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3 de ago de 2011

MOSAICO: "UM INVENTÁRIO DE FORMAS POÉTICAS" E (DES) APRISIONAMENTOS - OS NOVOS LIVROS DE JANETE SANTOS

Janete durante o lançamento de Mosaicos
na Flit de Tocantins
Janete Santos, que atualmente reside em  Araguaína, no Estado de Tocantins, onde leciona na Universidade Federal, nos cursos de Letras, publicou mais um livro de poemas intitulado Mosaicos (Editora Livro Pronto, São Paulo, 2011). Natural de Macapá, nasceu em 1º de junho de 1967, graduou-se em Letras pela Unifap, é mestre e doutora em Linguística Aplicada pela Unicamp, integrante da Rede de Escritoras Brasileiras, Associação Amapaense de Escritores e Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense. Seus textos já foram leitura de vestibulares da Unifap.
Em sua recente visita de férias a Macapá, era sua intenção fazer uma sessão de autógrafos, o que não foi possível por causa de problemas particulares.

Este é o seu segundo livro de poemas (ela já participou de várias antologias de prosa e de versos), e nele encontramos uma coletânea de textos que delineiam um pensamento literário nitidamente influenciado pelas experiências com a linguagem. Autora de textos curtos, compõe seus poemas usando um vocabulário cheio de pérolas que formam um tecido poético multifacetado, um mosaico cintilante de belezas que só os mestres no manejo do idioma conseguem tecer.

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Obras:
Boa Esperança – Crônicas e Contos (Scortecci, 2000); Tecendo Imagens (poemas, Scortecci, 2003); Rota Macapá/Belém (contos e crônicas, Scortecci, 2003).





Paulo Tarso quando entrevistava a autora em sua residência de Macapá - julho 2011

(DES)APRISIONAMENTOS - O título do livro aponta para as situações reportadas, nas crônicas, e narradas, nos contos. Trata-se, em sua maioria, de situações do dia a dia, que mostram as personagens presas, acorrentadas no “ringue cotidiano” (“Sapos do cotidiano”). Alguns exemplos desse tipo de aprisionamento são os medos (do computador, por exemplo), os dilemas (dos consumidores), o pânico (em assaltos) e o preconceito (de brasileiros pelos próprios brasileiros).


Ao mesmo tempo, o título faz alusão ao inverso disso tudo, os “desaprisionamentos”, que aludem à possibilidade que os seres humanos possuem de se desvincularem dessas amarras, através da escrita, uma atividade catártica. Em outros termos, os “desaprisionamentos” são a “ficção” que, de fato, revela não somente situações imaginárias, mas também percepções, observações e reflexões de quem escreve (como não poderia deixar de ser).

O neologismo do título pode, também, se referir à tênue linha que separa ficção e realidade, conforme retratado em “Os condenados”, um conto de fadas, com elementos de uma tragédia grega; ou em “Viagens”, um conto de ficção científica; ou até mesmo em “Grafoterapia”, em “O sortilégio de Dante” e em “Rubilota”, que se situam no limiar entre a ficção e a realidade.
Dra. Eunice R. Henriques - UNICAMP/PUC-Minas (Virtual)

O escritor francês, Jorge Luis de Buffon, disse uma frase que se tornou célebre: Le style c'est l'home – O estilo é o homem. Mesmo involuntariamente, as pessoas acabam imitando aqueles com os quais convivem. Diferente é a maneira peculiar de escrever, aquilo que chamamos de estilo. Cada pessoa tem o seu que é inconfundível. Alguém poderá até tentar imitar determinado estilo de uma pessoa, mas é apenas uma imitação porque o estilo se confunde com o escritor, como disse o Conde de Buffon.
José Francisco da Silva Concesso - Escritor, Vice-Presidente da ACALANTO

Onde encontrar os livros de Janete Santos:
Banca do Dorimar, na Praça Veiga Cabral, bairro Central, em Macapá.
http://www.livrariaasabeca.com.br/
Contatos com a autora:
janetesantos35@yahoo.com.br

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