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18 de mar de 2009

HOMENS E PEDRAS NO DESENHO DAS FRONTEIRAS



Janaína Camilo autografando sua obra
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O livro é fruto da tese defendida junto ao Programa de Pós-Graduação-Mestrado na Unicamp em 2003 e na Universidade de Nova Lisboa em 2006. O trabalho tem como enfoque o estudo da fortificação construída a margem esquerda do rio Amazonas, no atual estado do Amapá, entre os anos de 1764 e 1782, não apenas como estrutura militar destinada à proteção da "porta" do grande rio, mas, sobretudo, como instrumento integrante dos planos políticos de Pombal, que tentava viabilizar o projeto português de proteção das minas descobertas em Vila Bela. A autora o estruturou em quatro partes:

O primeiro capítulo - "As transformações em Portugal ao tempo de Pombal e suas influências na Amazônia setentrional", inseri a região nos projetos colonialistas do ministério de D. José I, permitindo entender as principais realizações do governo de Mendonça Furtado no Grão-Pará. Os documentos utilizados na pesquisa fazem referência principalmente ao período do ministério do Marquês de Pombal e da sua interferência na Amazônia. O capítulo analisa o histórico sobre as fortificações construídas no Amapá, antes da Fortaleza de São José, associando o surgimento do Amapá a uma história militar do Brasil e finalmente a partir da visão de autores ingleses permeia as peculiaridades entre o liberalismo inglês e o mercantilismo português, sem a intenção de mostrar as diferenças entre estes sistemas, pois nesse momento valoriza-se mais os meios utilizados para garantir o enriquecimento da metrópole.

No segundo capítulo - "O disegno" – destaca-se o desenvolvimento das fortificações durante vários períodos da História, desde as transformações das torres dos castelos até o surgimento do baluarte. Além disso, apresentam-se alguns acontecimentos políticos que levaram à institucionalização do ensino de engenharia militar em Portugal, assim como as funções desenvolvidas pelos profissionais do risco. Para completar essas informações, a autora mostra as influências francesas na engenharia portuguesa do século XVIII, sendo Vauban sua principal referência. Neste capítulo, o objetivo central é tentar elucidar as angústias, necessidades e desafios dos engenheiros militares que se envolveram na empreitada da construção da Fortaleza de São José de Macapá.

No terceiro capítulo - "Os trabalhadores da pedra" - apresenta-se um quadro relativo à situação de trabalho e vida dos operários que foram envolvidos, compulsoriamente, nas obras da fortificação. São trabalhadores que tiveram suas vidas marcadas por este projeto de colonização, principalmente, pelo processo político que levou à criação de uma companhia de comércio para a capitania, e que possibilitou o início da escravidão negra na região.

O último capítulo - "Fortaleza de São José de Macapá: suas formas e desenhos" - trata dos contornos do forte em sua materialidade, através da descrição do seu espaço físico e com algumas plantas obtidas, principalmente, na Biblioteca do Exército, no Rio de Janeiro. Com esta iconografia tenta-se recuperar as idéias de Gallucio quando desenhou o forte erguido à margem do Amazonas.



Janaína Camilo é Doutora em História Cultural pela Unicamp, pesquisadora da Amazônia Colonial, capacitadora de professores da Rede Pública de São Paulo e professora da Rede Pública do Amapá, desde o ano de 1994.



Serviço:

Lançamento do Livro "Homens e Pedras no Desenho das Fronteiras: A Construção da Fortaleza de São José de Macapá (1764/1782)”

Local: Fortaleza São José de Macapá

Data: 21 de março de 2009 às 19h

Fonte deste texto: Regina Canezin (Secult)
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Contatos com a autora: 9114 1268/ 9111 - 8156

E-mail: jacamilo@uol.com.br



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