a Literatura produzida no Amapá. 

- Subsidiar a comercialização de livros em bancas, livrarias, papelarias, pontos turísticos e demais locais apropriados para que todos possam ter acesso às obras. 

 - Inserção de escritores e poetas nas programações oficiais do GEA em que apenas são contratados os músicos e outros artistas, bem como incluir livros de autores locais entre os souvenirs distribuídos tanto a visitantes oficiais como nas visitas de autoridades a outros estados.  

Macapá – AP, 16 de dezembro de 2011

Paulo Tarso Barros




2 comentários:

TATAMIRÔ disse...

Esperamos que os encaminhamentos se efetivem.

Anônimo disse...

A Literatura da Amazônia está baseada em poemas, prosas e contos de um povo caboclo, onde de sua terra tira seu sustento e faz com que a sua história seja contada de tal forma usar a imaginação pra criar um espaço do acontecimento.
Os autores da região amazônica conseguem transmitir de maneira clara e explicita com ricos detalhes a vida desse povo, que vivem as margens dos rios ou até mesmo das medianas cidades que habitam, tendo o mesmo costume de tomar o açaí e comer o camarão, de transmitir mistérios como a lenda do Boto e da Cobra Grande, de danças como o marabaixo, batuque, colocando seus valores em prática, sem que a discriminação seja imposta a nós que somos um povo guerreiro e abençoado pela riquíssima natureza, por animais belos e exóticos e o que de melhor que possa existir a consciência que somos o que somos é que não podemos perder essa identidade amazônica.